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quarta-feira, 16 de abril de 2008

GLOSSÁRIO

A
Acetilcolina - Uma molécula de colina, na qual foi introduzida em COCH3. Sintetizado pelos
neurônios do Sistema Nervoso Parassimpático, é liberado à nível das sinapses e placas motoras.
Ácido hialurônico - (Do gr. hialo, ‘transparente’). Substância encontrada em abundância no meio
intersticial dando consistência ao tecido conjuntivo.
Anaeróbico - (Do gr. An = sem; aér =‘ar’; bios = vida’). Termo utilizado a qualquer organismo
inferior (bactérias, fungos e alguns vermes) que consegue a viver na ausência de oxigênio. Para
referir-se à microorganismos ou reações químicas que se desenvolvem em meio sem oxigênio.
Anastomose - (Do gr. aná, ‘de novo’; stoma, ‘orifício’ ). Conecção que pode ocorrer natural ou
artificialmente, fazendo a comunicação entre dois segmentos.
Andrógeno - (Do gr. Andros, ‘masculino’; genesis, ‘origem’, ‘geração’). Denominação de
hormônio masculino; hormônio de ação verilizante.
Anidrase carbônica - Enzima catalizadora da combinação do CO2 com a água dando ácido
carbônico.
Antígenos - (Do gr. Anti, ‘contra’; gennan, ‘o que gera’). Nome dado a toda substância estranha ao
organismo de um animal, induz a formação de anticorpo específico.
Anura - ( Au = sem; Ura = cauda) Designa um animal sem cauda.
Ápocrina - (Do gr. Após , ‘afastado’; krinos, ‘secreção’). Glândula exócrina que elimina parte do
citoplasma das suas células juntamente com a secreção, regenerando constantemente as estruturas
perdidas.
Aponeurose de inserção - (Do gr. Após, ‘afastado’; neuros, ‘nervo’). Membrana fibrosa, que
envolve os músculos, muito resistente, principalmente na extremidade muscular, região em que este
tecido se fixa aos ossos.
Artrópodo - (Do gr.arthron, ‘articulação’; pous, podos, ‘pés’). Invertebrado do Filo Arthopoda,
caracterizado pela presença de membros locomotores articulados em número par.
Autotrófico - (Do gr. Autós, ‘próprio’; trophé, ‘alimento’). O organismo que sintetiza seus
próprios alimentos ( substância orgânica). Todos os vegetais através da fotossintese, a partir de
compostos inorgânicos, como o dióxido de carbono e a água, produzem substâncias orgânicas
necessárias ao seu desenvolvimento.
Avitaminose - (Do gr. A, ‘sem -‘; + rad. Vitamin(a); + suf. ose, design. de ‘doença’). Termo que
designa diversas formas de estados nutricionais mórbidos condicionados pela carência de uma ou
mais vitaminas no organismo.
B
Basófilo - (Adj. ref. a basofila). Produzidos pela medula óssea, e tem afinidade por corantes
básicos.
C
Catabólitos - Produtos oriundos do catabolismo que é a degradação de células e compostos
orgânicos “envelhecidos” do organismo do animal.
Catepsina - (Do gr. Kata, ‘para baixo’; opsis, ‘alimento’; + suf. ina de algumas enzimas
etc).Enzima das células animais, encontrada nos lisossomos e que participa dos processos de
digestão intracelular.
Celenterados - (Do gr. Koilos, ‘oco’; entheron, ‘intestino’). Termo criado por Clauss para
enquadrar ao mesmo tempo cnidários e ctenóforos, animais aquáticos, livres ou coloniais, cujo
corpo apresenta uma ampla cavidade gastrovascular comunicando-se com o exterior por uma única
abertura.
Celoma - (Do gr. Kelos, ‘ventre’, ‘cavidade do corpo’; + suf. oma, ‘proliferação’). Cavidade que
se forma no embrião pela separação dos dois folhetos mesodérmicos; cavidade geral do corpo dos
animais triblásticos celomados, que separa as vísceras da parede do corpo.
Clasmocitose - (Do gr. Klasma, ‘rotura’; kystos, ‘célula’; + suf. osis, ‘estado’). Movimento
inverso ao da pinocitose, pelo qual minúsculas vesículas citossômicas se fundem à da membrana
plasmática e expelem para o exterior, eliminando os resíduos inúteis da célula.
Coágulos - (Do lat. coagulare, ‘coalhar’). Massa composta de fibrina, plaquetas e glóbulos
vermelhos que tem como função impedir a perda de sangue quando em vaso sangüíneo é lesado.
D
Doença de Parkison - Doença que envolve o do SNC devido a falta de mediadores químicos,
caracterizada por tremores, rigidez muscular, alterações no andar, descoordenação motora, e
dificuldade da fala.
C
Edema - (Do gr. Oídema, ‘inchaço’). Extra vazamento de líquido nos tecidos proveniente do
sangue, provocando enturmecimento e aumento de volume locais; às vezes, decorre de dificuldade
circulatória da linfa;
Encéfalo - (Do gr. En, ‘dentro’; kephalé, ‘cabeça’). Partes do SNC que formam um conjunto de
órgãos situados dentro do crânio. Apresenta-se com várias divisões, como, telencéfalo,
mesencéfalo, rombencéfalo, etc.
Endotélio - (Do gr. Endon, ‘interno’; thelen, ‘afastado’). Camada epitelial única de células que
reveste a parede interna dos grandes vasos sangüíneos e linfáticos.
Eosinófilo - (Do gr. Philein = amigo + eosina =corante). Célula da série branca do sangue, que se
cora pela eosina, e esta envolvida em processos alérgicos.
Eritrócito - (Do gr. Erythron, ‘vermelho’; kytos, ‘célula’). Glóbulo vermelho do sangue; hemácia.
Esponjas - (Do lat. Spongia, ‘esponja’). Animal, considerado o mais inferior dentre os animais, não
apresentando estruturação típica de tecidos e de órgãos e revelando tão-somente um corpo em
forma de saco, delimitado por uma epiderme muito simples, uma camada intermediária ou
mesênquima e um revestimento interno de células dotadas de gola e flagelo chamadas coanócitos.
Esteróides - (Éster, função da Orgânica; + suf. eidos, ‘semelhante’). Compostos de natureza
lipídica formados pela combinação de ácidos graxos com um álcool de cadeia fechada, através de
ligação oster, que tem como principal representante o colesterol.
F
Fibras argirófilas - (Arg - prata, filos - afinidade) Substância que são coradas pela prata.
Folículos - (Do lat. Folicullus, ‘pequena cavidade’, ‘saquinho’). Pequena Cavidade - piloso:
reentrância ou cripta da pele em cujo fundo se aloja uma papila na qual se desenvolve o pêlo ou
cabelo.
G
Gânglio - (Do gr. Gagglion, ‘novelo’, ‘íngua’). Pequena estrutura esférica ou ovóide,
múltipla,contendo uma massa celular que é encontrado normalmente em alguns sistemas do
organismo dos seres vivos.
GAP junctions - (Do ing. Gap, ‘portão de comunicação’). Espaços pequenos entre as membranas
de celulares, que representam pontos de aderência ou comunicação entre as células.
Glândulas - (Dim. Do lat. Glans, glandis, ‘bolota’). Designação geral das estruturas encontradas
em animais e plantas que têm por função segretar substâncias eliminando-as como produtos de
excreção, que muitas vezes atuam sobre outros órgãos e estruturas
Glicoprotéica - (De glicos, rel. a glícidios, + elem. compos. Proteínas). Proteína complexa que
apresenta em ligação com suas cadeias polipeptídicas um radical prostético constituído por um
glicídio.
Glomérulos - (Do lat. Glomus, eris, ‘novelo’; + suf. ulo, ‘diminutivo’). Formação com aspecto
enovelado, formado por capilares que ocorre nos rins.
Glossofaríngeo - (Do gr. Glossos, ‘língua’; + elem. compos faríngeo, rel. a faringe). Nono par de
nervos cranianos que atua sobre a língua, com atividade mista, levando ao encéfalo os impulsos que
se traduzem pela sensação de gosto.
Granulócitos - (Do lat. Granum, ‘grão’; + suf. ulo, ‘diminutivo’; gr. Kytos, ‘célula’). Glóbulos
brancos do sangue de origem mielóide, cujo citoplasma possuem grânulos e que atuam nos
mecanismos de defesa notadamente, praticando a fagocitose dos microrganismos invasores.
GTP - (Sigla do ing. Guanosin triphosphate, ‘trifosfato de guanosina’). Trinucleotídeo da família
do ATP, atua intracelularmente como reservatório de energia para a célula e também participa de
mecanismos de comunicação molecular intra celular.
H
Hemangioblastos - ( Hem - sangue; angio - vasos; blastos - jovens). Células que formam tecido
sangüíneo, produzido na medula óssea, que podem ser encontrados no sangue circulante.
Hematopoético - Relativo a hematopoese. O uso consagrou a forma imprópria hematopoiético,
muito generalizada e já registrada em dicionários, relativo aos locais onde são produzidos as células
sangüíneas.
Hemorragia - (Do gr. Haîma, ‘sangue’; rasghein, ‘derrame’, ‘extravasamento’). Derrame de
sangue para fora dos vasos que deviam contê-lo. Pode ocorrer por rompimento dos vasos devido ao
aumento da pressão sangüínea ou acidentalmente, por ação de traumatismos.
Heparina - Um anticoagulante fisiológico produzido pelos mastócitos.
Heterotrófico - (Do gr. Hétero; ‘diferente’; trophé, ‘nutrição’; + suf. ico, ‘natureza de’).
Designação dada aos seres que, são incapazes de sintetizar sua própria matéria orgânica à custa de
substâncias inorgânicas do meio, procuram-na em organismos de outras espécies ou na matéria em
decomposição no ambiente, usando recursos como o predatismo, o parasitismo, o comensalismo,
etc.
Hidroxiprolina - Aminoácido de ocorrência não muito frequente em proteínas.
Hiperqueratose - Produção exagerada de queratina por determinados tecidos, gerando um quadro
clínico característico.
Hipófise -(Do gr. Hypophisis, ‘broto’, ‘o que se desenvolve por baixo’). A principal glândula
endócrina do organismo, nos vertebrados, cujas secreções atuam sobre as demais glândulas de
secreção interna, controlando-lhes as atividades.
Histamina - (Do gr. Histos, de hystión, ‘tecido’; + elem. compos. Amina). Amina derivada da
histidina, que tem ação vaso dilatadora, liberada por células chamadas mastócitos.
Homeostasia - (Do gr. Homoios, ‘o mesmo’; stásis, ‘parada’, estagnação’). Estado estável
mantidos pelo SNC e sistema endócrino das células e do organismo . Mesmo diante de variações
acentuadas que possam ocorrer no meio externo, o meio interno mantem-ser estável.
Hormônio - (Do gr. Hormaein, ‘excitar’). Substância produzida por glândula endócrina ou por
células isoladas, que, uma vez lançada no sangue, vai agir à distância, como mensageiro químico,
estimulando ou inibindo as funções de certas células ou de certos órgãos.
I
Insetívoros - (Do lat. Insecto, ‘inseto’; vorare, ‘comer’). Que comem insetos.
Isquemia - (Do gr. Isch, ‘deter’; haíma, ‘sangue’; + suf. ia, ‘propriedade de’). Interrupção do
abastecimento de sangue de uma área de certo tecido ou órgão em virtude de vasiconstrição local ou
trombose da artéria principal da região.
J
Jejuno-íleo - (Do lat. Jejunu, ‘que está em jejum’). Segmento do intestino delgado situado entre o
duodeno e o íleo, sem um limite de transição anatomicamente bem definido com este último, razão
pela qual prefere-se considerar as duas partes como um todo, dando-lhe o nome de jejuno-íleo.
L
Linfócito - (De linfa; gr. Kytos, ‘célula’). Leucócito de origem linfóide, enquadrado entre os
agranulócitos, com núcleo mais ou menos esférico e grande, ocupando boa parte da célula. Os
linfócitos encontram-se no sangue circulante, em condições normais, numa taxa variável entre 21 e
35% do número global dos leucócitos.
Lobos - (Do gr. Lobós). Expansão ou extremidade arredondada de um corpo ou órgão. Parte
arredondada, proemitente, de um órgão.
M
Macrófago - (Do gr. Makrós, ‘grande’;phagein, ‘comer’). Tipo de célula do tecido conjuntivo, de
volume grande, cuja função é fagocitar substâncias estranhas, células mortas e restos celulares.
Mastócito - (Do al. Mast, ‘engorda’; gr. Kytos, ‘célula’). Célula grande, de citoplasma granuloso,
encontrada no tecido conjuntivo, que produz e secreta várias substâncias vasoátivas como histâmina
e heparina.
Maturação - (Do lat. Maturare, ‘amadurecimento’; + suf. ação ‘ato de’). Etapa em que o
desenvolvimento de um órgão ou de uma estrutura atinge a idade adulta” e passa a exercer suas
funções.
Megacariocítica - (Do gr. Méga, ‘grande’, ‘gigante’; kytos, ‘célula’). Célula nucleada grande da
medula óssea, proveniente dos hemocitoblastos e responsável pela formação das plaquetas.
Membrana sinovial - Membrana em forma de bolsa, cheia de um fluido gelatinoso chamado
líquido sinovial, situada entre algumas articulações ósseas.
Mesênquima - (Do gr. Mesos, ‘meios’, ‘intermediário’; egchyma, ‘infusão’). Tecido conjuntivo
primitivo, encontrado nas primeiras fases do desenvolvimento embrionário, e que, aos poucos, por
processos específicos de diferenciação celular, vai dando origem aos diferentes tipos de tecidos.
Surge a partir do mesoderma (o folheto embrionário intermediário).
Mesonefro - (Do gr. Mesos, ‘meio’; ‘intermediário’; nephron, ‘rim’). Rim segmentado, de
localização mediana no corpo, existente em peixes e anfíbios, contendo alguns nefróstomas.
Mesotélio - (Do gr. Mesos - meio; Telio - vaso, canal). Camada intermediária existente nos vasos
sangüíneos.
Metabolismo - ( Do gr. Metabolé, ‘mudança’, ‘troca’; + suf. Ismo, ‘qualidade de’). Conjunto de
reações químicas que se processam no organismo visando o a degradação de compostos para que
seja liberada energia para as atividades biológicas.
Metabólitos - ( De metabolismo). Substâncias produzidas no organismo em função dos processos
metabólicos.
Microvilosidade - (Do gr. Mikros, ‘pequeno’; + elem. Compos. Vilosidade). Tipo de membrana
plasmática com grande número de expansões digitiformes em absorção.
Miriápodes - (Do gr. Myria, ‘dez mil’; pous, podos, ‘pés’). Nome de uma antiga Classe de
Artrópodos dotados de corpo longo, dividido em cabeça e tronco, com um par de antenas e
numerosos pares de apêndices locomotores articulados, distribuídos pelos segmentos do tronco.
Monócito - (Do gr. Monos, ‘um’; kytos, ‘célula’). Leucócito da série dos grande, de origem
linfocitária e que atua na defesa do organismo realizando fagocitose.
Mucosa Pituitária - (Do lat. Pituita, ‘muco’, ‘secreção viscosa’; + suf. ário, ‘atividade’). Glândula
pituitária. O mesmo que hipófise. Mucosa nasal, compreendendo a pituitária respiratória de cor
avermelhada, que por ser muito irrigada, aquece o ar respirado, e a pituitária olfativa, mais posterior
amarelada que contém os receptores dos olfatórios.
N
Nanismo - (Do gr. Nannos, atr. do lat. Nanu, ‘anão’; + suf. ismo, ‘qualidade de’). Pequena altura.
Anomalia do desenvolvimento com insuficiência do crescimento somático.
Nefrídio - (Do gr. Nephros, ‘rim’; idion, ‘diminutivo’). Órgão excretor de grande número de
invertebrados, composto de um tubo longo e, as vezes, tortuoso, que se abre, por uma extremidade
proximal, no celoma ou cavidade geral, através de uma espécie de funil ciliado chamado
nefróstoma, e por outra, distal na parede do corpo, num orifício denominado nefridióporo.
Neutrófilo - (Do lat. Neuter, ‘neutro’; philein, ‘amigo’). Tipo de leucócito polimorfonuclear, cujo
citoplásma mostra afinidade por corantes neutros. Os neutrófilos constituem os leucócitos mais
abundantes no sangue circulante, cerca de 60% a 70% da série branca e fagocitose.
Noradrenalina - (Pref. Nor, da nomenclatura química, ‘além’; + elem. compos. Adrenalina).
Hormônio produzido nas sinapses nervosas do sistema simpático, muito mais potente do que a
adrenalina. É um composto do grupo das catecolaminas, derivado do metabolismo da fenilamina e
da tirosina, formado a partir da dopamina, produzido também na região medular da glândula supre
renal.
O
Odontoblastos - (Do gr. Odoûs. Ontos, ‘dente’; blastós, ‘broto’). Célula jovem de natureza
conjuntiva, que tem, forma uma camada de revestimento da polpa dentária e dá origem à dentina.
Osteoblastos - (Do gr. Osteon, ‘osso’; blastós, ‘broto’, gema). Célula de origem embrionária
proveniente do mesênquima, que dá origem aos osteócitos (células do tecido ósseo).
P
Paratireóides - (Do gr. Para, ‘ao lado’; + elem. compos. Tireóide). Quatro pequeninas glândulas
endócrinas situadas nos ângulos posteriores da tireóide e que têm importância no metabolismo do
cálcio.
Patogênicos -(Do gr. Pathos, ‘doença’, ‘sofrimento’; genesis, origem’, + suf. ico, ‘próprio de’).
Que produz doença, geralmente microorganismos.
Pepsina - (Do gr. Pepsis, ‘digestão’; + suf. ina, ‘natureza de’). Enzima proteolítica integrante da
composição do suco gástrico, cujo precursor é o pepsinogênio que pela ação do ácido clorídrico,
perde um peptídeo, liberando a enzima ativa.
Pepsinogênio - (De pepsina). Precursor da pepsina. Tem a natureza de um zimogênio. Lançado na
cavidade do estômago, em presença do HCl, em PH baixo, perde um peptídeo e se conserte em
pepsina, com atividade proteolítica.
Pericárdio - (Do gr. Peri, ‘ao redor; Kardia, ‘coração’). Membrana que envolve o coração.
Membrana fibrosa, epitelial, de origem mesodérmica, com função de proteção do músculo cardíaco.
Perilacunar - Ao redor de uma lacuna (um lugar ocô).
Peristálticos - (De peristalt(ismo); + suf ico, ‘próprio de’). Diz-se do movimento próprio das
vísceras ocas que devem projetar um conteúdo para adiante e que se faz por uma sucessão de
contrações em ondas.
Peritônio - (Do gr. Peri, ‘ao redor’; teinen, ‘estender’). Membrana serosa, a mais extensa do corpo
humano, que recobre a cavidade abdominal e reveste as víceras.
Pleura - (Do gr. Pleura, ‘lado’). Cada uma das membranas serosas, em forma de saco de paredes
duplas, independentes entre si, de cujos folhetos um fora os pulmões e o outro reveste a superfície
interna da caixa torácica do lado correspondente. Têm origem mesodérmica e se formam a partir do
hipômero.
Plexos coróides - (Do gr. Plexus, ‘entrelaçado’). Rede de delgados vasos da pia-máter, ao nível dos
ventrículos laterais do cérebro, onde se forma o líquido cefalorraquiano.
Polipeptídeos - (Do gr. Polys, ‘muitos’; + elem. compos. Peptídeos). Pequenas sequências de
aminoácidos.
Prolactina - (Do gr. Pró, ‘anterior’; lat. Lacte, ‘leite’; + suf. ina, ‘natureza de’). Hormônio
produzido e liberado pela hipófise, que estimula, sob determinadas condições, a secreção do leite
pelas glândulas mamarias.
Proteína - (De Proteu, nome de um semideus da mit. Grego-romana, célebre por sua capacidade
de se transfigurar nas mais diversas formas; + suf. ina, ‘natureza de’). Compostos orgânicos de
grande peso molecular, constituídos por longas cadeias de aminoácidos que tem formas estruturais
complexas e desempenham papéis de extrema importância para a vida das células e dos organismos.
Proteoglicans - (Proteo relativo à proteínas, glicans relativo à glicídeos). Macromoléculas
compostas por uma parte de proteína e outra de carboidratos.
Pseudópodos - (Do grt. Pseudos, ‘falso’; pous, podos, ‘pés’). Expansões ou prolongamentos
citoplasmáticos, que têm papel na locomação e no englobamento de substâncias, partículas, próprio
de células fagocitárias e de alguns protozoários.
Putrefação - (Do lat. Putris, ‘podre’; factione, ‘ato de fazer’). Decomposição de materiais
orgânicos por ação de enzimas bacterianas. É realizada por microorganismos com finalidade
respiratória.
Q
Quelônios - (Do gr. Chelone , ‘tartaruga’). Vertebrados da Ordem Chelonia ou Testudinata, da
Classe Reptilia, abrangendo tartarugas, cágados e jabutis. Têm o corpo protegido por uma carapaça
dorsal (escudo) e um plastão ventral.
Quimiorreceptores - (De quími(co); o de lig.; + elem. compos. Receptor, ‘o que recebe’).Células
neuroepiteliais encontradas na mucosa pituitária olfativa e nas papilas gustativas linguais,
responsáveis pela recepção dos estímulos ‘cheiro’e de ‘gosto’, respectivamente.
R
Região Apical - (Do lat. Apicis, ‘ponta’). Relativo a uma ponta ou vértice; localizado numa
extremidade.
Rumem - (Do lat. Rumen, ‘pança’, ‘papa’, ‘verme’). O mesmo que pança. A primeira e maior das
quatro câmaras do estômago composto dos ruminantes. Não possui glândulas secretoras de enzimas
e de suco gástrico.
S
Saculiforme - Em forma de “sacos” ou bolsas.
Sarcômeros - (Do gr. Sarx, sarkos, ‘carne’; meros, ‘prte’). Unidade estrutural e funcional das
miofibrilas. Segmento da miofibrila, que se repete ao longo dela, e de cuja contração resulta o
encurtamento da fibra muscular.
Seios Galactóforos - Dilatação dos canais que conduzem o leite materno secretado nas glândulas
mamarias.
Sela túrcica - (Rel. a turco, proven. da Turquia, ref. a um tipo de sela para calvagada usada pelos
turcos desde priscas eras.). Pequena depressão ou fossa situada no osso esfenóide, na base do
crânio, onde se localizaa glândula hipófise ou pituitária.
Septos - (Do lat. Septu, ‘divisão’). Parede que divide um compartimento ou um corpo em duas
partes. - nasal: lâmina cartilaginosa que contribui para dar forma ao nariz e que separa as fossas
nasais.
Sinapse - (Do gr. Syn, ‘união’; apsein, no ato de tocar’). - nervosa: região de “contato” entre os
terminais axônicos de um neurônio e a membrana plasmática ou as extremidades dendríticas de
outro.
Sincício - (Do gr. Syn, ‘união’, juntamente’; kytos, célula’). Célula multinucleada formada pela
fusão de diversas células.
Sinciciotrofoblasto - (De sincício, + suf. trofoblasto). Camada sincicial que se desenvolve a partir
do trofoblasto, situada por fora do citotrofoblasto, na qual começam a surgir as lacunas
trofoblásticas que levam a formação das vilosidades conicas entre o embrião e placenta.
Sistema de Havers - (Do antrop. Clopton Havers, anatomista inglês, 1650-1702). Finos canais
paralelos que correm vasos sangüíneos e filetes nervosos dentro dos ossos.
Sistema imunitário - (Do lat. Immuniate, ‘isenção’, ‘dispensa’). Resistência natural e adquirida
que um organismo possui frente à invasão por agentes estranhos, sejam microrganismos substâncias
como venenos etoxinas.
Sístole - (Do gr. Systole, ‘contração’). Contração do músculo cardíaco ou qualquer víscera oca. No
coração, distinguem-se sístoles auriculares ou atriais e as sístoles ventriculares.
Sudorese - (Do lat. Sudor, ‘suor’; + suf. esis, ‘eliminação’). Produção de suor. Eliminação do
produto das glândulas sudoríparas.
Sutura - (Do lat. Sutura, ‘costura’, ‘junção íntima’). Articulação imóvel, de osso com osso,
diretamente, como se observa nas suturas dos ossos cranianos. Relativo também ao ato de
“costurar” tecidos animais.
T
Teleósteos - (Do gr. Telein, ‘completo’; osteo ‘osso’, ou stoma, ‘boca’). Peixes da Classe
Osteichthyes ou Teleostomi, de esqueleto ósseo, sem válvula em espiral no intestino e com escamas
ciclóides ou ctenóides.
Termorregulação - (Do gr. Thermos, ‘calor’; + elem. compos. Regulação). Mecanismo pelo qual
os organismos homeotérmicos mantêm constante a sua temperatura interna, independentemente das
variações térmicas ambientais.
Tricúspide - (Do lat. Tri, ‘três’; cuspidis, ‘ponta’). Válvula formada de 3 peças ou valvas, que
comunica o átrio direito com o ventrículo do mesmo lado, impedindo o refluxo do sangue, quando
da sístole ventricular.
Triglícerídeo - (Do lat. Tri, ‘três’; + glicerídeo). Lipídeos formados pela ligação estérica de 3
ácidos graxos com uma única molécula de glicerol. Compreendem as gorduras e óleos.
Tubérculos - (Do lat. Tuberculu, ‘pequena protuberância arredondada’). Protuberância na
superfície de um órgão ou qualquer estrutura bulbosa integrante do corpo de uma planta. Caule ou
raiz que se enche de material nutritivo de reserva e se torna globoso, como uma batata.
Tuberosa - (Do lat. Tuber, ‘protuberância’; + suf. oso, ‘qualidade de’). Raiz geralmente axial,
com 3 ou 4 eixos desenvolvidos, rica em material nutritivo de reserva, de aspecto volumoso e às
vezes, globoso.
U
Ungulado - (Do lat. Ungulatu, ‘provido de unha grossa ou casco’). Qualificação que se dá aos
mamíferos portadores de cascos.
Urodelos - (Do gr. Ourás, ‘cauda’, delos, ‘visível’). Anfíbios da Ordem Urodela ou Caudata,
dotados de cabaça, tronco e cauda desenvolvida, patas de tamanho aproximadamente igual, larvas
semelhantes na forma aos adultos e com algumas espécies providas de brânquias persistentes
durante toda a vida.
Uropígio - (Do gr. Ourás, ‘cauda’; pygion, ‘nádegas’). Pequena proeminência adiposa da porção
posterior do dorso das aves, junto à cauda, que secreta em óleo que impermeabiliza as pessoas.
Utrículo - (Do lat. Utriculum, ‘pequeno saco’). Fruto unilocular, membranoso, indeiscente e
vesiculoso, do tipo cápsula. Órgão em forma de urna das plantas.
V
Vascular - (Do lat. Vasculum, ‘pequeno vaso’; + suf. ar, ‘pertinente a’). Relativo a vasos
condutores. O sistema vascular sangüíneo é composto de artérias, arteríolas, capilares vênulas e
veias.
Vasoativas - Substâncias que exercem suas funções sobre os vasos.
Vênula - (Dim. de veia). Pequena veia. Veia de pequeno calibre, que surge pela convergência dos
capilares e que se junta a outras vênulas para formar uma veia propriamente dita.
Z
Zona Pelúcida - (Do lat. Pellucidus, ‘translúcido’). Camada de glicoprotéinas, gelatinosa,
translúcida, que envolve os óvulos do tipo metalécito, dos mamíferos, e se mostra rodeada pela
corona radiata.

fonte: biologia.ifsc.usp.br

IDENTIDADE E IDENTIFICAÇÃO

IDENTIDADE

É o conjunto de atributos que caracterizam alguém ou alguma coisa.
Torna uma pessoa única. No caso da identidade humana, classifica-se em:
- identidade objetiva e
- identidade subjetiva.

IDENTIDADE OBJETIVA
É o conjunto de traços anatômicos físicos, que constituem o indivíduo: altura, peso, cabelo, olhos, características particulares, amputação de uma parte do corpo.

INDENTIDADE SUBJETIVA
A descrição do próprio EU: como a pessoa se vê.
Como você se descreve? Existem alterações da personalidade em que alguém confunde-se com um personagem. Parte daí a cometer atos de violência.

Hoje a identidade mudou muito em função da genética. Mas o custo é muito alto.
Nos EUA catalogam os DNAs de pedófilos, estupradores.



IDENTIFICAÇÃO

É um processo para evidenciar os atributos do indivíduo ou da coisa (objeto).

Processo identificador – como é?
- 1º registro,
- 2º registro,
- juízo de comparação.

(caiu no concurso da polícia federal)


QUAIS SÃO OS REQUISITOS CIENTÍFICOS PARA SE ESTABELECER UMA IDENTIDADE?

FOTOGRAFIA
As pessoas mudam – não é um bom método.

EXAME DO FUNDO DO OLHO
Não é prático.

a) UNICIDADE
Cada um tem que ser único.

b) PERENIDADE
Tem que existir sempre

c) IMUTABILIDADE
Não pode ser alterado ao longo do tempo

d) VARIABILIDADE
Tenho que ter diversos padrões para trabalhar

e) PRATICIDADE
Tem que ser algo fácil de ser obtido, pesquisado, arquivado.


FONTANELAS
Até dois anos, calcificam.


TENHO ELEMENTOS QUE ME DÃO A DIFERENÇA, MAS NÃO A PRECISÃO:

- arcada dentária
1º registro, 2º registro, comparação.
Para que possamos usar, é preciso ter o registro no dentista.
Temos duas dentições. A dencídua (vulgarmente, dentição de leite), e o nascimentos dos outros dentes.
Ajuda, mas não dá para identificar.

- genética
Quando não dá para usar a impressão dactiloscópica.

domingo, 13 de abril de 2008

INCAPACIDADE

INCAPACIDADE


1. CONTEXTUALIZAR
Um acidente. Quebra uma perna. 45 dias de imobilização. Mais 45 dias de fisioterapia. Somam 90 dias de afastamento.

ESTA INCAPACIDADE É PARCIAL OU TOTAL?

Rapaz, 25 anos, ajudante geral.
A INCAPACIDADE É TOTAL. TEMPORÁRIA.


2. O indivíduo perde a visão do olho.

Motorista de ônibus.
INCAPACIDADE TOTAL E DEFINITIVA.
APOSENTADORIA.


3. motorista de ônibus, com incapacidade total e definitiva.
O advogado entra com uma ação para receber o seguro de vida, por incapacidade total e definitiva. E não ganha a causa.
Porque não dá para projetar o que existe na área previdenciária ou na área securitária previdenciária para a área securitária.

Será?
Para o perito, se o autor está incapacitado para qualquer função, não estaria ele coberto?


LEI 8.213/91
ATÉ 200 FUNCIONÁRIOS – 2%
200 A 500 - 3%
500 A MIL - 4%
ACIMA DE MIL - 5%


É preciso ler a apólice, que é um contrato de adesão.

Nessa situação, a incapacidade total e definitiva tem um significado semelhante à morte.
Quando o juiz questiona os termos, o IMESC tem uma resposta. Se não questionar, o IMESC não poderá responder, porque não foi quesitado.


4. Um pianista. Perde os movimentos da mão direita.
Dano?
- anatômico,
- estético,
- moral,
- patrimonial,
- funcional?
SIM.
A incapacidade é TOTAL E DEFINITIVA.


5. O indivíduo, em razão da exposição ao asbesto (amianto), desenvolve um tumor maligno do pulmão: MESOTELIOMA.
É declarada a doença. Esse indivíduo trabalhava no escritório, o que não impedia que inalasse o pó.
DOENÇA DO TRABALHO.
- dano anatômico? Sim. Não vemos, porque é interno.
- estético? Não.
- funcional? Sim.
- moral? Sim.
INCAPACIDADE.
Pode ser gradual, conforme as nuances da doença. De PARCIAL A DEFINITIVA.


6. Piloto de avião. Perde a capacidade acústica. Irreversível. Total.
Pelos fins.
TOTAL E DEFINITIVA = PREVIDENCIÁRIO
PARCIAL DEFINITIVA = SECURITÁRIO

O nosso gerente perdeu os demais movimentos com os dedos, ficando apenas com o movimento de PINÇA.
DANOS
- moral
- estético
- anatômico
- funcional
Sim, ele tem todos.
E o dano anatômico?
Qual o movimento das mãos? Extensão, etc. Não pode mais escrever, dar as mãos.

Na tabela da SUSEP, tenho 2 possibilidades:
12 x 2 + 9 = 33 ou
50% = a mão.
50% de 50.000,00
= 25.000,00 x 4 = 100.000,00.

A tabela da SUSEP só nos dá o DANO ANATÔMICO.
Um percentual a ser indenizado em relação ao maior dano que o seguro prever.
O maior dano é a morte.

INVALIDEZ PERMANENTE
Leia-se: DANO PERMANENTE

PERDA DA VISÃO
Ambos os olhos = 100% de dano anatômico.
E o dano moral?
O dano Estético?
E se a pessoa era piloto de avião?
Cada caso é um caso.
Perda total de ambos os membros inferiores = 100%.
A perda não é amputação, mas a perda da função.

Perda de um olho = 30%.
Perda da mão = 60%.
Perda total e incurável dos dois ouvidos = 40%
De um ouvido = 20%

É “A PARTIR DE”.

O senhor é gerente comercial de uma empresa. Foi soltar fogos de artifício e perdeu:
- o terceiro, o quarto e o quinto dedos. Restaram apenas o primeiro e o segundo dedos da mão direita.
Idade: 37 anos.
DESTRO.
- dano patrimonial
- dano estético (anatômico)
- dano moral
- dano funcional
INDENIZAÇÃO:
Valor tabela SUSEP x 4
Teto tabela = 50 mil.

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LAUDO PERICIAL

Vale pelo conteúdo, não pelo volume. Deve ter, no máximo, três, quatro folhas.

É obrigatório:

1. IDENTIFICAÇÃO
nome, estado civil, RG, CPF, etc.

2. HISTÓRICO
O que o cliente contou.

3. ANTECEDENTES PESSOAIS E FAMILIARES
É importante que a pessoa seja responsável pelo dano que ela causou, não pelo causado por outros.

ASSISTENTE TÉCNICO
Contrato um assistente técnico, que é um ESPECIALISTA.
Ele emitirá um PARECER, e não um laudo.

EXISTEM DOIS TIPOS BÁSICOS DE PERÍCIA:

- PERÍCIA DIRETA

- PERÍCIA INDIRETA
É feita apenas por documentos. Depende da qualidade do documento que está sendo apresentado.
Depois de morto, examino o laudo da necropsia.

QUANDO A MORTE FOR VIOLENTA, ENVIAMOS O CORPO PARA O IML.

QUANDO NÃO É VIOLENTA, MAS HÁ SUSPEITAS, É ENVIADO PARA O SVO – SERVIÇO DE VERIFICAÇÃO DO ÓBITO.
É a morte da qual não sei a causa.
A documentação é importante, para a perícia indireta.
Porque o que não está nos autos não está no mundo.
Isso também se aplica à medicina legal.

ATESTADO DE ÓBITO
Obedece o princípio da razoabilidade

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UM PINHEIRO PRODUZ CERCA DE 320 KG DE PAPEL.

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GRÃ BRETANHA

Crianças que moram a 200 metros das redes de energia elétrica tem maior probabilidade de desenvolver leucemia. Segundo pesquisa da Universidade de Oxford.

No Brasil, a distância legal considerada segura é de 15 a 40 metros.
Em Portugal, de 25 metros.

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CELULAR – O QUE É FALAR MUITO?
Um dos parâmetros é a temperatura do celular.
Se esquentar, foi muito utilizado.

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ACIDENTE DO TRABALHO

DOENÇA PROFISSIONAL DO TRABALHO

PCMSO E
PPRA

TRAZER PARA A AULA

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ACIDENTE DO TRABALHO

É um fato inesperado, súbito, que ocorre com o indivíduo, tanto no ambiente do trabalho como fora, a serviço, no trajeto ou outro local.

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DOENÇA PROFISSIONAL

É a adquirida em razão de um determinado exercício profissional.
Exemplo: o cortador de pedra, se não usar os EPIs, inalará o pó de areia.
Pode ocasionar uma doença – SILICOSE.
Não adianta afastar.

TENDINITE
Ocorre a quem digita diretamente. É doença profissional.

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DOENÇA DO TRABALHO

É a que qualquer um pode adquirir, no exercício do seu trabalho regular, ainda que seu trabalho esteja dentro das norma da CLT, porque está incluso nessa situação o agravamento das lesões pré-existentes.
No momento em que o médico examina, no exame admissional, a responsabilidade é da empresa.

ESCOLIOSE
O indivíduo nasceu assim. Para ESSA coluna, carregar 20 k é semelhante a carregar uma tonelada.
Deve ser afastado do trabalho.
A responsabilidade é da empresa.
Se a empresa não viu, é problema dela.
A maioria das situações é enquadrada aqui.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

MOVIMENTOS E ANATOMIA

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DEDOS

polegar - primeiro dedo
indicador - 2º dedo
médio – 3º dedo
anular – 4º dedo
mínimo – 5º dedo

SÃO FORMADOS POR FALANGES

- FALANGE PRÓXIMA

- FALANGE MÉDIA

- FALANGE DISTAL

O PRIMEIRO DEDO SÓ POSSUI AS FALANGES:

- PRÓXIMA E

- DISTAL


MOVIMENTOS:

- PINÇA
Quando o primeiro e o segundo dedo tocam-se, nas pontas.

- OPOSIÇÃO
Quando o primeiro dedo toca a ponta de qualquer dos outros dedos, que não o segundo.

MOVIMENTOS FINOS:
São o que chamamos os movimentos que dependem do primeiro dedo (polegar).

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MÃO

MÃO FECHADA: FLEXÃO DOS DEDOS

MÃO ABERTA, DEDOS ESTENDIDOS: EXTENSÃO

OS MÚSCULOS QUE ESTÃO NA PARTE ANTERIOR DA MÃO CHAMAM-SE FLEXORES.

OS MÚSCULOS QUE ESTÃO NA PARTE DA FRENTE DA MÃO CHAMAM-SE EXTENSORES.

PRONAÇÃO: ATO DE GIRAR A PALMA DA MÃO PARA BAIXO (A PALMA DA MÃO FICA PARA BAIXO)

SUPINAÇÃO: ATO DE GIRAR A PALMA DA MÃO PARA CIMA (A PALMA DA MÃO FICA PARA CIMA)

======================================================

PUNHO

................OOOO.O....
............←((.(../.)..))→ LATERALIDADE OU LATERALIZAÇÃO
................/.../...... (movimento para os lados)


- FLEXÃO: para baixo

- EXTENSÃO: para trás

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BRAÇO

O BRAÇO LIGA-SE COM O ANTEBRAÇO PELO COTOVELO.

MOVIMENTOS:

- FLEXÃO – DOBRAR

- EXTENSÃO – MOVIMENTO DE EXTENTER

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COTOVELO

.........................OO.................................................................
.....O...................OO................................................................
.........O...................O...............FLEXÃO....................................
.............O................O......................................................................
.................O.............O.....................................................................
.....................O..........O....................................................................
.........................O.......O..................................................................
.............................O....O..................................................................
.................................O..................................................................
...................................................................................................
...................................................................................................
.....O..............................................................................................
.........O..........................................................................................
.............O......................................................................................
.................O..................................................................................
.....................O..............................................................................
.........................O................................EXTENSÃO....................
.............................O......................................................................
.................................O..................................................................
.....................................O..............................................................
.........................................O..........................................................
.............................................O..............................................
.................................................O...................................................
.....................................................O..............................................
.........................................................O...........................................
............................................................OO.....................................
...............................................................OO..................................

======================================================

OMBRO

- PARA TRÁS – EXTENSÃO

- PARA A FRENTE – FLEXÃO

- ESTICAR PARA O LADO – ABDUÇÃO

- FECHAR O CORPO - ADUÇÃO

======================================================
.....................................oooooooo
....................................O....
..................................O......
................................O........
OO...........................O..........
OOO........................O............
OOOO.....................O..............
OOO..................O................
OO.................O..................
O................O....................
O OOOOOOO → movimento acima do ombro: TENDINITE SUPRA ESPINAL.
(guardar este movimento)


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OSSOS DO CRÂNIO


CRÂNIO
É um conjunto ósseo encéfalo.

Das cinco funções que existem, que nos permitem o relacionamento com o meio, quatro estão aqui: visão, audição, paladar, olfato.

Quando uma criança sofre um trauma crânio-encefálico, o que pode acontecer?
Pode haver laceração, e a pessoa pode morrer.

O cérebro fica mergulhado no estão mergulhados no líquido cérebro-espinal ou LÍQUOR

Trauma na região occipital – pode ficar cego. Porque o centro da visão fica na parte inferior do cérebro.

BASE DO CRÂNIO (nuca) => OCCIPITAL

PONTA DO QUEIXO => MENTO

TOPO DA CABEÇA, NA PARTE DE TRÁS => PARIETAIS

MOLEIRA
Não é calcificada. Chamada FONTANELAS.
Pelas fontanelas dá para saber a idade da criança: se tem ou não menos de dois anos de idade.
Porque calcifica aos dois anos.
O cérebro cresce até os dois anos. Se calcificasse antes, o médico teria que abrir.


DESPROPORÃO CÉFALO-PÉLVICA
Quando a medida da cabeça da criança não passa pela abertura da mãe. É, então, preciso usar o fórceps.

EIXO DOS OMBROS
Às vezes, é um pouco grande. Como resolver? O médico quebra as clavículas, com um pequenino aperto (movimento pinça). Daí, a criança passa com facilidade.

DEMÊNCIA
Existe uma causa orgânica para a alteração da personalidade.

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O SISTEMA NERVOSO CENTRAL HUMANO
O cérebro e a medula espinhal estão protegidos por ossos da calota craniana e envolvidos por três camadas de tecido conjuntivo: as meninges. Além disto, estão mergulhados no líquido cérebro-espinal ou líquor. O líquor protege o cérebro contra injúria mecânica e é secretado pelos plexos coróides. As meninges são a dura-máter, a araquinóide e a pia-máter.
- Dura-máter: é a mais externa, mais espessa e resistente. Adere aos ossos do crânio. A dura-máter emite prolongamentos que se interpõem entre as diversas partes do encéfalo.
- Araquinóide: é delicada e transparente; entre a araquinóide e a pia-máter temos o espaço subaraquinóideo, onde circula o líquido cefalorraquidiano.
- Pia-máter: é extremamente delicada, aderindo à superfície do encéfalo e da medula, penetrando em todas as suas depressões e sulcos. Ela forma prolongamentos ricos em vasos, que são denominados de plexos coróides (secretam o líquor), que penetram nas cavidades ventriculares.
A medula espinhal é um "cilindro" que emerge da base do cérebro e se estende para baixo até os quadris. Sua função é:
1 - controlar atividades reflexas do organismo;
2 - transmitir mensagens de ida e volta para o cérebro através dos tratos nervosos ascendentes e descendentes. Numa secção transversal, a medula espinhal apresenta um canal central rodeado por uma área de substância cinzenta, parecendo uma borboleta, que consiste principalmente de corpos celulares nervosos e dendritos. Esta é rodeada por substância branca, composta principalmente por axônios mielinizados.
O cérebro possui 25 bilhões de neurônios, interconectados, o que torna muito difícil o estudo dos circuitos neurais que governam a fisiologia e o comportamento. As células nervosas requerem suprimento constante de glicose e oxigênio. O cérebro é dividido em hemisfério direito e esquerdo, os quais funcionalmente podem ser divididos em:
1 - área sensorial, que recebe sinais dos órgãos do sentido.
2 - área motora, que controla movimentos voluntários.
3 - área de associação, que liga a área sensorial e a área motora, sendo responsável pelo pensamento, aprendizado, inteligência, habilidade na linguagem, memória, julgamento e personalidade.

(fonte: biologia.ifsc.usp.br)

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PROCESSO INFLAMATÓRIO

PROCESSO INFLAMATÓRIO


Sufixo –ite = processo inflamatório


O QUE É?
Hipócrates descobriu.
Para identificá-lo, submete o caso a quatro características:
- tumor
- calor
- rubor
- dor

O processo inflamatório é sempre um processo de defesa do corpo.
Se não tiver mais defesa, haverá a falência múltipla do corpo.



ILHABELA
Quem pica é a fêmea do mosquito.

PICADA DE BORRACHUDO
- vermelhidão (rubor)
- prurido (coceira – é o primeiro nível da dor
- calor – febre no local
- tumor – o edema (o crescimento no local

VERMELHIDÃO
O que o corpo busca neutralizar é a presença do agente agressor.
Há uma vasodilatação, naquela região.

Neste caso, o agente agressor é um ELEMENTO QUÍMICO.



PODE SER DE NATUREZA FÍSICA:
- ruído
- atrito
- radiação solar


Pode ocasionar uma DOENÇA DO TRABALHO:
Tumor vasocircular (melamia).
O processo inflamatório, DESAPARECIDA A CAUSA, tende a desaparecer.


ATRITO
Tendinite – no punho, extensores.

Se não for afastado do trabalho, pode ter seqüelas – o músculo romper.


Fazer:
Exame ultrassom.
O ultrassom só presta para identificar problemas na parte mole. Para a parte óssea, não. É barato. O próprio advogado DEVE pedir para o cliente fazer. Não vai tratar, mas apenas documentar a peça.


QUEIMADURA DE SOL
- calor
- tumor
- rubor
- dor

AGENTE BIOLÓGICO
Transplante – o organismo REJEITA o órgão. Ocorre a REJEIÇÃO.


RUPTURA HIMENAL
O processo inflamatório dura apenas ONZE DIAS. Por isso, era esse o prazo para a anulação do casamento com mulher que não fosse virgem.



INFECÇÃO
EXTERIOR
Impactos, de tempos em tempos.
Há 65 milhões de anos, um meteoro atingiu o Golfo do México. Extinguiu os dinossauros, que viveram 200 milhões de anos.
A escala evolutiva do homem se inicia nos Hominídeos, com mais de quatro milhões de anos.
Em 2006, um pedaço de rocha passou perto de nosso planeta.
Em 2029, haverá outro, que também passará perto.


PESTE NEGRA

FEBRE ESPANHORA – 1929

GRIPE AVIÁRIA
Está sendo estudado.
Não passa para o ser humano com facilidade.

PRINCÍPIO DA VIDA

CONTRA BACTÉRIAS – antibiótico. A primeira foi a penicilina.

MECANISMO DE RESISTÊNCIA
Quando ela tenta se defender (a bactéria).

VIRUS
Os vírus passam pelo processo de MUTAÇÃO.

SÍFILIS

Aprendem a se defender.


INFECÇÃO HOSPITALAR
No ambiente hospitalar, as bactérias são diferentes.

COSMOPOLITAS
São as bactérias que vivem aqui fora.

OMS
Devemos aceitar, no máximo, 5% de infecção hospitalar.

PSEUDOMONAS E STAPILOCOCOS
São resistentes a quase tudo.

Há, na humanidade, a preocupação com o risco biológico.
Se admite a infecção hospitalar, mesmo se no pós hospitalar, desde que comprovado o nexo.

IMPACTO AMBIENTAL
Porque o homem invade as áreas onde o vírus vivia quieto.

HANTAVIRUS E O EBOLA
São dois exemplos do impacto ambiental.
O hantavirus, no Vietnã.

PROSTIDIUM BOTULINO
Um copo em uma caixa d’água: quem beber, morre.

Os cientistas tomam o vírus e o atacam.

COMPARATIVO:
VIRUS X BACTÉRIA
A bactéria seria do tamanho de uma sala de aula, e o vírus, de um confete.



Contratar para caixa do banco alguém que já foi acometido de crise de stress.

Podemos ter, às vezes, sobreposição de conceitos.

Há dois tipos de benefícios previdenciários:
B31 – o INSS faz papel de previdência – por DOENÇA COMUM
B91 – o INSS faz papel de SECURITÁRIO – ACIDENTES/DOENÇAS relacionados ao TRABALHO.

VANTAGENS DO B91 EM RELAÇÃO AO B31:

B91
Estabilidade – tempo = 1 ano
Conta para efeitos de aposentadoria
Conta para efeitos de FGTS
Empresa pode ser responsabilizada pelo acidente/doença

B31
Estabilidade – tempo = não há
Não conta para efeitos de aposentadoria
Não conta para efeitos de FGTS
Empresa não pode ser responsabilizada pelo acidente/doença

TERMOS TÉCNICOS

prurido - é a coceira. O primeiro nível da dor.

região glútea - bunda

saco escrotal

PCMSO - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional

PCMSO - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, conhecido como NR-7, visa a prevenção da Saúde do Trabalhador.Principais Esclarecimentos da Medicina do Trabalho

O que é PCMSO?
É o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, conhecido como NR7,
sua implantação visa a prevenção da Saúde do Trabalhador.

O que são exames clínicos e complementares?
Os exames clínicos ou avaliação médica são aqueles realizados pelo médico no consultório e os exames complementares são os realizados em laboratórios, ou por outros profissionais, com o objetivo de prevenir doenças ocupacionais.

Esclarecimentos quanto aos exames complementares?
Exames complementares são todos os exames que exigem equipamentos específicos e que são realizados para complementar o atendimento médico - Exemplo: Audiometrias, exames de sangue, urina, etc.

Atividades previstas para o PCMSO
Avaliação Médica Admissional; Avaliação Médica Periódica; Avaliação Médica por Mudança de Função; Avaliação Médica para o Retorno ao Trabalho; Avaliação Médica Demissional; Fornecimento de Atestados de Saúde Ocupacional (ASO); Relatórios Estatistícos; Arquivos de Exames.
Propicia qualidade de vida aos seus colaboradores;Conforto e a saúde no trabalho são comprovadamente fatores de produtividade. Os custos com ausências por doenças e suas implicações previdenciárias e legais são muito maiores que o investimento nos programas de segurança e saúde no trabalho determinados pela legislação.
Esta portaria veio para completar a lei n. 6514, criando as Normas Regulamentadoras, relativas à segurança e medicina do trabalho, que são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas, que possuam empregos regidos pelo Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.
Propicia qualidade de vida aos seus colaboradores; Conforto e a saúde no trabalho são comprovadamente fatores de produtividade. Os custos com ausências por doenças e suas implicações previdenciárias e legais são muito maiores que o investimento nos programas de segurança e saúde no trabalho determinados pela legislação.
Previne indenizações trabalhistas, em grande parte, milionárias;
Previne os dirigentes da empresa, como pessoa física, da sua responsabilidade criminal, bem como a empresa de sua responsabilidade civil, no caso de ação judicial;
As ações judiciais por doença ocupacional, em geral requerem vultuosas indenizações, podendo comprometer significativas, ente a saúde financeira da empresa, sem contar os múltiplos aborrecimentos e a tendência da multiplicação destes feitos judiciais num mesmo local de trabalho.

fonte: geocities

Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PCMSO

15/09/2005



O PCMSO é um programa que especifica procedimentos e condutas a serem adotadas pelas empresas em função dos riscos aos quais os empregados se expõem no ambiente de trabalho. Seu objetivo é prevenir, detectar precocemente, monitorar e controlar possíveis danos à saúde do empregado. Implementar o PCMSO é importante sobretudo para cumprir a legislação em vigor. Além disso, você pode estar prevenindo possíveis conseqüências jurídicas decorrentes do aparecimento de doenças ocupacionais, como processos cíveis, criminais e previdenciários.

O médico do trabalho, fará o reconhecimento prévio dos riscos ocupacionais existentes na empresa em função das atividades desenvolvidas. O PCMSO deve estar articulado com todas as normas regulamentadoras , principalmente a NR-9 (PPRA).
Todas as empresas que possuam empregados, independente do tamanho e grau de risco, desde que regidos pela CLT são obrigadas a implantar o PCMSO. Excluem-se desta obrigatoriedade de indicar médico coordenador deste Programa as Empresas:

* Grau de Risco 1 e 2 (conforme NR-04) que possuam até 25(vinte e cinco) funcionários.

* Grau de Risco 3 e 4 com até 10 funcionários.

* Empresas de Grau de Risco 1 e 2 que possuam 25 (vinte e cinco) a 50(cinqüenta ) funcionários, poderão estar desobrigadas de indicar Médico Coordenador, desde que essa deliberação seja concedida através de negociação coletiva.

* Empresas de Grau de Risco 3 e 4 que possuam 10(dez) a 20(vinte) funcionários poderão estar desobrigados de indicar médico coordenador, desde que essa deliberação seja concedida através de negociação coletiva.

O Ministério do Trabalho através da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho entende que " todos os trabalhadores devem ter o controle de sua saúde de acordo com os riscos a que estão expostos. Além de ser uma exigência legal prevista no artigo 168 da CLT, está respaldada na convenção 161 da Organização Internacional do Trabalho - OIT, respeitando princípios éticos morais e técnicos ".

A responsabilidade pela implementação desse Programa é única e total do Empregador, devendo ainda zelar pela sua eficácia e custear despesas, além de indicar médico do trabalho para coordenar a execução do mesmo.

No caso dos trabalhadores temporários o empregador responsável pelo PCMSO é a Empresa contratada para fornecer mão de obra temporária.


ESTRUTURA


- Identificação da empresa (razão social; CNPJ; ramo de atividade e grau de risco (NR4); nº de funcionários, turnos de trabalho, etc.)

- Definição dos riscos ambientais ( avaliação sensitiva; mapa de risco; avaliação ambiental, etc.)


- Programação técnica ( exames clínicos; exames de apoio diagnóstico com base nos riscos detectados.)


- Avaliações especiais ( ações preventivas em doenças não ocupacionais.)


- Tabulação de dados (relatório anual e avaliações epidemiológicas.)


DESENVOLVIMENTO

- Avaliação sensitiva do ambiente

* Visita à empresa para a análise do processo produtivo.

* Estudo profissiográfico em todos os setores da empresa, para reconhecimento dos riscos de possíveis agravos a saúde.

* Riscos físicos ( ruído, calor, frio, radiações )

* Riscos químicos ( solventes, produtos químicos )

* Riscos biológicos ( bactérias, fungos, vírus )

* Atitudes antiergonômicas (erros posturais.) *


- Exames médicos

* Tipos (admissional, periódico, retorno ao trabalho, mudança de função, demissional.)

* Conteúdo (avaliação clínica, exames complementares.)

* Periodicidade (variável de acordo com o grau de risco.)


- Programação técnica de exames complementares

* Indicação de procedimentos médicos e de auxilio diagnóstico de acordo com os riscos existentes.

* Exemplos:
Ruído--------------------Audiometria,
Poeira mineral------- ----Raio X de tórax.
Radiação ionizante-------Hemograma.
Chumbo Plumbemia.
Fumos plásticos----------Espirometria.

* Observação: não colocar riscos genéricos (ex: stress.)

- Atestado de saúde ocupacional (A.S.O.)

* Em duas vias ( uma para o trabalhador outra para a empresa ) e deve conter (identificação, riscos
ocupacionais específicos, procedimentos médicos realizados, aptidão para o trabalho, nome do
examinador e do coordenador.


- Tabulação de dados

* Prontuário Médico: de responsabilidade do coordenador (manter por 20 anos ).

* Informações de sigilo garantido (Código de Ética Médica).

* Estes dados geram um relatório anual que deve ser apreciado pela CIPA da empresa e possibilita ao
coordenador um plano de trabalho para o próximo ano.

AÇÕES DE SAÚDE

* Ações decorrentes dos levantamentos epidemiológicos realizados pelo relatório anual.

* Palestras (alcoolismo, tabagismo, hipertensão, diabetes, DST/AIDS, doenças oculares, etc.).




fonte: sesi

Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

01/06/2005

A Norma Regulamentadora - NR9 estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) que visa a preservação de saúde e de integridade física dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.

O PPRA faz parte de um conjunto de medidas mais amplas, contidas nas demais Normas Regulamentadoras, porém articula-se, principalmente com a NR-07,ou seja, Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e de Prevenção de Perdas Auditivas (PPPA).

Através do PPRA pode ser conseguido a diminuição de perdas decorrentes de:
- afastamento por acidentes do trabalho;
- afastamento por doenças ocupacionais;
- estabilidade funcional;
- atuação de sindicatos e fiscais da DRT;
- processos trabalhistas cíveis.


Vantagens:

previne os acidentes de trabalho;

redução da perda de material e de pessoal;

ganho na otimização dos custos;

diminui os gastos com saúde;

aumento da qualidade, produtividade e competitividade.


O principal objetivo do PPRA é fazer da prevenção de acidentes e doenças ocupacionais uma forma de eliminar ou minimizar os riscos para os trabalhadores e terceirizados, melhorando o desempenho dos negócios e auxiliando as organizações em geral estabelecendo uma imagem responsável da empresa perante o mercado.

Para o desenvolvimento do PPRA deve ser feito uma abordagem com a finalidade de aplicar técnicas de higiene e segurança ocupacional com recursos disponíveis definindo, assim, uma política com a direção da empresa, atribuindo responsabilidades e integrando o Serviço de Segurança e Saúde do Trabalhado em toda organização procurando envolver e comprometer os trabalhadores através de documentações, realizando treinamento em serviços especializados.


A RESPONSABILIDADE pela elaboração e implementação deste Programa é única e total do Empregador, devendo ainda zelar pela sua eficácia, sendo sua profundidade e abrangência dependentes das características, dos riscos e das necessidades de controle.

Responsabilidades do Empregador:

- Estabelecer, implementar e assegurar o cumprimento do PPRA, como atividade permanente da empresa ou instituição;

Responsabilidade dos trabalhadores:

- Colaborar e participar na implantação e execução do PPRA;

- Seguir as orientações recebidas nos treinamentos oferecidos dentro do PPRA;

- Informar ao seu superior hierárquico direto ocorrências que, a seu julgamento, possam implicar riscos à saúde dos trabalhadores.

O PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) deverá conter, no mínimo, a seguinte estrutura:

- Planejamento anual com estabelecimento de metas, prioridades e cronograma;

- Estratégia e metodologia de ação;

- Forma de registro, manutenção e divulgação dos dados;

- Periodicidade e forma de avaliação do seu desenvolvimento.

Deverá ser efetuada, sempre que necessário e pelo menos uma vez ao ano, uma análise global do PPRA para avaliação do seu desenvolvimento e realização dos ajustes necessários e estabelecimento de novas metas e prioridades.

O PPRA deverá estar descrito num documento-base contendo todos os aspectos estruturais.

O documento-base e suas alterações e complementações deverão ser apresentados e discutidos na CIPA, quando existente na empresa, de acordo com a NR-5,sendo sua cópia anexada ao livro de atas desta Comissão

O documento-base e suas alterações deverão estar disponíveis de modo a proporcionar o imediato acesso às autoridades competentes.

O cronograma deverá indicar claramente os prazos para o desenvolvimento das etapas e cumprimento das metas do PPRA.


ETAPAS

O PPRA deverá incluir:

a) A antecipação e reconhecimento dos riscos;

b) Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle;

c) Avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores;

d) Implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia;

e) Monitoramento da exposição aos riscos;

f) Registro e divulgação dos dados.


fonte: sesi

PPRA - As perguntas mais frequentes e as respostas mais adequadas

Segurança e Saúde no Trabalho
PPRA - As perguntas mais frequentes e as respostas mais adequadas


* O termo FAQ vem de Frequently Asked Questions, e está sendo usado aqui por ser uma expressão muito comum na Internet, para designar páginas de perguntas e respostas, mesmo em português. Traduzindo livremente, eu chamo as faq´s de Perguntas Mais Frequentes. Este trabalho foi idealizado e realizado pelo Engenheiro de Segurança Ricardo Pereira de Mattos.



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1) Afinal, o que é PPRA ?
R: PPRA é a sigla de Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. Esse programa está estabelecido em uma das Normas Regulamentadoras (NR-9) da CLT- Consolidação das Leis Trabalhistas, sendo a sua redação inicial dada pela Portaria nº 25, de 29 de dezembro de 1994, da Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalho, do Ministério do Trabalho.

2) Qual o objetivo do PPRA ?
R: Estabelecer uma metodologia de ação que garanta a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores frente aos riscos dos ambientes de trabalho.

3) Quais são os riscos ambientais ?
R: Para efeitos do PPRA, os riscos ambientais são os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde dos trabalhadores.

4) Na prática, que agentes de riscos são esses ?
R: Agentes físicos: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes e radiações não ionizantes.
Agentes químicos: poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases, vapores, absorvidos pelo organismo humano por via respiratória, através da pele ou por ingestão.
Agentes biológicos: bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros.

5) Quem está obrigado a fazer o PPRA ?
R: A elaboração e implementação do PPRA é obrigatória para todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. Não importa, nesse caso, o grau de risco ou a quantidade de empregados. Assim, tanto um condomínio, uma loja ou uma planta industrial, todos estão obrigados a ter um PPRA, cada um com sua característica e complexidade diferentes.

6) Quem deve elaborar o PPRA ?
R: A princípio o próprio Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho - SEESMT da empresa ou instituição. Caso o empregador esteja desobrigado pela legislação de manter um serviço próprio , ele deverá contratar uma empresa ou profissional para elaborar, implementar, acompanhar e avaliar o PPRA. A Norma Regulamentadora não especifica qual é o profisional, porém as atribuições estabelecidas para a gerência do PPRA nos mostram que ele deverá estar sob a coordenação de um Engenheiro de Segurança do Trabalho ou de um Técnico de Segurança do Trabalho, dependendo das características da empresa ou estabelecimento (As atribuições dos Engenheiros de Segurança do Trabalho estão na Resolução nº359 do CONFEA, de 31 de julho de 1991).

7) A CIPA pode elaborar o PPRA ?
R: Não. A CIPA pode e deve participar da elaboração do PPRA, discutindo-o em suas reuniões, propondo idéias e auxiliando na sua implementação. Entretanto, o PPRA é uma obrigação legal do empregador e por isso deve ser de sua iniciativa e responsabilidade direta.

8) O PPRA se resume a um documento que deverá ser apresentado à fiscalização do Ministério do Trabalho ?
R: Não. O PPRA é um programa de ação contínua, não é apenas um documento. O documento-base, previsto na estrutura do PPRA, e que deve estar à disposição da fiscalização, é um roteiro das ações a serem empreeendidas para atingir as metas do Programa. Em resumo, se houver um excelente documento-base mas as medidas não estiverem sendo implementadas e avaliadas, o PPRA, na verdade, não existirá.

9) O que deve ser feito primeiro, o PPRA ou o PCMSO ?
R: Sendo programas de caráter permanente, eles devem coexistir nas empresas e instituições, com as fases de implementação articuladas. No primeiro ano, entretanto, o PPRA deverá estar na frente para servir de subsídio ao PCMSO. Observe a "letra da lei": NR-7, ítem 7.2.4 - O PCMSO deverá ser planejado e implantado com base nos riscos à saúde dos trabalhadores, especialmente os identificados nas avaliações previstas nas demais NR."

10) O PPRA e o PCMSO abrangem todas as exigências legais e garantem a segurança e saúde dos trabalhadores ?
R: Não, de forma alguma. Veja, de novo, a "letra da lei": NR-9, ítem 9.1.3 - O PPRA é parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas da empresa no campo da preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, devendo estar articulado com o disposto nas demais NR, em especial com o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO previsto na NR-7."

As Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho estão disponíveis na página oficial do Ministério do Trabalho e Emprego, que está no seguinte endereço: http://www.mte.gov.br





elaborada pelo Engenheiro de Segurança Ricardo Pereira de Mattos

PPRA - Programa de Prevenção de riscos Ambientais

O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais ou PPRA é um programa estabelecido pela Norma Regulamentadora NR-9, da Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalho, do Ministério do Trabalho.

Este programa tem por objetivo, definir uma metodologia de ação que garanta a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores face aos riscos existentes nos ambientes de trabalho.

A legislação de segurança do trabalho brasileira considera como riscos ambientais, agentes físicos, químicos e biológicos. Para que sejam considerados fatores de riscos ambientais estes agentes precisam estar presentes no ambiente de trabalho em determinadas concentrações ou intensidade, e o tempo máximo de exposição do trabalhador a eles é determinado por limites pré estabelecidos.

Agentes de Risco

Agentes físicos - são aqueles decorrentes de processos e equipamentos produtivos podem ser:

Ruído e vibrações;
Pressões anormais em relação a pressão atmosférica;
Temperaturas extremas ( altas e baixas);
Radiações ionizantes e radiações não ionizantes.
Agentes químicos são aquelas decorrentes da manipulação e processamento de matérias primas e destacam-se:

Poeiras e fumos;
Névoas e neblinas;
Gases e vapores.

Agentes biológicos são aqueles oriundos da manipulação, transformação e modificação de seres vivos microscópicos, dentre eles:

Genes, bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, e outros.

Objetivos do programa (PPRA)



O objetivo primordial e final é evitar acidentes que possam vir a causar danos à saúde do trabalhador, entretanto existem objetivos intermediários que assegurarão a consecução da meta final.



Objetivos intermediários:

Criar mentalidade preventiva em trabalhadores e empresários.
Reduzir ou eliminar improvisações e a "criatividade do jeitinho".
Promover a conscientização em relação a riscos e agentes existentes no ambiente do trabalho.
Desenvolver uma metodologia de abordagem e análise das diferentes situações ( presente e futuras) do ambiente do trabalho.
Treinar e educar trabalhadores para a utilização da metodologia.

Metodologia



O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá incluir as seguintes etapas:

Antecipação e reconhecimento dos riscos;
Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle;
Avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores;
Implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia;
Monitoramento da exposição aos riscos;
Registro e divulgação dos dados.
Obrigatoriedade da implementação do PPRA



A Legislação é muito ampla em relação ao PPRA, as atividades e o número de estabelecimentos sujeitos a implementação deste programa são tão grandes que torna impossível a ação da fiscalização e em decorrência disto muitas empresas simplesmente ignoram a obrigatoriedade do mesmo.



A lei define que todos empregadores e instituições que admitem trabalhadores como empregados são obrigadas a implementar o PPRA.



Em outras palavras, isto significa que praticamente toda atividade laboral onde haja vinculo empregatício está obrigada a implementar o programa ou seja : indústrias; fornecedores de serviços; hotéis; condomínios; drogarias; escolas; supermercados; hospitais; clubes; transportadoras; magazines etc.


Aqueles que não cumprirem as exigências desta norma estarão sujeitos a penalidades que variam de multas e até interdições.



Evidentemente que o PPRA tem de ser desenvolvido especificamente para cada tipo de atividade, sendo assim, torna-se claro que o programa de uma drogaria deve diferir do programa de uma indústria química.



Fundamentalmente o PPRA visa preservar a saúde e a integridade dos trabalhadores por meio da prevenção de riscos, e isto significa:

antecipar; reconhecer; avaliar e controlar
riscos existentes e que venham a ser introduzidos no ambiente do trabalho.



Opções de implementação do programa



Para uma grande indústria que possui um organizado Serviço Especializado de Segurança, a elaboração do programa não constitui nenhum problema, para um supermercado ou uma oficina de médio porte, que por lei não necessitam manter um SESMT, isto poderá vir a ser um problema.



As opções para elaboração, desenvolvimento, implementação do PPRA são :

Empresas com SESMT - neste caso o pessoal especializado do SESMT será responsável pelas diversas etapas do programa em conjunto com a direção da empresa.
Empresas que não possuem SESMT - nesta situação a empresa deverá contratar uma firma especializada ou um Engenheiro de Segurança do Trabalho para desenvolvimento das diversas etapas do programa em conjunto com a direção da empresa.
Precauções e cuidados



A principal preocupação é evitar que o programa transforme-se no principal objetivo e a proteção ao trabalhador transforme-se em um objetivo secundário.



Muitas empresas conseguem medir a presença de algum agente em partes por bilhão (ppb) e utilizam sofisticados programas de computador para reportar tais medidas, entretanto não evitam e não conseguem evitar que seus trabalhadores sofram danos a saúde.



Algumas empresas de pequeno e médio porte, não possuindo pessoas especializadas em seus quadros, contratam serviços de terceiros que aproveitam a oportunidade para vender sofisticações tecnológicas úteis para algumas situações e absolutamente desnecessárias para outras (algo como utilizar uma tomografia computadorizada para diagnosticar unha encravada).



O PPRA é um instrumento dinâmico que visa proteger a saúde do trabalhador e, portanto deve ser simples pratico, objetivo e acima de tudo facilmente compreendido e utilizado.





fonte: www.bauru.unesp.br

TEORIA DE MASLOW OU MOTIVACIONAL

MASLOW - 1957


HIERARQUIA DAS NECESSIDADES HUMANAS


TOPO - REALIZAÇÃO PESSOAL
PENÚLTIMA ETAPA – ESTIMA/STATUS – conquistar, respeito dos outros, etc.
ANTEPENÚLTIMA ETAPA – AFETOS SOCIAIS – amizade, família.
ANTERIOR – SEGURANÇA – do corpo, da família
PRIMEIRA ETAPA – NECESSIDADES FISIOLÓGICAS – respirar, comer, dormir, conforto (casa: higiene, espaço, abrigo)


O que nos diz a pirâmide de Maslow?
Cada país tem a sua pirâmide.
Na Suécia, a sua pirâmide é com o vértice para baixo.
Somente com o preenchimento das duas primeiras camadas (necessidades fisiológicas e segurança) temos a possibilidade de partir para a terceira faixa.

Na segunda faixa (segurança) temos, como exemplo, estabilidade no emprego.

NECESSIDADES FISIOLÓGICAS
Rede de esgoto, uma moradia higiênica. É conveniente manter este status quo, porque troca-se por votos.

PARTICIPAÇÃO SOCIAL
Participa de uma comunidade, opina.

O HOMEM PERIGOSO NÃO É AQUELE QUE ANDA ARMADO, MAS O QUE PENSA. ESTE REIVINDICA, QUESTIONA.

A empresa não é boazinha quando dá um plano de saúde, refeição.
A relação é de interesses.
E não há nada de mal nisso.
O mesmo quando o empregado cobra o PPRA e o PPMSO.

Não há relação, no trabalho, da bondade, mas ações voltadas para a eficiência.

Machiavel – O príncipe

Becharia – Dos delitos e das penas

Roubar pão – crime famélico – estado de necessidade – excludente de ilicitude

SEGURANÇA – medo – de ser assaltado, de perder o emprego.

HISTÓRIA NATURAL DE UMA DOENÇA

(*) ou morte ou seqüela ou retorna à higidez


DOENTE (horizonte clínico)
_________________________________________________________________

HIGIDEZ

(H) agente agressor

Meio ambiente



Todos nós devemos ter por meta estar abaixo desta linha. Abaixo representa saúde. Acima, doente.
Durante todo o dia, estamos, no meio ambiente, em contato com o agente agressor.
Desse contato, pode-se passar do estado de higidez (saúde) para o de doente, com a ultrapassagem do horizonte clínico.
Nesse caso, pode ocorrer uma das três situações:
- morte,
- seqüela ou
- o retorno ao estado de higidez.

Cada R$ 1,00 aplicado abaixo da linha economiza R$ 5,00 acima da linha.

ABAIXO
Medidas primárias ou preventivas

ACIMA
Medidas secundárias ou curativas

PPRA e PCMSO
É matéria para a prova.

CIPA
O PCMSO – faz-se o exame médico na admissão, no exame periódico, quando retorna, quando é promovido. O médico é obrigado, conforme a função que o indivíduo vai desempenhar, a exigir exames complementares.

Se vai trabalhar na cozinha:
- raio X do tórax
- hemograma
- parasitológico.

Se vai carregar peso:
- raio X da coluna
- ultrassom das articulações.

AUDIOMETRIA
Para quem vai trabalhar com ruído.

Pode-se mentir no exame médico: o empregado não é obrigado a dizer a verdade.

terça-feira, 8 de abril de 2008

O QUE É TER SAÚDE?

Saúde, segundo o conceito da OMS, é um bem estar:
- físico
- psíquico e
- social, cumulativamente.

Não é a falta de doença.

MASLOW
Abraham Maslow (1 de Abril de 1908 — 8 de Junho de 1970) foi um psicólogo americano, conhecido pela proposta hierarquia de necessidades de Maslow. Trabalhou no MIT, fundando o centro de pesquisa National Laboratories for Group Dynamics. A pesquisa mais famosa foi realizada em 1946, em Connecticut, numa área de conflitos entre as comunidades negra e judaica. Aqui, ele concluiu que reunir grupos de pessoas era uma das melhores formas de expor as áreas de conflito. Estes grupos, denominados T-groups (o «T» significa training, ou seja, formação), tinham como teoria subjacente o facto de os padrões comportamentais terem que ser «descongelados» antes de serem alterados e depois «congelados» novamente — os T-groups eram uma forma de fazer com que isto acontecesse.
PIRÂMIDE DE MASLOW

NA BASE: FISIOLOGIA
Respiração, comida, água, sexo, sono, homeostase, excreção.

SEGUNDO NÍVEL: SEGURANÇA
Segurança do corpo, do emprego, de recursos, da moralidade, da família, da saúde, da propriedade.

TERCEIRO NÍVEL: AMOR/RELACIONAMENTO
Amizade, família, intimidade sexual.

QUARTO NÍVEL: ESTIMA
Auto-estima, confiança, conquista, respeito dos outros, respeito aos outros.

NO TOPO: REALIZAÇÃO PESSOAL
Moralidade, criatividade, espontaneidade, solução de problemas, ausência de preconceitos, aceitação dos fatos.

(FONTE: wikipedia)


MASLOW E A TEORIA DAS NECESSIDADES HUMANAS

Tal teoria foi desenvolvida por Abraham H. Maslow. Segundo ele, o homem é motivado por necessidades organizadas numa hierarquia de relativa prepotência . Isto quer significar que uma necessidade de ordem superior surge somente quando a de ordem inferior foi relativamente satisfeita. McGregor resumiu de maneira excelente a teoria de Maslow, estruturada em cinco níveis, merecendo a transcrição:
“ Necessidades Fisiológicas
O homem é um animal dotado de necessidades; assim que uma de suas necessidades é satisfeita, surge outra em seu lugar. Esse processo não tem fim: é contínuo, desde o nascimento até a morte.
As necessidades do homem estão organizadas numa série de níveis, ou numa hierarquia de valor. No nível mais baixo, mas de grande importância quando não satisfeitas, estão as necessidades fisiológicas. O homem só busca o pão quando não há pão. A menos que as circunstâncias sejam especiais, suas necessidades de amor, ‘status’ e reconhecimento são inoperantes quando seu estômago está vazio há um certo tempo. Mas quando ele come regularmente e de maneira adequada, a fome cessa de ser motivação importante. O mesmo ocorre em relação às outras necessidades fisiológicas do homem: de descanso, exercício, abrigo, proteção contra intempéries, etc.
A necessidade satisfeita não motiva comportamento. Esse é um fato de profunda significação comumente ignorado pelo conceito tradicional de administração. Consideremos a necessidade de ar. O ar não causa efeitos importantes de motivação sobre nosso comportamento a não ser quando ficamos privados dele.

Necessidades de Segurança
Quando as necessidades fisiológicas estão razoavelmente satisfeitas, as necessidades localizadas no nível imediatamente superior começam a dominar o comportamento do homem; começam a motivá-lo. Essas são as chamadas necessidades de segurança. São necessidades de proteção contra o perigo, a ameaça, a privação. Algumas pessoas erroneamente se referem a elas como necessidade de proteção. Entretanto, a menos que a pessoa esteja numa relação de dependência em que há uma privação arbitrária, ela não procura proteção. Há necessidade de ter oportunidade mais justa possível. Quando a pessoa confia nessa oportunidade, está mais do que disposta a correr riscos. Mas quando se sente ameaçada ou dependente, sua necessidade é de garantia de proteção.
Não é preciso frisar que as necessidades de segurança podem ter grande importância na empresa, pois é claro que todo empregado industrial está em relação de dependência. Ações administrativas arbitrárias, comportamentos que provoquem incerteza no empregado com respeito à sua permanência no emprego, ou que reflitam favoritismo ou discriminação, bem como política administrativa imprevisível, podem ser poderosos motivadores de necessidade de segurança nas relações de emprego em todos os níveis, do operário ao vice-presidente.

Necessidades sociais
Quando as necessidades fisiológicas do homem estão satisfeitas e ele não está mais temeroso a respeito do seu bem-estar físico, suas necessidades sociais tornam-se importante fator de motivação de seu comportamento; necessidades de participação, de associação, de aceitação por parte dos companheiros, de troca de amizade e afeto vêm a tona.
Na verdade, a administração sabe da existência dessas necessidades, mas, erroneamente, acha que elas representam certa ameaça à organização. Muitos estudos demonstram que o grupo de trabalho bastante unido e dotado de grande coesão é muito mais eficiente para a realização dos objetivos da organização do que indivíduos isolados.
Entretanto, a administração, temendo a hostilidade grupal aos seus objetivos, muitas vezes procura, com afinco, controlar e dirigir os esforços humanos em sentidos incompatíveis com a sociabilidade e a tendência grupal dos seres humanos. Quando as necessidades sociais do homem são assim contrariadas - e, talvez, também suas necessidades de segurança -, ele comporta-se de maneira a impedir que sejam atingidos os objetivos da organização. Torna-se resistente, antagônico hostil. Mas esse comportamento é conseqüência e não causa.

Necessidades do ego
Acima das necessidades sociais - aquelas que não motivam até que necessidades de nível mais baixo estejam razoavelmente satisfeitas - estão outras da maior importância para a administração e para o próprio homem. São as necessidades do ego, as quais pertencem às duas classes:
1. Necessidades relacionadas com o amor-próprio: autoconfiança, realização, competência, conhecimento, independência.
2. Necessidades relacionadas com a própria reputação: “status”, reconhecimento, aprovação, respeito.
Diversamente do que ocorre com as de nível mais baixo, essas necessidades são raramente satisfeitas: o homem procura indefinidamente mais satisfação dessas necessidades, assim que se tornam importantes para ele. Mas elas não surgem de maneira significativa até que as necessidades fisiológicas, sociais e de segurança estejam razoavelmente satisfeitas.
A organização industrial típica oferece poucas oportunidades de satisfação dessas necessidades egoístas para as pessoas colocadas nos níveis mais baixos da hierarquia. Os métodos convencionais de organizar o trabalho, particularmente nas indústrias de produção em massa, dão pouca consideração a esses aspectos da motivação. Se as práticas da administração científica fossem preparadas com o fito específico de oposição a essas necessidades, dificilmente poderiam atingir esse propósito melhor do que o fazem.

Necessidade de auto-realização
Finalmente - na hierarquia das necessidades humanas - há o que podemos chamar de necessidades de auto-realização. Essas são as necessidades de cada um realizar o seu próprio potencial, de estar em contínuo auto-desenvolvimento , de ser criador no sentido mais alto do termo.
Está claro que as condições da vida moderna dão apenas oportunidades limitadas para que essas necessidades, relativamente fracas, obtenham expressão. A privação que a maioria das pessoas experimente com respeito a necessidades de nível inferior desvia suas energias para a luta pela satisfação daquelas necessidades. Assim, as necessidades de auto-realização permanecem inativas.”

(fonte: professores.faccat.br/rinaldo/material)

LEI DA INFECÇÃO HOSPITALAR

CONCEITO DE INFECÇÃO HOSPITALAR

Conceito e cadeia epidemiológica das infecções hospitalares
Os estudos sobre a infecção hospitalar tiveram início no século XIX, na Áustria. Mulheres morriam após o parto por terem contraído um mal desconhecido. Na época pesquisas mostraram que os estudantes de medicina depois de fazerem autópsias examinavam as parturientes sem lavar as mãos ou usarem qualquer tipo de proteção, o que levava à infecção. Uma simples medida preconizada, a lavagem das mãos, reduziu significativamente o índice de infecção.
Com a descoberta dos antibióticos, os médicos achavam que as infecções estariam extintas, porém o abuso na sua utilização, selecionou germes resistentes, tornando mais grave o problema. A única maneira de amenizar esse mal é através do controle e da prevenção coordenados por uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, que embora seja uma exigência legal, é encontrada em menos da metade dos hospitais brasileiros e ainda assim, a minoria das Comissões existentes exerce atividades básicas de controle, de acordo com levantamento realizado pelo próprio Ministério da Saúde.
Resumidamente, conceituamos infecção hospitalar como qualquer processo infeccioso adquirido no ambiente hospitalar. É diagnosticado principalmente em pacientes durante sua internação, mas pode ser detectado após alta e atingir também qualquer outra pessoa presente no hospital. As infecções hospitalares são aquelas relacionadas a hospitalização de um paciente ou aos procedimentos diagnósticos ou terapêuticos praticados. Ao contrário das infecções comunitárias, que são devidas aos patógenos primários, adquiridos de fontes exógenas, elas ocorrem fundamentalmente devido ao desequilíbrio da microbiota, que habita o corpo humano, com os mecanismos de defesa do paciente. O corpo humano é composto por cerca de 30 bilhões de células e alberga mais de 300 bilhões de microrganismos, que formam a microbiota humana normal, superando em 10 vezes as nossas próprias células. Estes microrganismos estão integrados ecologicamente, assumindo papel importante, colaborando em várias funções vitais e até mesmo na defesa antiinfecciosa, desde que este equilíbrio seja mantido.
Particularmente, no ambiente hospitalar vários fatores contribuem na ruptura deste equilíbrio. Muitas patologias apresentadas pelo paciente interferem com seus mecanismos de defesa predispondo-o às infecções. Os procedimentos invasivos podem representar uma porta de entrada de microrganismos e o uso de antimicrobianos faz pressão seletiva em favor dos germes resistentes, favorecendo sua superpopulação. A interação destes fatores colabora para perturbar a convivência pacífica do homem com sua flora, desencadeando o processo infeccioso. A transmissão cruzada de infecções pode ocorrer principalmente pelas mãos da equipe ou por artigos recentemente contaminados pelo paciente, principalmente pelo contato com sangue, secreção ou excretas eliminados. O meio ambiente tem importância secundária na cadeia epidemiológica destas infecções, exceto: para as doenças contagiosas por via aérea, como é o caso da tuberculose, que devem ser devidamente isoladas; para patógenos que sobrevivem em ambientes especiais como a Legionella em ar condicionado ou reservatórios de água quente; reformas feitas sem a devida proteção da área, permitindo a disseminação ambiental de fungos como a Aspergillus; e finalmente para casos em que os preceitos básicos de higiene não são seguidos. Mais raramente ainda, a presença de um profissional disseminador de um microrganismo ou a utilização de um medicamento contaminado podem levar a um surto de infecção.
Portanto, cada cuidado prestado direta ou indiretamente ao paciente deve ser avaliado quanto ao potencial de transmissão de infecções, devendo-se no planejamento desta atividade levar-se em conta este risco, elaborando-se uma padronização adequada. Todos os funcionários devem ser continuamente reciclados nas medidas de controle, contribuindo para que cada um perceba seu papel no processo de cura de um paciente.

II. O programa de controle de infecções
A administração hospitalar recebe o apoio de várias comissões em assuntos específicos de ordem ética, técnica ou mesmo administrativa. Com este objetivo, são criados vários comitês, alguns até regulamentados por legislação específica. Destacam-se: Comissões de Ética; Comissão de Revisão de Prontuários; Comissão de Óbitos; Comissão de Farmácia e Terapêutica; Comissão de Padronização de Artigos e Insumos Médico-Hospitalares; Comissão de Prevenção Interna de Acidentes; Comissão de Controle de Qualidade e a própria Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. Estes comitês fazem uma análise da situação local e aplicam os conhecimentos disponíveis sobre o assunto, apoiando e auditando o exercício profissional. Portanto, dentro de uma estrutura organizacional, o controle de infecção é um órgão de consultoria à direção do hospital e a todos os profissionais que atuam diretamente com o paciente ou em atividades de apoio, em assuntos relativos à prevenção e controle das infecções hospitalares.
A Lei Federal 6.431 de 06/01/97 obriga todos os hospitais brasileiros constituírem Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) que deverá atuar de acordo com Programa desenvolvido na própria instituição. A referida lei instituiu a obrigatoriedade da existência da CCIH e de um Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH), definido como um conjunto de ações desenvolvidas deliberada e sistematicamente, tendo como objetivo a redução máxima possível da incidência e gravidade das infecções nosocomiais. Em 13/05/98, o Ministério da Saúde editou a Portaria 2.616/98, com diretrizes e normas para a execução destas ações. Esta Portaria representou a adequação da antiga regulamentação ministerial às novas determinações da Lei Federal.
(FONTE: www.ccih.med.br)


NÃO HÁ INFECÇÃO HOSPITALAR ZERO
Pedir os indicadores. O hospital é obrigado a apresentar.


O ESTADO DE SÃO PAULO
O Vaticano está construindo uma estátua para Galileu Galilei, que foi “executado” pela Inquisição. O jornalista escreveu bobagem.


PORQUE O PINGUIM NÃO FAZ PARTE DA ALIMENTAÇÃO DO URSO POLAR?
Porque um pertence ao ecossistema do Ártico e o outro, do Antártico.

A fabulosa Aracy Guimarães Rosa

22/10/2007 00h47


Uma certa Aracy



Eles se conheceram em Hamburgo, na Alemanha, às vésperas da Segunda Guerra Mundial.
Ele, menino pobre, viu na carreira diplomática uma maneira de conhecer o mundo.
Em 1934, prestou o concurso para o Itamaraty e foi ser cônsul adjunto na Alemanha.
Ela, paranaense, foi morar com uma tia na Alemanha, após a sua separação matrimonial.
Por dominar o idioma alemão, o inglês e o francês, fácil lhe foi conseguir uma nomeação para o consulado brasileiro em Hamburgo. Acabou sendo encarregada da seção de vistos.
No ano de 1938, entrou em vigor, no Brasil, a célebre circular secreta 1.127, que restringia a entrada de judeus no país. É aí que se revela o coração humanitário de Aracy.
Ela resolveu ignorar a circular que proibia a concessão de vistos a judeus. Por sua conta e risco, à revelia das ordens do Itamaraty, continuou a preparar os processos de vistos a judeus.
Como despachava com o cônsul geral, ela colocava os vistos entre a papelada para as assinaturas.
Quantas vidas terá salvo das garras nazistas? Quantos descendentes de judeus andarão pelo nosso país, na atualidade, desconhecedores de que devem sua vida a essa extraordinária mulher?
Cônsul adjunto à época, seu futuro segundo marido, João Guimarães Rosa, não era responsável pelos vistos. Mas sabia o que ela fazia e a apoiava.
Em Israel, no Museu do Holocausto, há uma placa em homenagem a essa excepcional brasileira. Fica no bosque que tem o nome de Jardim dos justos entre as nações. O nome dela consta da relação de 18 diplomatas que ajudaram a salvar judeus, durante a Segunda Guerra.
Aracy de Carvalho Guimarães Rosa é a única mulher.
Mas seu denodo, sua coragem não pararam aí. Na vigência do infausto AI 5, já no Brasil, numa reunião de intelectuais e artistas, ela soube que um compositor era procurado pela ditadura militar.
Naquele ano de 1968, ela deu abrigo durante dois meses ao cantor e compositor que conseguiu, sem ser molestado, fugir para país vizinho.
Ela o escondeu no escritório de seu apartamento. Aquele mesmo local onde seu marido, João Guimarães Rosa, escrevera tanta história de coronel e jagunço.
Durante todos aqueles dias, o abrigado observava, da janela, a movimentação frenética do exército no quartel do Forte de Copacabana.
Reservada, Aracy enviuvou em 1967 e jamais voltou a se casar. Recusou-se a viver da glória de ter sido a mulher de um dos maiores escritores de todos os tempos.
Em verdade, ela tem suas próprias realizações para celebrar.
Hoje, aos 99 anos, pouco se recorda desse passado, cheio de coragem, aventura, determinação, romance, literatura e solidariedade. Mas a sua história, os seus feitos merecem ser lidos por todos, ensinados nas escolas.
Nossas crianças, os cidadãos do Brasil necessitam de tais modelos para os dias que vivemos.
Seu marido a imortalizou em sua obra Grande sertão: veredas. Ao publicar a obra, não a dedicou a ela, doou a ela seu livro mais importante.
Aracy desafiou o nazismo, o estado novo de Getúlio Vargas e a ditadura militar dos anos 60.
Uma mulher que merece nossas homenagens.
Uma brasileira de valor.
Uma verdadeira cidadã do mundo.

A companheira de João Guimarães Rosa no período mais criativo de sua vida foi também responsável pela salvação de centenas de vidas judaicas durante a Segunda Guerra Mundial. Burlando as leis do Estado Novo, ela conseguiu vistos para refugiados judeus, que assim puderam entrar no Brasil.
“A Aracy, minha mulher, Ara, pertence este livro”. Com esta epígrafe, começa um dos maiores fenômenos da literatura mundial, Grande Sertão: Veredas, a obra-prima de João Guimarães Rosa. No entanto, ao se comemorar, no ano passado, os 50 anos da sua publicação, pouco se falou sobre esta mulher. Mas haveria motivos de sobra para manter viva a chama da memória de Aracy – ainda que ela não tivesse sido a companheira de um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos.
Dona Aracy, como é chamada, salvou judeus na Alemanha nazista, enfrentou as leis anti-semitas do Estado Novo, e ainda escondeu perseguidos políticos durante a ditadura militar brasileira. Enfrentou, portanto, nada menos do que três regimes autoritários, conhecidos por sua violência inclemente. Em Hamburgo, no final da década de 30, como funcionária do consulado brasileiro, ajudou refugiados judeus a saírem da Alemanha, conseguindo vistos para centenas de pessoas, apesar da lei que proibia a entrada de imigrantes judeus no Brasil. Por isso, ganhou homenagens nos Museus do Holocausto de Jerusalém e de Washington e é conhecida pela comunidade judaica de São Paulo como o “Anjo de Hamburgo”.
Depois, já na década de 60, escondeu em seu apartamento de Copacabana o cantor e compositor Geraldo Vandré, perseguido pela ditadura militar, depois do AI-5. Bonita, culta e corajosa, não deve ter sido por acaso que chamou a atenção de Guimarães Rosa.
Aracy tinha certamente algo de Hannah Arendt, a extraordinária filósofa judia alemã, autora de Origens do totalitarismo e A condição humana, e que fez da própria vida um ato de luta contra o totalitarismo. Praticava aquilo que os alemães chamam de "amizade combatente": atuava a favor do amigo, sem esperar que este lhe pedisse ajuda.
Aracy de Carvalho Guimarães Rosa é a única mulher citada no Museu do Holocausto de Jerusalém como um dos 18 diplomatas (ou funcionários diplomáticos) que ajudaram a salvar vidas de judeus. É também o único nome de uma funcionária consular, e não de embaixador ou cônsul, o que só aumenta a dimensão do risco que correu: afinal, ela enfrentou o nazismo sem gozar das imunidades garantidas aos outros diplomatas homenageados, todos de escalões mais altos.
“Aracy era a grande personagem da vida de Guimarães Rosa”, diz Neuma Cavalcante, que está escrevendo sua biografia, juntamente com Elza Mine, professora do departamento de Língua e Filologia Portuguesa da USP. O livro, que deve ser publicado no ano que vem, é baseado em recortes de jornais, anotações e, principalmente, a correspondência entre João e Aracy.
A história do relacionamento entre Rosa e Aracy é digna de um filme. Estamos em 1934. Ele, já separado da primeira mulher, Lygia Cabral Penna, e descontente com a medicina, resolve prestar concurso para o Itamaraty. “Via na diplomacia um meio de conhecer o mundo, coisa que, como menino pobre, jamais poderia fazer”, conta Franklin de Oliveira, crítico literário e jornalista que se tornara grande amigo do escritor. Graças à sua vasta cultura geral e conhecimento de línguas é aprovado em segundo lugar no concurso, e nomeado cônsul adjunto em Hamburgo, cargo de grande importância, em uma cidade-porto que devido ao seu histórico papel como centro comercial internacional tem mais consulados do que qualquer outra no mundo, com exceção de Nova York. Chega em 1938, e conhece Aracy. Começa um relacionamento que duraria até o seu desaparecimento prematuro, em 1967.
Juntos, viajaram pela Europa, passando pela Itália, França e Suíça. As impressões dessas viagens foram fonte de inspiração para livros como Grande Sertão: Veredas.
Por esses longes todos eu passei, com pessoa minha no meu lado, a gente se querendo bem”, diz o jagunço Riobaldo, em cuja narrativa se estrutura o romance, em uma possível referência à companheira.
Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, nascida Moebius de Carvalho, filha de pai português e mãe alemã, casou-se jovem com Johan von Tess, também descendente de alemães, ainda nos anos 30. Mas o casamento durou apenas cinco anos, e terminou em “desquite amigável”, como se dizia na época. Já aí ela mostra sua personalidade: no Brasil fortemente machista da época, não era fácil para uma mulher separar-se do marido. Por isso, foi para a Alemanha com o único filho do primeiro casamento, Eduardo Tess, morar com uma tia. Falava bem alemão, inglês e francês, e conseguiu uma nomeação para o consulado brasileiro em Hamburgo. Entre outras atribuições, era encarregada da seção de vistos.
Já com fama de escritor, e conhecido por sua imensa erudição e pelo conhecimento de mais de uma dezena de línguas, Guimarães Rosa chega a Hamburgo para dar início ao período mais importante da sua vida. Uma vez estabelecido como diplomata de carreira, ele tinha tempo para fazer o que mais gostava: ler, escrever, aprender idiomas, e conhecer o mundo.
Já havia percorrido a cavalo o vasto sertão de Minas Gerais, trabalhando como médico. Mas agora começava a fase cosmopolita da sua carreira.
Por coincidência, foi no mesmo ano em que entrou em vigor a tristemente célebre Circular Secreta 1.127, que restringia a entrada de judeus no Brasil. Getúlio Vargas, agora investido de plenos poderes com o Estado Novo, fora convencido pela propaganda nazista de que judeus eram perigosos. Eram comunistas – como Olga Benário Prestes, que ele entregou à Gestapo – ou capitalistas, que manipulavam o poder econômico mundial. Em todo caso, indesejáveis na formação da nação brasileira.
Mas contrariando as ordens do Itamaraty, Aracy criou esquemas para burlar a atenção do cônsul geral, salvando assim a vida de centenas de judeus.
“Minha mãe resolveu ignorar a circular que proibia a concessão de vistos a judeus, achou aquilo um absurdo, e por sua conta e risco continuou a preparar os processos, à revelia das ordens do Itamaraty e de seus superiores no consulado”, conta o filho Eduardo Tess, hoje um advogado em São Paulo. “Como ela despachava outras coisas com o cônsul geral, no meio dos papéis enfiava os vistos. Muitos judeus vinham de outras cidades; mas para que os seus passaportes pudessem ser processados em Hamburgo, tinham que provar que moravam na região. Ela conseguia os atestados, e quando entravam com os papéis, já tinham esta dificuldade resolvida”.
Rosa sabia o que Aracy fazia, com grande risco. “Como cônsul adjunto, ele não era responsável pelos vistos, mas sabia o que minha mãe estava fazendo. E apoiava”, diz Eduardo. “Os vistos eram assinados pelo cônsul geral”, lembra.
E por que ela não acatou as ordens de Getúlio, abandonando os judeus à própria sorte? “Porque não era justo”, ouvi dela uma única vez, em seu estilo reservado, como se arriscar a vida por gente que ela nem conhecia pessoalmente fosse uma atitude óbvia.
Além de citada no Jardim dos Justos, no Museu do Holocausto, em Jerusalém, Aracy foi homenageada também com o nome de um bosque do Keren Kayemet nas cercanias da cidade sagrada. Ela mesma inaugurou a placa comemorativa com um discurso, em 1985, quando fez sua última viagem internacional. E é homenageada também no Museu do Holocausto, em Washington.
Maria Margareth Bertel Levy, ou dona Margarida, como prefere ser chamada, e seu marido, o cirurgião-dentista Hugo Levy, já falecido, são alguns entre os judeus que Aracy ajudou a salvar. “Ela me levou pessoalmente ao navio, usando seu passaporte diplomático”, lembra. Dona Margarida e seu marido, como muitos outros judeus que moravam em Hamburgo, subestimaram o perigo representado pela ascensão do nazismo. No Brasil, tornou-se amiga pessoal de Aracy.
Guimarães Rosa chegou a ser denunciado por suas posições anti-nazistas. É o que descobriram recentemente pesquisadoras brasileiras que reviraram os arquivos da polícia alemã, em Berlim. Encontraram queixas então encaminhadas ao Ministério das Relações Exteriores brasileiro, dando conta que o então cônsul adjunto Guimarães Rosa fizera declarações contrárias ao regime.
Ainda assim, permaneceu em seu posto até agosto de 1942, quando submarinos alemães torpedeiam o navio brasileiro Baependi. No dia 31 de agosto o Brasil declara guerra à Alemanha. Diplomatas brasileiros, entre eles Guimarães Rosa e Aracy, ficaram sob custódia por mais de quatro meses em Baden-Baden, e finalmente são trocados por diplomatas alemães. Guimarães Rosa e Aracy embarcam para o Brasil, via Stuttgart, Madri e Lisboa.
O casal instalou-se no Rio. Como não podem se unir legalmente – ainda não existe o divórcio no Brasil – casaram-se por procuração, no México, como era de praxe na época. Ele ainda ocuparia cargos diplomáticos de grande importância – foi nomeado, por exemplo, para a Conferência de Paz em Paris, e ganhou status de embaixador. Aracy abdicou da carreira diplomática e preferiu ficar ao lado do escritor. Rosa dedicava-se cada vez mais à literatura. Em 1946 publicou Sagarana. Em 1956, Corpo de Baile, e logo depois Grande Sertão: Veredas.
Rosa foi traduzido e publicado na França, Itália, Estados Unidos, Canadá e Alemanha. Depois Polônia, Holanda, Tchecoslováquia. No apartamento com vista para o mar, em Copacabana, onde ele continuava retocando interminável e obsessivamente seus livros, e colecionando as edições internacionais que se avolumavam, o casal recebia a elite intelectual da época: o crítico Paulo Rónai (cuja família haviam ajudado a salvar da Hungria); o tradutor para o alemão Curt Meyer-Clason; o crítico Willi Bolle; seu editor americano e também amigo pessoal, Alfred Knopf; o tradutor para o espanhol Angel Crespo; o crítico francês Renard Perez; com o tradutor para o italiano, Edoardo Bizzarri, manteve riquíssima correspondência, publicada no Brasil e na Itália... Enfim, a lista é interminável.
Domingo, 19 de novembro de 1967. Três dias após tomar posse na Academia Brasileira de Letras, o que vinha adiando há anos devido ao receio de não resistir à emoção, Guimarães Rosa brincava com a neta favorita, Vera Tess, no seu escritório.
Como fazia todo domingo, Vera saiu com a avó Aracy para ir à missa ao final da tarde, na igrejinha do Forte de Copacabana. “Na volta para casa, eu levava pipoca para ele”, lembra Vera, hoje uma psiquiatra em São Paulo, mãe de dois filhos, o primogênito chamado João.
“Naquele domingo, ao entrar no escritório, encontrei-o parado em frente à escrivaninha. Soube depois: estava tendo o enfarte”, recorda. Aos 59 anos, no auge da carreira, quando sua criatividade parecia ter alçado um novo patamar, Guimarães Rosa morreu do coração, deixando o mundo literário atônito. “E ficamos sem saber se João existiu, de se pegar”, escreveu Carlos Drummond de Andrade em sua inesquecível elegia “Um chamado João”.
Nos anos seguintes, Aracy recebeu dezenas de homenagens. Continuou a freqüentar e a receber os amigos do escritor, e a colecionar tudo o que era publicado sobre a obra do marido. “Até os anos 90 ela ainda estava muito ativa e cultivava o pessoal dos tempos do Itamaraty”, revela uma amiga. “Com o tempo, os amigos foram morrendo um a um. E Aracy foi se apagando.”
Hoje, dona Aracy, aos 98 anos, vive em São Paulo, com o filho Eduardo e a nora Beatriz Tess. Por ironia do destino, quem tem tanto para contar, devido à idade avançada, pouco se recorda. Mas para o judaísmo, quem salva uma vida salva a humanidade, e por isso a chama da sua memória não pode ser jamais apagada.
Nota do Editor
Texto gentilmente cedido pelo autor. Originalmente publicado na última edição da Revista 18.

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO
A vida existe para ser vivida, não adiada.

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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COMO NASCEU ESTE BLOG?

Cursei, de 2004 a 2008, a graduação em Direito na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo (FDSBC).

Registrava tudo o que os professores diziam – absolutamente tudo, incluindo piadas, indicações de livros e comentários (bons ou maus). Por essa razão, eram as anotações bastante procuradas.

Entretanto (e sempre existe um entretanto), escrevia no verso de folhas de rascunho, soltas e numeradas no canto superior direito, sem pautas, com abreviações terríveis e garranchos horrorosos que não consigo entender até hoje como pudessem ser decifradas senão por mim.

Para me organizar, digitava os apontamentos no dia seguinte, em um português sofrível –deveria inscrever sic, sic, sic, a cada meia página, porque os erros falados eram reproduzidos, quando não observados na oportunidade em que passava a limpo as matérias -, em virtude da falta de tempo, dado que cumulei o curso com o trabalho e, nos últimos anos, também estagiei.

Em julho de 2007 iniciei minhas postagens, a princípio no blog tudodireito. A transcrição de todas as matérias, postadas em um mesmo espaço, dificultava, sobremaneira, o acompanhamento das aulas.

Assim, criei, ao sabor do vento, mais e mais blogs: Anotações – Direito Administrativo, Pesquisas – Direito Administrativo; Anotações – Direito Constitucional I e II, Pesquisas – Direito Constitucional, Gramática e Questões Vernáculas e por aí vai, segundo as matérias da grade curricular (podem ser acompanhados no meu perfil completo).

Em novembro de 2007 iniciei a postagem de poemas, crônicas e artigos jurídicos noRecanto das Letras. Seguiram-se artigos jurídicos publicados noJurisway, no Jus Navigandi e mais poesias, na Sociedade dos Poetas Advogados.

Tomei gosto pela coisa e publiquei cursos e palestras a que assistia. Todos estão publicados, também, neste espaço.

Chegaram cartas (pelo correio) e postagens, em avalanche, com perguntas e agradecimentos. Meu mundo crescia, na medida em que passava a travar amizade com alunos de outras faculdades, advogados e escritores, do Brasil, da América e de além-mar.

Graças aos apontamentos, conseguia ultrapassar com facilidade, todos os anos, as médias exigidas para não me submeter aos exames finais. Não é coisa fácil, vez que a exigência para a aprovação antecipada é a média sete.

Bem, muitos daqueles que acompanharam os blogs também se salvaram dos exames e, assim como eu, passaram de primeira no temível exame da OAB, o primeiro de 2009 (mais espinhoso do que o exame atual). Tão mal-afamada prova revelou-se fácil, pois passei – assim como muitos colegas e amigos – com nota acima da necessária (além de sete, a mesma exigida pela faculdade para que nos eximíssemos dos exames finais) tanto na primeira fase como na segunda fases.

O mérito por cada vitória, por evidente, não é meu ou dos blogs: cada um é responsável por suas conquistas e a faculdade é de primeira linha, excelente. Todavia, fico feliz por ajudar e a felicidade é maior quando percebo que amigos tão caros estão presentes, são agradecidos (Lucia Helena Aparecida Rissi (minha sempre e querida amiga, a primeira da fila), João Mariano do Prado Filho e Silas Mariano dos Santos (adoráveis amigos guardados no coração), Renata Langone Marques (companheira, parceira de crônicas), Vinicius D´Agostini Y Pablos (rapaz de ouro, educado, gentil, amigo, inteligente, generoso: um cavalheiro), Sergio Tellini (presente, hábil, prático, inteligente), José Aparecido de Almeida (prezado por toda a turma, uma figura), entre tantos amigos inesquecíveis. Muitos deles contribuíram para as postagens, inclusive com narrativas para novas crônicas, publicadas no Recanto das Letras ou aqui, em“Causos”: colegas, amigos, professores, estagiando no Poupatempo, servindo no Judiciário.

Também me impulsionaram os professores, seja quando se descobriam em alguma postagem, com comentários abonadores, seja pela curiosidade de saber como suas aulas seriam traduzidas (naturalmente os comentários jocosos não estão incluídos nas anotações de sala de aula, pois foram ou descartados ou apartados para a publicação em crônicas).

O bonde anda: esta é muito velha. A fila anda cai melhor. Estudos e cursos vão passando. Ficaram lá atrás as aulas de Contabilidade, Economia e Arquitetura. Vieram, desta feita, os cursos de pós do professor Damásio e da Gama Filho, ainda mais palestras e cursos de curta duração, que ao todo somam algumas centenas, sempre atualizados, além da participação no Fórum, do Jus Navigandi.

O material é tanto e o tempo, tão pouco. Multiplico o tempo disponível para tornar possível o que seria quase impossível. Por gosto, para ajudar novos colegas, sejam estudantes de Direito, sejam advogados ou a quem mais servir.

Esteja servido, pois: comente, critique, pergunte. Será sempre bem-vindo.

Maria da Glória Perez Delgado Sanches