Anotações de sala de aula fundamentadas, inicialmente, nas exposições do professor Antonio Wagner Rosino, na FDSBC. Seguiram-se os anos, os cursos, revisões e sumários. Tudo aqui, mas sempre atualizando.
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quarta-feira, 9 de abril de 2008
MOVIMENTOS E ANATOMIA
DEDOS
polegar - primeiro dedo
indicador - 2º dedo
médio – 3º dedo
anular – 4º dedo
mínimo – 5º dedo
SÃO FORMADOS POR FALANGES
- FALANGE PRÓXIMA
- FALANGE MÉDIA
- FALANGE DISTAL
O PRIMEIRO DEDO SÓ POSSUI AS FALANGES:
- PRÓXIMA E
- DISTAL
MOVIMENTOS:
- PINÇA
Quando o primeiro e o segundo dedo tocam-se, nas pontas.
- OPOSIÇÃO
Quando o primeiro dedo toca a ponta de qualquer dos outros dedos, que não o segundo.
MOVIMENTOS FINOS:
São o que chamamos os movimentos que dependem do primeiro dedo (polegar).
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MÃO
MÃO FECHADA: FLEXÃO DOS DEDOS
MÃO ABERTA, DEDOS ESTENDIDOS: EXTENSÃO
OS MÚSCULOS QUE ESTÃO NA PARTE ANTERIOR DA MÃO CHAMAM-SE FLEXORES.
OS MÚSCULOS QUE ESTÃO NA PARTE DA FRENTE DA MÃO CHAMAM-SE EXTENSORES.
PRONAÇÃO: ATO DE GIRAR A PALMA DA MÃO PARA BAIXO (A PALMA DA MÃO FICA PARA BAIXO)
SUPINAÇÃO: ATO DE GIRAR A PALMA DA MÃO PARA CIMA (A PALMA DA MÃO FICA PARA CIMA)
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PUNHO
................OOOO.O....
............←((.(../.)..))→ LATERALIDADE OU LATERALIZAÇÃO
................/.../...... (movimento para os lados)
- FLEXÃO: para baixo
- EXTENSÃO: para trás
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BRAÇO
O BRAÇO LIGA-SE COM O ANTEBRAÇO PELO COTOVELO.
MOVIMENTOS:
- FLEXÃO – DOBRAR
- EXTENSÃO – MOVIMENTO DE EXTENTER
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COTOVELO
.........................OO.................................................................
.....O...................OO................................................................
.........O...................O...............FLEXÃO....................................
.............O................O......................................................................
.................O.............O.....................................................................
.....................O..........O....................................................................
.........................O.......O..................................................................
.............................O....O..................................................................
.................................O..................................................................
...................................................................................................
...................................................................................................
.....O..............................................................................................
.........O..........................................................................................
.............O......................................................................................
.................O..................................................................................
.....................O..............................................................................
.........................O................................EXTENSÃO....................
.............................O......................................................................
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.........................................O..........................................................
.............................................O..............................................
.................................................O...................................................
.....................................................O..............................................
.........................................................O...........................................
............................................................OO.....................................
...............................................................OO..................................
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OMBRO
- PARA TRÁS – EXTENSÃO
- PARA A FRENTE – FLEXÃO
- ESTICAR PARA O LADO – ABDUÇÃO
- FECHAR O CORPO - ADUÇÃO
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.....................................oooooooo
....................................O....
..................................O......
................................O........
OO...........................O..........
OOO........................O............
OOOO.....................O..............
OOO..................O................
OO.................O..................
O................O....................
O OOOOOOO → movimento acima do ombro: TENDINITE SUPRA ESPINAL.
(guardar este movimento)
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OSSOS DO CRÂNIO
CRÂNIO
É um conjunto ósseo encéfalo.
Das cinco funções que existem, que nos permitem o relacionamento com o meio, quatro estão aqui: visão, audição, paladar, olfato.
Quando uma criança sofre um trauma crânio-encefálico, o que pode acontecer?
Pode haver laceração, e a pessoa pode morrer.
O cérebro fica mergulhado no estão mergulhados no líquido cérebro-espinal ou LÍQUOR
Trauma na região occipital – pode ficar cego. Porque o centro da visão fica na parte inferior do cérebro.
BASE DO CRÂNIO (nuca) => OCCIPITAL
PONTA DO QUEIXO => MENTO
TOPO DA CABEÇA, NA PARTE DE TRÁS => PARIETAIS
MOLEIRA
Não é calcificada. Chamada FONTANELAS.
Pelas fontanelas dá para saber a idade da criança: se tem ou não menos de dois anos de idade.
Porque calcifica aos dois anos.
O cérebro cresce até os dois anos. Se calcificasse antes, o médico teria que abrir.
DESPROPORÃO CÉFALO-PÉLVICA
Quando a medida da cabeça da criança não passa pela abertura da mãe. É, então, preciso usar o fórceps.
EIXO DOS OMBROS
Às vezes, é um pouco grande. Como resolver? O médico quebra as clavículas, com um pequenino aperto (movimento pinça). Daí, a criança passa com facilidade.
DEMÊNCIA
Existe uma causa orgânica para a alteração da personalidade.
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O SISTEMA NERVOSO CENTRAL HUMANO
O cérebro e a medula espinhal estão protegidos por ossos da calota craniana e envolvidos por três camadas de tecido conjuntivo: as meninges. Além disto, estão mergulhados no líquido cérebro-espinal ou líquor. O líquor protege o cérebro contra injúria mecânica e é secretado pelos plexos coróides. As meninges são a dura-máter, a araquinóide e a pia-máter.
- Dura-máter: é a mais externa, mais espessa e resistente. Adere aos ossos do crânio. A dura-máter emite prolongamentos que se interpõem entre as diversas partes do encéfalo.
- Araquinóide: é delicada e transparente; entre a araquinóide e a pia-máter temos o espaço subaraquinóideo, onde circula o líquido cefalorraquidiano.
- Pia-máter: é extremamente delicada, aderindo à superfície do encéfalo e da medula, penetrando em todas as suas depressões e sulcos. Ela forma prolongamentos ricos em vasos, que são denominados de plexos coróides (secretam o líquor), que penetram nas cavidades ventriculares.
A medula espinhal é um "cilindro" que emerge da base do cérebro e se estende para baixo até os quadris. Sua função é:
1 - controlar atividades reflexas do organismo;
2 - transmitir mensagens de ida e volta para o cérebro através dos tratos nervosos ascendentes e descendentes. Numa secção transversal, a medula espinhal apresenta um canal central rodeado por uma área de substância cinzenta, parecendo uma borboleta, que consiste principalmente de corpos celulares nervosos e dendritos. Esta é rodeada por substância branca, composta principalmente por axônios mielinizados.
O cérebro possui 25 bilhões de neurônios, interconectados, o que torna muito difícil o estudo dos circuitos neurais que governam a fisiologia e o comportamento. As células nervosas requerem suprimento constante de glicose e oxigênio. O cérebro é dividido em hemisfério direito e esquerdo, os quais funcionalmente podem ser divididos em:
1 - área sensorial, que recebe sinais dos órgãos do sentido.
2 - área motora, que controla movimentos voluntários.
3 - área de associação, que liga a área sensorial e a área motora, sendo responsável pelo pensamento, aprendizado, inteligência, habilidade na linguagem, memória, julgamento e personalidade.
(fonte: biologia.ifsc.usp.br)
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PROCESSO INFLAMATÓRIO
Sufixo –ite = processo inflamatório
O QUE É?
Hipócrates descobriu.
Para identificá-lo, submete o caso a quatro características:
- tumor
- calor
- rubor
- dor
O processo inflamatório é sempre um processo de defesa do corpo.
Se não tiver mais defesa, haverá a falência múltipla do corpo.
ILHABELA
Quem pica é a fêmea do mosquito.
PICADA DE BORRACHUDO
- vermelhidão (rubor)
- prurido (coceira – é o primeiro nível da dor
- calor – febre no local
- tumor – o edema (o crescimento no local
VERMELHIDÃO
O que o corpo busca neutralizar é a presença do agente agressor.
Há uma vasodilatação, naquela região.
Neste caso, o agente agressor é um ELEMENTO QUÍMICO.
PODE SER DE NATUREZA FÍSICA:
- ruído
- atrito
- radiação solar
Pode ocasionar uma DOENÇA DO TRABALHO:
Tumor vasocircular (melamia).
O processo inflamatório, DESAPARECIDA A CAUSA, tende a desaparecer.
ATRITO
Tendinite – no punho, extensores.
Se não for afastado do trabalho, pode ter seqüelas – o músculo romper.
Fazer:
Exame ultrassom.
O ultrassom só presta para identificar problemas na parte mole. Para a parte óssea, não. É barato. O próprio advogado DEVE pedir para o cliente fazer. Não vai tratar, mas apenas documentar a peça.
QUEIMADURA DE SOL
- calor
- tumor
- rubor
- dor
AGENTE BIOLÓGICO
Transplante – o organismo REJEITA o órgão. Ocorre a REJEIÇÃO.
RUPTURA HIMENAL
O processo inflamatório dura apenas ONZE DIAS. Por isso, era esse o prazo para a anulação do casamento com mulher que não fosse virgem.
INFECÇÃO
EXTERIOR
Impactos, de tempos em tempos.
Há 65 milhões de anos, um meteoro atingiu o Golfo do México. Extinguiu os dinossauros, que viveram 200 milhões de anos.
A escala evolutiva do homem se inicia nos Hominídeos, com mais de quatro milhões de anos.
Em 2006, um pedaço de rocha passou perto de nosso planeta.
Em 2029, haverá outro, que também passará perto.
PESTE NEGRA
FEBRE ESPANHORA – 1929
GRIPE AVIÁRIA
Está sendo estudado.
Não passa para o ser humano com facilidade.
PRINCÍPIO DA VIDA
CONTRA BACTÉRIAS – antibiótico. A primeira foi a penicilina.
MECANISMO DE RESISTÊNCIA
Quando ela tenta se defender (a bactéria).
VIRUS
Os vírus passam pelo processo de MUTAÇÃO.
SÍFILIS
Aprendem a se defender.
INFECÇÃO HOSPITALAR
No ambiente hospitalar, as bactérias são diferentes.
COSMOPOLITAS
São as bactérias que vivem aqui fora.
OMS
Devemos aceitar, no máximo, 5% de infecção hospitalar.
PSEUDOMONAS E STAPILOCOCOS
São resistentes a quase tudo.
Há, na humanidade, a preocupação com o risco biológico.
Se admite a infecção hospitalar, mesmo se no pós hospitalar, desde que comprovado o nexo.
IMPACTO AMBIENTAL
Porque o homem invade as áreas onde o vírus vivia quieto.
HANTAVIRUS E O EBOLA
São dois exemplos do impacto ambiental.
O hantavirus, no Vietnã.
PROSTIDIUM BOTULINO
Um copo em uma caixa d’água: quem beber, morre.
Os cientistas tomam o vírus e o atacam.
COMPARATIVO:
VIRUS X BACTÉRIA
A bactéria seria do tamanho de uma sala de aula, e o vírus, de um confete.
Contratar para caixa do banco alguém que já foi acometido de crise de stress.
Podemos ter, às vezes, sobreposição de conceitos.
Há dois tipos de benefícios previdenciários:
B31 – o INSS faz papel de previdência – por DOENÇA COMUM
B91 – o INSS faz papel de SECURITÁRIO – ACIDENTES/DOENÇAS relacionados ao TRABALHO.
VANTAGENS DO B91 EM RELAÇÃO AO B31:
B91
Estabilidade – tempo = 1 ano
Conta para efeitos de aposentadoria
Conta para efeitos de FGTS
Empresa pode ser responsabilizada pelo acidente/doença
B31
Estabilidade – tempo = não há
Não conta para efeitos de aposentadoria
Não conta para efeitos de FGTS
Empresa não pode ser responsabilizada pelo acidente/doença
PCMSO - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional
O que é PCMSO?
É o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, conhecido como NR7,
sua implantação visa a prevenção da Saúde do Trabalhador.
O que são exames clínicos e complementares?
Os exames clínicos ou avaliação médica são aqueles realizados pelo médico no consultório e os exames complementares são os realizados em laboratórios, ou por outros profissionais, com o objetivo de prevenir doenças ocupacionais.
Esclarecimentos quanto aos exames complementares?
Exames complementares são todos os exames que exigem equipamentos específicos e que são realizados para complementar o atendimento médico - Exemplo: Audiometrias, exames de sangue, urina, etc.
Atividades previstas para o PCMSO
Avaliação Médica Admissional; Avaliação Médica Periódica; Avaliação Médica por Mudança de Função; Avaliação Médica para o Retorno ao Trabalho; Avaliação Médica Demissional; Fornecimento de Atestados de Saúde Ocupacional (ASO); Relatórios Estatistícos; Arquivos de Exames.
Propicia qualidade de vida aos seus colaboradores;Conforto e a saúde no trabalho são comprovadamente fatores de produtividade. Os custos com ausências por doenças e suas implicações previdenciárias e legais são muito maiores que o investimento nos programas de segurança e saúde no trabalho determinados pela legislação.
Esta portaria veio para completar a lei n. 6514, criando as Normas Regulamentadoras, relativas à segurança e medicina do trabalho, que são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas, que possuam empregos regidos pelo Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.
Propicia qualidade de vida aos seus colaboradores; Conforto e a saúde no trabalho são comprovadamente fatores de produtividade. Os custos com ausências por doenças e suas implicações previdenciárias e legais são muito maiores que o investimento nos programas de segurança e saúde no trabalho determinados pela legislação.
Previne indenizações trabalhistas, em grande parte, milionárias;
Previne os dirigentes da empresa, como pessoa física, da sua responsabilidade criminal, bem como a empresa de sua responsabilidade civil, no caso de ação judicial;
As ações judiciais por doença ocupacional, em geral requerem vultuosas indenizações, podendo comprometer significativas, ente a saúde financeira da empresa, sem contar os múltiplos aborrecimentos e a tendência da multiplicação destes feitos judiciais num mesmo local de trabalho.
fonte: geocities
Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PCMSO
O PCMSO é um programa que especifica procedimentos e condutas a serem adotadas pelas empresas em função dos riscos aos quais os empregados se expõem no ambiente de trabalho. Seu objetivo é prevenir, detectar precocemente, monitorar e controlar possíveis danos à saúde do empregado. Implementar o PCMSO é importante sobretudo para cumprir a legislação em vigor. Além disso, você pode estar prevenindo possíveis conseqüências jurídicas decorrentes do aparecimento de doenças ocupacionais, como processos cíveis, criminais e previdenciários.
O médico do trabalho, fará o reconhecimento prévio dos riscos ocupacionais existentes na empresa em função das atividades desenvolvidas. O PCMSO deve estar articulado com todas as normas regulamentadoras , principalmente a NR-9 (PPRA).
Todas as empresas que possuam empregados, independente do tamanho e grau de risco, desde que regidos pela CLT são obrigadas a implantar o PCMSO. Excluem-se desta obrigatoriedade de indicar médico coordenador deste Programa as Empresas:
* Grau de Risco 1 e 2 (conforme NR-04) que possuam até 25(vinte e cinco) funcionários.
* Grau de Risco 3 e 4 com até 10 funcionários.
* Empresas de Grau de Risco 1 e 2 que possuam 25 (vinte e cinco) a 50(cinqüenta ) funcionários, poderão estar desobrigadas de indicar Médico Coordenador, desde que essa deliberação seja concedida através de negociação coletiva.
* Empresas de Grau de Risco 3 e 4 que possuam 10(dez) a 20(vinte) funcionários poderão estar desobrigados de indicar médico coordenador, desde que essa deliberação seja concedida através de negociação coletiva.
O Ministério do Trabalho através da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho entende que " todos os trabalhadores devem ter o controle de sua saúde de acordo com os riscos a que estão expostos. Além de ser uma exigência legal prevista no artigo 168 da CLT, está respaldada na convenção 161 da Organização Internacional do Trabalho - OIT, respeitando princípios éticos morais e técnicos ".
A responsabilidade pela implementação desse Programa é única e total do Empregador, devendo ainda zelar pela sua eficácia e custear despesas, além de indicar médico do trabalho para coordenar a execução do mesmo.
No caso dos trabalhadores temporários o empregador responsável pelo PCMSO é a Empresa contratada para fornecer mão de obra temporária.
ESTRUTURA
- Identificação da empresa (razão social; CNPJ; ramo de atividade e grau de risco (NR4); nº de funcionários, turnos de trabalho, etc.)
- Definição dos riscos ambientais ( avaliação sensitiva; mapa de risco; avaliação ambiental, etc.)
- Programação técnica ( exames clínicos; exames de apoio diagnóstico com base nos riscos detectados.)
- Avaliações especiais ( ações preventivas em doenças não ocupacionais.)
- Tabulação de dados (relatório anual e avaliações epidemiológicas.)
DESENVOLVIMENTO
- Avaliação sensitiva do ambiente
* Visita à empresa para a análise do processo produtivo.
* Estudo profissiográfico em todos os setores da empresa, para reconhecimento dos riscos de possíveis agravos a saúde.
* Riscos físicos ( ruído, calor, frio, radiações )
* Riscos químicos ( solventes, produtos químicos )
* Riscos biológicos ( bactérias, fungos, vírus )
* Atitudes antiergonômicas (erros posturais.) *
- Exames médicos
* Tipos (admissional, periódico, retorno ao trabalho, mudança de função, demissional.)
* Conteúdo (avaliação clínica, exames complementares.)
* Periodicidade (variável de acordo com o grau de risco.)
- Programação técnica de exames complementares
* Indicação de procedimentos médicos e de auxilio diagnóstico de acordo com os riscos existentes.
* Exemplos:
Ruído--------------------Audiometria,
Poeira mineral------- ----Raio X de tórax.
Radiação ionizante-------Hemograma.
Chumbo Plumbemia.
Fumos plásticos----------Espirometria.
* Observação: não colocar riscos genéricos (ex: stress.)
- Atestado de saúde ocupacional (A.S.O.)
* Em duas vias ( uma para o trabalhador outra para a empresa ) e deve conter (identificação, riscos
ocupacionais específicos, procedimentos médicos realizados, aptidão para o trabalho, nome do
examinador e do coordenador.
- Tabulação de dados
* Prontuário Médico: de responsabilidade do coordenador (manter por 20 anos ).
* Informações de sigilo garantido (Código de Ética Médica).
* Estes dados geram um relatório anual que deve ser apreciado pela CIPA da empresa e possibilita ao
coordenador um plano de trabalho para o próximo ano.
AÇÕES DE SAÚDE
* Ações decorrentes dos levantamentos epidemiológicos realizados pelo relatório anual.
* Palestras (alcoolismo, tabagismo, hipertensão, diabetes, DST/AIDS, doenças oculares, etc.).
fonte: sesi
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais
A Norma Regulamentadora - NR9 estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) que visa a preservação de saúde e de integridade física dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.
O PPRA faz parte de um conjunto de medidas mais amplas, contidas nas demais Normas Regulamentadoras, porém articula-se, principalmente com a NR-07,ou seja, Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e de Prevenção de Perdas Auditivas (PPPA).
Através do PPRA pode ser conseguido a diminuição de perdas decorrentes de:
- afastamento por acidentes do trabalho;
- afastamento por doenças ocupacionais;
- estabilidade funcional;
- atuação de sindicatos e fiscais da DRT;
- processos trabalhistas cíveis.
Vantagens:
previne os acidentes de trabalho;
redução da perda de material e de pessoal;
ganho na otimização dos custos;
diminui os gastos com saúde;
aumento da qualidade, produtividade e competitividade.
O principal objetivo do PPRA é fazer da prevenção de acidentes e doenças ocupacionais uma forma de eliminar ou minimizar os riscos para os trabalhadores e terceirizados, melhorando o desempenho dos negócios e auxiliando as organizações em geral estabelecendo uma imagem responsável da empresa perante o mercado.
Para o desenvolvimento do PPRA deve ser feito uma abordagem com a finalidade de aplicar técnicas de higiene e segurança ocupacional com recursos disponíveis definindo, assim, uma política com a direção da empresa, atribuindo responsabilidades e integrando o Serviço de Segurança e Saúde do Trabalhado em toda organização procurando envolver e comprometer os trabalhadores através de documentações, realizando treinamento em serviços especializados.
A RESPONSABILIDADE pela elaboração e implementação deste Programa é única e total do Empregador, devendo ainda zelar pela sua eficácia, sendo sua profundidade e abrangência dependentes das características, dos riscos e das necessidades de controle.
Responsabilidades do Empregador:
- Estabelecer, implementar e assegurar o cumprimento do PPRA, como atividade permanente da empresa ou instituição;
Responsabilidade dos trabalhadores:
- Colaborar e participar na implantação e execução do PPRA;
- Seguir as orientações recebidas nos treinamentos oferecidos dentro do PPRA;
- Informar ao seu superior hierárquico direto ocorrências que, a seu julgamento, possam implicar riscos à saúde dos trabalhadores.
O PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) deverá conter, no mínimo, a seguinte estrutura:
- Planejamento anual com estabelecimento de metas, prioridades e cronograma;
- Estratégia e metodologia de ação;
- Forma de registro, manutenção e divulgação dos dados;
- Periodicidade e forma de avaliação do seu desenvolvimento.
Deverá ser efetuada, sempre que necessário e pelo menos uma vez ao ano, uma análise global do PPRA para avaliação do seu desenvolvimento e realização dos ajustes necessários e estabelecimento de novas metas e prioridades.
O PPRA deverá estar descrito num documento-base contendo todos os aspectos estruturais.
O documento-base e suas alterações e complementações deverão ser apresentados e discutidos na CIPA, quando existente na empresa, de acordo com a NR-5,sendo sua cópia anexada ao livro de atas desta Comissão
O documento-base e suas alterações deverão estar disponíveis de modo a proporcionar o imediato acesso às autoridades competentes.
O cronograma deverá indicar claramente os prazos para o desenvolvimento das etapas e cumprimento das metas do PPRA.
ETAPAS
O PPRA deverá incluir:
a) A antecipação e reconhecimento dos riscos;
b) Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle;
c) Avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores;
d) Implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia;
e) Monitoramento da exposição aos riscos;
f) Registro e divulgação dos dados.
fonte: sesi
PPRA - As perguntas mais frequentes e as respostas mais adequadas
PPRA - As perguntas mais frequentes e as respostas mais adequadas
* O termo FAQ vem de Frequently Asked Questions, e está sendo usado aqui por ser uma expressão muito comum na Internet, para designar páginas de perguntas e respostas, mesmo em português. Traduzindo livremente, eu chamo as faq´s de Perguntas Mais Frequentes. Este trabalho foi idealizado e realizado pelo Engenheiro de Segurança Ricardo Pereira de Mattos.
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1) Afinal, o que é PPRA ?
R: PPRA é a sigla de Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. Esse programa está estabelecido em uma das Normas Regulamentadoras (NR-9) da CLT- Consolidação das Leis Trabalhistas, sendo a sua redação inicial dada pela Portaria nº 25, de 29 de dezembro de 1994, da Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalho, do Ministério do Trabalho.
2) Qual o objetivo do PPRA ?
R: Estabelecer uma metodologia de ação que garanta a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores frente aos riscos dos ambientes de trabalho.
3) Quais são os riscos ambientais ?
R: Para efeitos do PPRA, os riscos ambientais são os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde dos trabalhadores.
4) Na prática, que agentes de riscos são esses ?
R: Agentes físicos: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes e radiações não ionizantes.
Agentes químicos: poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases, vapores, absorvidos pelo organismo humano por via respiratória, através da pele ou por ingestão.
Agentes biológicos: bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros.
5) Quem está obrigado a fazer o PPRA ?
R: A elaboração e implementação do PPRA é obrigatória para todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. Não importa, nesse caso, o grau de risco ou a quantidade de empregados. Assim, tanto um condomínio, uma loja ou uma planta industrial, todos estão obrigados a ter um PPRA, cada um com sua característica e complexidade diferentes.
6) Quem deve elaborar o PPRA ?
R: A princípio o próprio Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho - SEESMT da empresa ou instituição. Caso o empregador esteja desobrigado pela legislação de manter um serviço próprio , ele deverá contratar uma empresa ou profissional para elaborar, implementar, acompanhar e avaliar o PPRA. A Norma Regulamentadora não especifica qual é o profisional, porém as atribuições estabelecidas para a gerência do PPRA nos mostram que ele deverá estar sob a coordenação de um Engenheiro de Segurança do Trabalho ou de um Técnico de Segurança do Trabalho, dependendo das características da empresa ou estabelecimento (As atribuições dos Engenheiros de Segurança do Trabalho estão na Resolução nº359 do CONFEA, de 31 de julho de 1991).
7) A CIPA pode elaborar o PPRA ?
R: Não. A CIPA pode e deve participar da elaboração do PPRA, discutindo-o em suas reuniões, propondo idéias e auxiliando na sua implementação. Entretanto, o PPRA é uma obrigação legal do empregador e por isso deve ser de sua iniciativa e responsabilidade direta.
8) O PPRA se resume a um documento que deverá ser apresentado à fiscalização do Ministério do Trabalho ?
R: Não. O PPRA é um programa de ação contínua, não é apenas um documento. O documento-base, previsto na estrutura do PPRA, e que deve estar à disposição da fiscalização, é um roteiro das ações a serem empreeendidas para atingir as metas do Programa. Em resumo, se houver um excelente documento-base mas as medidas não estiverem sendo implementadas e avaliadas, o PPRA, na verdade, não existirá.
9) O que deve ser feito primeiro, o PPRA ou o PCMSO ?
R: Sendo programas de caráter permanente, eles devem coexistir nas empresas e instituições, com as fases de implementação articuladas. No primeiro ano, entretanto, o PPRA deverá estar na frente para servir de subsídio ao PCMSO. Observe a "letra da lei": NR-7, ítem 7.2.4 - O PCMSO deverá ser planejado e implantado com base nos riscos à saúde dos trabalhadores, especialmente os identificados nas avaliações previstas nas demais NR."
10) O PPRA e o PCMSO abrangem todas as exigências legais e garantem a segurança e saúde dos trabalhadores ?
R: Não, de forma alguma. Veja, de novo, a "letra da lei": NR-9, ítem 9.1.3 - O PPRA é parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas da empresa no campo da preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, devendo estar articulado com o disposto nas demais NR, em especial com o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO previsto na NR-7."
As Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho estão disponíveis na página oficial do Ministério do Trabalho e Emprego, que está no seguinte endereço: http://www.mte.gov.br
elaborada pelo Engenheiro de Segurança Ricardo Pereira de Mattos
PPRA - Programa de Prevenção de riscos Ambientais
Este programa tem por objetivo, definir uma metodologia de ação que garanta a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores face aos riscos existentes nos ambientes de trabalho.
A legislação de segurança do trabalho brasileira considera como riscos ambientais, agentes físicos, químicos e biológicos. Para que sejam considerados fatores de riscos ambientais estes agentes precisam estar presentes no ambiente de trabalho em determinadas concentrações ou intensidade, e o tempo máximo de exposição do trabalhador a eles é determinado por limites pré estabelecidos.
Agentes de Risco
Agentes físicos - são aqueles decorrentes de processos e equipamentos produtivos podem ser:
Ruído e vibrações;
Pressões anormais em relação a pressão atmosférica;
Temperaturas extremas ( altas e baixas);
Radiações ionizantes e radiações não ionizantes.
Agentes químicos são aquelas decorrentes da manipulação e processamento de matérias primas e destacam-se:
Poeiras e fumos;
Névoas e neblinas;
Gases e vapores.
Agentes biológicos são aqueles oriundos da manipulação, transformação e modificação de seres vivos microscópicos, dentre eles:
Genes, bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, e outros.
Objetivos do programa (PPRA)
O objetivo primordial e final é evitar acidentes que possam vir a causar danos à saúde do trabalhador, entretanto existem objetivos intermediários que assegurarão a consecução da meta final.
Objetivos intermediários:
Criar mentalidade preventiva em trabalhadores e empresários.
Reduzir ou eliminar improvisações e a "criatividade do jeitinho".
Promover a conscientização em relação a riscos e agentes existentes no ambiente do trabalho.
Desenvolver uma metodologia de abordagem e análise das diferentes situações ( presente e futuras) do ambiente do trabalho.
Treinar e educar trabalhadores para a utilização da metodologia.
Metodologia
O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá incluir as seguintes etapas:
Antecipação e reconhecimento dos riscos;
Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle;
Avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores;
Implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia;
Monitoramento da exposição aos riscos;
Registro e divulgação dos dados.
Obrigatoriedade da implementação do PPRA
A Legislação é muito ampla em relação ao PPRA, as atividades e o número de estabelecimentos sujeitos a implementação deste programa são tão grandes que torna impossível a ação da fiscalização e em decorrência disto muitas empresas simplesmente ignoram a obrigatoriedade do mesmo.
A lei define que todos empregadores e instituições que admitem trabalhadores como empregados são obrigadas a implementar o PPRA.
Em outras palavras, isto significa que praticamente toda atividade laboral onde haja vinculo empregatício está obrigada a implementar o programa ou seja : indústrias; fornecedores de serviços; hotéis; condomínios; drogarias; escolas; supermercados; hospitais; clubes; transportadoras; magazines etc.
Aqueles que não cumprirem as exigências desta norma estarão sujeitos a penalidades que variam de multas e até interdições.
Evidentemente que o PPRA tem de ser desenvolvido especificamente para cada tipo de atividade, sendo assim, torna-se claro que o programa de uma drogaria deve diferir do programa de uma indústria química.
Fundamentalmente o PPRA visa preservar a saúde e a integridade dos trabalhadores por meio da prevenção de riscos, e isto significa:
antecipar; reconhecer; avaliar e controlar
riscos existentes e que venham a ser introduzidos no ambiente do trabalho.
Opções de implementação do programa
Para uma grande indústria que possui um organizado Serviço Especializado de Segurança, a elaboração do programa não constitui nenhum problema, para um supermercado ou uma oficina de médio porte, que por lei não necessitam manter um SESMT, isto poderá vir a ser um problema.
As opções para elaboração, desenvolvimento, implementação do PPRA são :
Empresas com SESMT - neste caso o pessoal especializado do SESMT será responsável pelas diversas etapas do programa em conjunto com a direção da empresa.
Empresas que não possuem SESMT - nesta situação a empresa deverá contratar uma firma especializada ou um Engenheiro de Segurança do Trabalho para desenvolvimento das diversas etapas do programa em conjunto com a direção da empresa.
Precauções e cuidados
A principal preocupação é evitar que o programa transforme-se no principal objetivo e a proteção ao trabalhador transforme-se em um objetivo secundário.
Muitas empresas conseguem medir a presença de algum agente em partes por bilhão (ppb) e utilizam sofisticados programas de computador para reportar tais medidas, entretanto não evitam e não conseguem evitar que seus trabalhadores sofram danos a saúde.
Algumas empresas de pequeno e médio porte, não possuindo pessoas especializadas em seus quadros, contratam serviços de terceiros que aproveitam a oportunidade para vender sofisticações tecnológicas úteis para algumas situações e absolutamente desnecessárias para outras (algo como utilizar uma tomografia computadorizada para diagnosticar unha encravada).
O PPRA é um instrumento dinâmico que visa proteger a saúde do trabalhador e, portanto deve ser simples pratico, objetivo e acima de tudo facilmente compreendido e utilizado.
fonte: www.bauru.unesp.br
TEORIA DE MASLOW OU MOTIVACIONAL
HIERARQUIA DAS NECESSIDADES HUMANAS
TOPO - REALIZAÇÃO PESSOAL
PENÚLTIMA ETAPA – ESTIMA/STATUS – conquistar, respeito dos outros, etc.
ANTEPENÚLTIMA ETAPA – AFETOS SOCIAIS – amizade, família.
ANTERIOR – SEGURANÇA – do corpo, da família
PRIMEIRA ETAPA – NECESSIDADES FISIOLÓGICAS – respirar, comer, dormir, conforto (casa: higiene, espaço, abrigo)
O que nos diz a pirâmide de Maslow?
Cada país tem a sua pirâmide.
Na Suécia, a sua pirâmide é com o vértice para baixo.
Somente com o preenchimento das duas primeiras camadas (necessidades fisiológicas e segurança) temos a possibilidade de partir para a terceira faixa.
Na segunda faixa (segurança) temos, como exemplo, estabilidade no emprego.
NECESSIDADES FISIOLÓGICAS
Rede de esgoto, uma moradia higiênica. É conveniente manter este status quo, porque troca-se por votos.
PARTICIPAÇÃO SOCIAL
Participa de uma comunidade, opina.
O HOMEM PERIGOSO NÃO É AQUELE QUE ANDA ARMADO, MAS O QUE PENSA. ESTE REIVINDICA, QUESTIONA.
A empresa não é boazinha quando dá um plano de saúde, refeição.
A relação é de interesses.
E não há nada de mal nisso.
O mesmo quando o empregado cobra o PPRA e o PPMSO.
Não há relação, no trabalho, da bondade, mas ações voltadas para a eficiência.
Machiavel – O príncipe
Becharia – Dos delitos e das penas
Roubar pão – crime famélico – estado de necessidade – excludente de ilicitude
SEGURANÇA – medo – de ser assaltado, de perder o emprego.
HISTÓRIA NATURAL DE UMA DOENÇA
DOENTE (horizonte clínico)
_________________________________________________________________
HIGIDEZ
(H) agente agressor
Meio ambiente
Todos nós devemos ter por meta estar abaixo desta linha. Abaixo representa saúde. Acima, doente.
Durante todo o dia, estamos, no meio ambiente, em contato com o agente agressor.
Desse contato, pode-se passar do estado de higidez (saúde) para o de doente, com a ultrapassagem do horizonte clínico.
Nesse caso, pode ocorrer uma das três situações:
- morte,
- seqüela ou
- o retorno ao estado de higidez.
Cada R$ 1,00 aplicado abaixo da linha economiza R$ 5,00 acima da linha.
ABAIXO
Medidas primárias ou preventivas
ACIMA
Medidas secundárias ou curativas
PPRA e PCMSO
É matéria para a prova.
CIPA
O PCMSO – faz-se o exame médico na admissão, no exame periódico, quando retorna, quando é promovido. O médico é obrigado, conforme a função que o indivíduo vai desempenhar, a exigir exames complementares.
Se vai trabalhar na cozinha:
- raio X do tórax
- hemograma
- parasitológico.
Se vai carregar peso:
- raio X da coluna
- ultrassom das articulações.
AUDIOMETRIA
Para quem vai trabalhar com ruído.
Pode-se mentir no exame médico: o empregado não é obrigado a dizer a verdade.
terça-feira, 8 de abril de 2008
O QUE É TER SAÚDE?
- físico
- psíquico e
- social, cumulativamente.
Não é a falta de doença.
MASLOW
Abraham Maslow (1 de Abril de 1908 — 8 de Junho de 1970) foi um psicólogo americano, conhecido pela proposta hierarquia de necessidades de Maslow. Trabalhou no MIT, fundando o centro de pesquisa National Laboratories for Group Dynamics. A pesquisa mais famosa foi realizada em 1946, em Connecticut, numa área de conflitos entre as comunidades negra e judaica. Aqui, ele concluiu que reunir grupos de pessoas era uma das melhores formas de expor as áreas de conflito. Estes grupos, denominados T-groups (o «T» significa training, ou seja, formação), tinham como teoria subjacente o facto de os padrões comportamentais terem que ser «descongelados» antes de serem alterados e depois «congelados» novamente — os T-groups eram uma forma de fazer com que isto acontecesse.
PIRÂMIDE DE MASLOW
NA BASE: FISIOLOGIA
Respiração, comida, água, sexo, sono, homeostase, excreção.
SEGUNDO NÍVEL: SEGURANÇA
Segurança do corpo, do emprego, de recursos, da moralidade, da família, da saúde, da propriedade.
TERCEIRO NÍVEL: AMOR/RELACIONAMENTO
Amizade, família, intimidade sexual.
QUARTO NÍVEL: ESTIMA
Auto-estima, confiança, conquista, respeito dos outros, respeito aos outros.
NO TOPO: REALIZAÇÃO PESSOAL
Moralidade, criatividade, espontaneidade, solução de problemas, ausência de preconceitos, aceitação dos fatos.
(FONTE: wikipedia)
MASLOW E A TEORIA DAS NECESSIDADES HUMANAS
Tal teoria foi desenvolvida por Abraham H. Maslow. Segundo ele, o homem é motivado por necessidades organizadas numa hierarquia de relativa prepotência . Isto quer significar que uma necessidade de ordem superior surge somente quando a de ordem inferior foi relativamente satisfeita. McGregor resumiu de maneira excelente a teoria de Maslow, estruturada em cinco níveis, merecendo a transcrição:
“ Necessidades Fisiológicas
O homem é um animal dotado de necessidades; assim que uma de suas necessidades é satisfeita, surge outra em seu lugar. Esse processo não tem fim: é contínuo, desde o nascimento até a morte.
As necessidades do homem estão organizadas numa série de níveis, ou numa hierarquia de valor. No nível mais baixo, mas de grande importância quando não satisfeitas, estão as necessidades fisiológicas. O homem só busca o pão quando não há pão. A menos que as circunstâncias sejam especiais, suas necessidades de amor, ‘status’ e reconhecimento são inoperantes quando seu estômago está vazio há um certo tempo. Mas quando ele come regularmente e de maneira adequada, a fome cessa de ser motivação importante. O mesmo ocorre em relação às outras necessidades fisiológicas do homem: de descanso, exercício, abrigo, proteção contra intempéries, etc.
A necessidade satisfeita não motiva comportamento. Esse é um fato de profunda significação comumente ignorado pelo conceito tradicional de administração. Consideremos a necessidade de ar. O ar não causa efeitos importantes de motivação sobre nosso comportamento a não ser quando ficamos privados dele.
Necessidades de Segurança
Quando as necessidades fisiológicas estão razoavelmente satisfeitas, as necessidades localizadas no nível imediatamente superior começam a dominar o comportamento do homem; começam a motivá-lo. Essas são as chamadas necessidades de segurança. São necessidades de proteção contra o perigo, a ameaça, a privação. Algumas pessoas erroneamente se referem a elas como necessidade de proteção. Entretanto, a menos que a pessoa esteja numa relação de dependência em que há uma privação arbitrária, ela não procura proteção. Há necessidade de ter oportunidade mais justa possível. Quando a pessoa confia nessa oportunidade, está mais do que disposta a correr riscos. Mas quando se sente ameaçada ou dependente, sua necessidade é de garantia de proteção.
Não é preciso frisar que as necessidades de segurança podem ter grande importância na empresa, pois é claro que todo empregado industrial está em relação de dependência. Ações administrativas arbitrárias, comportamentos que provoquem incerteza no empregado com respeito à sua permanência no emprego, ou que reflitam favoritismo ou discriminação, bem como política administrativa imprevisível, podem ser poderosos motivadores de necessidade de segurança nas relações de emprego em todos os níveis, do operário ao vice-presidente.
Necessidades sociais
Quando as necessidades fisiológicas do homem estão satisfeitas e ele não está mais temeroso a respeito do seu bem-estar físico, suas necessidades sociais tornam-se importante fator de motivação de seu comportamento; necessidades de participação, de associação, de aceitação por parte dos companheiros, de troca de amizade e afeto vêm a tona.
Na verdade, a administração sabe da existência dessas necessidades, mas, erroneamente, acha que elas representam certa ameaça à organização. Muitos estudos demonstram que o grupo de trabalho bastante unido e dotado de grande coesão é muito mais eficiente para a realização dos objetivos da organização do que indivíduos isolados.
Entretanto, a administração, temendo a hostilidade grupal aos seus objetivos, muitas vezes procura, com afinco, controlar e dirigir os esforços humanos em sentidos incompatíveis com a sociabilidade e a tendência grupal dos seres humanos. Quando as necessidades sociais do homem são assim contrariadas - e, talvez, também suas necessidades de segurança -, ele comporta-se de maneira a impedir que sejam atingidos os objetivos da organização. Torna-se resistente, antagônico hostil. Mas esse comportamento é conseqüência e não causa.
Necessidades do ego
Acima das necessidades sociais - aquelas que não motivam até que necessidades de nível mais baixo estejam razoavelmente satisfeitas - estão outras da maior importância para a administração e para o próprio homem. São as necessidades do ego, as quais pertencem às duas classes:
1. Necessidades relacionadas com o amor-próprio: autoconfiança, realização, competência, conhecimento, independência.
2. Necessidades relacionadas com a própria reputação: “status”, reconhecimento, aprovação, respeito.
Diversamente do que ocorre com as de nível mais baixo, essas necessidades são raramente satisfeitas: o homem procura indefinidamente mais satisfação dessas necessidades, assim que se tornam importantes para ele. Mas elas não surgem de maneira significativa até que as necessidades fisiológicas, sociais e de segurança estejam razoavelmente satisfeitas.
A organização industrial típica oferece poucas oportunidades de satisfação dessas necessidades egoístas para as pessoas colocadas nos níveis mais baixos da hierarquia. Os métodos convencionais de organizar o trabalho, particularmente nas indústrias de produção em massa, dão pouca consideração a esses aspectos da motivação. Se as práticas da administração científica fossem preparadas com o fito específico de oposição a essas necessidades, dificilmente poderiam atingir esse propósito melhor do que o fazem.
Necessidade de auto-realização
Finalmente - na hierarquia das necessidades humanas - há o que podemos chamar de necessidades de auto-realização. Essas são as necessidades de cada um realizar o seu próprio potencial, de estar em contínuo auto-desenvolvimento , de ser criador no sentido mais alto do termo.
Está claro que as condições da vida moderna dão apenas oportunidades limitadas para que essas necessidades, relativamente fracas, obtenham expressão. A privação que a maioria das pessoas experimente com respeito a necessidades de nível inferior desvia suas energias para a luta pela satisfação daquelas necessidades. Assim, as necessidades de auto-realização permanecem inativas.”
(fonte: professores.faccat.br/rinaldo/material)
LEI DA INFECÇÃO HOSPITALAR
Conceito e cadeia epidemiológica das infecções hospitalares
Os estudos sobre a infecção hospitalar tiveram início no século XIX, na Áustria. Mulheres morriam após o parto por terem contraído um mal desconhecido. Na época pesquisas mostraram que os estudantes de medicina depois de fazerem autópsias examinavam as parturientes sem lavar as mãos ou usarem qualquer tipo de proteção, o que levava à infecção. Uma simples medida preconizada, a lavagem das mãos, reduziu significativamente o índice de infecção.
Com a descoberta dos antibióticos, os médicos achavam que as infecções estariam extintas, porém o abuso na sua utilização, selecionou germes resistentes, tornando mais grave o problema. A única maneira de amenizar esse mal é através do controle e da prevenção coordenados por uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, que embora seja uma exigência legal, é encontrada em menos da metade dos hospitais brasileiros e ainda assim, a minoria das Comissões existentes exerce atividades básicas de controle, de acordo com levantamento realizado pelo próprio Ministério da Saúde.
Resumidamente, conceituamos infecção hospitalar como qualquer processo infeccioso adquirido no ambiente hospitalar. É diagnosticado principalmente em pacientes durante sua internação, mas pode ser detectado após alta e atingir também qualquer outra pessoa presente no hospital. As infecções hospitalares são aquelas relacionadas a hospitalização de um paciente ou aos procedimentos diagnósticos ou terapêuticos praticados. Ao contrário das infecções comunitárias, que são devidas aos patógenos primários, adquiridos de fontes exógenas, elas ocorrem fundamentalmente devido ao desequilíbrio da microbiota, que habita o corpo humano, com os mecanismos de defesa do paciente. O corpo humano é composto por cerca de 30 bilhões de células e alberga mais de 300 bilhões de microrganismos, que formam a microbiota humana normal, superando em 10 vezes as nossas próprias células. Estes microrganismos estão integrados ecologicamente, assumindo papel importante, colaborando em várias funções vitais e até mesmo na defesa antiinfecciosa, desde que este equilíbrio seja mantido.
Particularmente, no ambiente hospitalar vários fatores contribuem na ruptura deste equilíbrio. Muitas patologias apresentadas pelo paciente interferem com seus mecanismos de defesa predispondo-o às infecções. Os procedimentos invasivos podem representar uma porta de entrada de microrganismos e o uso de antimicrobianos faz pressão seletiva em favor dos germes resistentes, favorecendo sua superpopulação. A interação destes fatores colabora para perturbar a convivência pacífica do homem com sua flora, desencadeando o processo infeccioso. A transmissão cruzada de infecções pode ocorrer principalmente pelas mãos da equipe ou por artigos recentemente contaminados pelo paciente, principalmente pelo contato com sangue, secreção ou excretas eliminados. O meio ambiente tem importância secundária na cadeia epidemiológica destas infecções, exceto: para as doenças contagiosas por via aérea, como é o caso da tuberculose, que devem ser devidamente isoladas; para patógenos que sobrevivem em ambientes especiais como a Legionella em ar condicionado ou reservatórios de água quente; reformas feitas sem a devida proteção da área, permitindo a disseminação ambiental de fungos como a Aspergillus; e finalmente para casos em que os preceitos básicos de higiene não são seguidos. Mais raramente ainda, a presença de um profissional disseminador de um microrganismo ou a utilização de um medicamento contaminado podem levar a um surto de infecção.
Portanto, cada cuidado prestado direta ou indiretamente ao paciente deve ser avaliado quanto ao potencial de transmissão de infecções, devendo-se no planejamento desta atividade levar-se em conta este risco, elaborando-se uma padronização adequada. Todos os funcionários devem ser continuamente reciclados nas medidas de controle, contribuindo para que cada um perceba seu papel no processo de cura de um paciente.
II. O programa de controle de infecções
A administração hospitalar recebe o apoio de várias comissões em assuntos específicos de ordem ética, técnica ou mesmo administrativa. Com este objetivo, são criados vários comitês, alguns até regulamentados por legislação específica. Destacam-se: Comissões de Ética; Comissão de Revisão de Prontuários; Comissão de Óbitos; Comissão de Farmácia e Terapêutica; Comissão de Padronização de Artigos e Insumos Médico-Hospitalares; Comissão de Prevenção Interna de Acidentes; Comissão de Controle de Qualidade e a própria Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. Estes comitês fazem uma análise da situação local e aplicam os conhecimentos disponíveis sobre o assunto, apoiando e auditando o exercício profissional. Portanto, dentro de uma estrutura organizacional, o controle de infecção é um órgão de consultoria à direção do hospital e a todos os profissionais que atuam diretamente com o paciente ou em atividades de apoio, em assuntos relativos à prevenção e controle das infecções hospitalares.
A Lei Federal 6.431 de 06/01/97 obriga todos os hospitais brasileiros constituírem Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) que deverá atuar de acordo com Programa desenvolvido na própria instituição. A referida lei instituiu a obrigatoriedade da existência da CCIH e de um Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH), definido como um conjunto de ações desenvolvidas deliberada e sistematicamente, tendo como objetivo a redução máxima possível da incidência e gravidade das infecções nosocomiais. Em 13/05/98, o Ministério da Saúde editou a Portaria 2.616/98, com diretrizes e normas para a execução destas ações. Esta Portaria representou a adequação da antiga regulamentação ministerial às novas determinações da Lei Federal.
(FONTE: www.ccih.med.br)
NÃO HÁ INFECÇÃO HOSPITALAR ZERO
Pedir os indicadores. O hospital é obrigado a apresentar.
O ESTADO DE SÃO PAULO
O Vaticano está construindo uma estátua para Galileu Galilei, que foi “executado” pela Inquisição. O jornalista escreveu bobagem.
PORQUE O PINGUIM NÃO FAZ PARTE DA ALIMENTAÇÃO DO URSO POLAR?
Porque um pertence ao ecossistema do Ártico e o outro, do Antártico.
A fabulosa Aracy Guimarães Rosa
Uma certa Aracy
Eles se conheceram em Hamburgo, na Alemanha, às vésperas da Segunda Guerra Mundial.
Ele, menino pobre, viu na carreira diplomática uma maneira de conhecer o mundo.
Em 1934, prestou o concurso para o Itamaraty e foi ser cônsul adjunto na Alemanha.
Ela, paranaense, foi morar com uma tia na Alemanha, após a sua separação matrimonial.
Por dominar o idioma alemão, o inglês e o francês, fácil lhe foi conseguir uma nomeação para o consulado brasileiro em Hamburgo. Acabou sendo encarregada da seção de vistos.
No ano de 1938, entrou em vigor, no Brasil, a célebre circular secreta 1.127, que restringia a entrada de judeus no país. É aí que se revela o coração humanitário de Aracy.
Ela resolveu ignorar a circular que proibia a concessão de vistos a judeus. Por sua conta e risco, à revelia das ordens do Itamaraty, continuou a preparar os processos de vistos a judeus.
Como despachava com o cônsul geral, ela colocava os vistos entre a papelada para as assinaturas.
Quantas vidas terá salvo das garras nazistas? Quantos descendentes de judeus andarão pelo nosso país, na atualidade, desconhecedores de que devem sua vida a essa extraordinária mulher?
Cônsul adjunto à época, seu futuro segundo marido, João Guimarães Rosa, não era responsável pelos vistos. Mas sabia o que ela fazia e a apoiava.
Em Israel, no Museu do Holocausto, há uma placa em homenagem a essa excepcional brasileira. Fica no bosque que tem o nome de Jardim dos justos entre as nações. O nome dela consta da relação de 18 diplomatas que ajudaram a salvar judeus, durante a Segunda Guerra.
Aracy de Carvalho Guimarães Rosa é a única mulher.
Mas seu denodo, sua coragem não pararam aí. Na vigência do infausto AI 5, já no Brasil, numa reunião de intelectuais e artistas, ela soube que um compositor era procurado pela ditadura militar.
Naquele ano de 1968, ela deu abrigo durante dois meses ao cantor e compositor que conseguiu, sem ser molestado, fugir para país vizinho.
Ela o escondeu no escritório de seu apartamento. Aquele mesmo local onde seu marido, João Guimarães Rosa, escrevera tanta história de coronel e jagunço.
Durante todos aqueles dias, o abrigado observava, da janela, a movimentação frenética do exército no quartel do Forte de Copacabana.
Reservada, Aracy enviuvou em 1967 e jamais voltou a se casar. Recusou-se a viver da glória de ter sido a mulher de um dos maiores escritores de todos os tempos.
Em verdade, ela tem suas próprias realizações para celebrar.
Hoje, aos 99 anos, pouco se recorda desse passado, cheio de coragem, aventura, determinação, romance, literatura e solidariedade. Mas a sua história, os seus feitos merecem ser lidos por todos, ensinados nas escolas.
Nossas crianças, os cidadãos do Brasil necessitam de tais modelos para os dias que vivemos.
Seu marido a imortalizou em sua obra Grande sertão: veredas. Ao publicar a obra, não a dedicou a ela, doou a ela seu livro mais importante.
Aracy desafiou o nazismo, o estado novo de Getúlio Vargas e a ditadura militar dos anos 60.
Uma mulher que merece nossas homenagens.
Uma brasileira de valor.
Uma verdadeira cidadã do mundo.
A companheira de João Guimarães Rosa no período mais criativo de sua vida foi também responsável pela salvação de centenas de vidas judaicas durante a Segunda Guerra Mundial. Burlando as leis do Estado Novo, ela conseguiu vistos para refugiados judeus, que assim puderam entrar no Brasil.
“A Aracy, minha mulher, Ara, pertence este livro”. Com esta epígrafe, começa um dos maiores fenômenos da literatura mundial, Grande Sertão: Veredas, a obra-prima de João Guimarães Rosa. No entanto, ao se comemorar, no ano passado, os 50 anos da sua publicação, pouco se falou sobre esta mulher. Mas haveria motivos de sobra para manter viva a chama da memória de Aracy – ainda que ela não tivesse sido a companheira de um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos.
Dona Aracy, como é chamada, salvou judeus na Alemanha nazista, enfrentou as leis anti-semitas do Estado Novo, e ainda escondeu perseguidos políticos durante a ditadura militar brasileira. Enfrentou, portanto, nada menos do que três regimes autoritários, conhecidos por sua violência inclemente. Em Hamburgo, no final da década de 30, como funcionária do consulado brasileiro, ajudou refugiados judeus a saírem da Alemanha, conseguindo vistos para centenas de pessoas, apesar da lei que proibia a entrada de imigrantes judeus no Brasil. Por isso, ganhou homenagens nos Museus do Holocausto de Jerusalém e de Washington e é conhecida pela comunidade judaica de São Paulo como o “Anjo de Hamburgo”.
Depois, já na década de 60, escondeu em seu apartamento de Copacabana o cantor e compositor Geraldo Vandré, perseguido pela ditadura militar, depois do AI-5. Bonita, culta e corajosa, não deve ter sido por acaso que chamou a atenção de Guimarães Rosa.
Aracy tinha certamente algo de Hannah Arendt, a extraordinária filósofa judia alemã, autora de Origens do totalitarismo e A condição humana, e que fez da própria vida um ato de luta contra o totalitarismo. Praticava aquilo que os alemães chamam de "amizade combatente": atuava a favor do amigo, sem esperar que este lhe pedisse ajuda.
Aracy de Carvalho Guimarães Rosa é a única mulher citada no Museu do Holocausto de Jerusalém como um dos 18 diplomatas (ou funcionários diplomáticos) que ajudaram a salvar vidas de judeus. É também o único nome de uma funcionária consular, e não de embaixador ou cônsul, o que só aumenta a dimensão do risco que correu: afinal, ela enfrentou o nazismo sem gozar das imunidades garantidas aos outros diplomatas homenageados, todos de escalões mais altos.
“Aracy era a grande personagem da vida de Guimarães Rosa”, diz Neuma Cavalcante, que está escrevendo sua biografia, juntamente com Elza Mine, professora do departamento de Língua e Filologia Portuguesa da USP. O livro, que deve ser publicado no ano que vem, é baseado em recortes de jornais, anotações e, principalmente, a correspondência entre João e Aracy.
A história do relacionamento entre Rosa e Aracy é digna de um filme. Estamos em 1934. Ele, já separado da primeira mulher, Lygia Cabral Penna, e descontente com a medicina, resolve prestar concurso para o Itamaraty. “Via na diplomacia um meio de conhecer o mundo, coisa que, como menino pobre, jamais poderia fazer”, conta Franklin de Oliveira, crítico literário e jornalista que se tornara grande amigo do escritor. Graças à sua vasta cultura geral e conhecimento de línguas é aprovado em segundo lugar no concurso, e nomeado cônsul adjunto em Hamburgo, cargo de grande importância, em uma cidade-porto que devido ao seu histórico papel como centro comercial internacional tem mais consulados do que qualquer outra no mundo, com exceção de Nova York. Chega em 1938, e conhece Aracy. Começa um relacionamento que duraria até o seu desaparecimento prematuro, em 1967.
Juntos, viajaram pela Europa, passando pela Itália, França e Suíça. As impressões dessas viagens foram fonte de inspiração para livros como Grande Sertão: Veredas.
Por esses longes todos eu passei, com pessoa minha no meu lado, a gente se querendo bem”, diz o jagunço Riobaldo, em cuja narrativa se estrutura o romance, em uma possível referência à companheira.
Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, nascida Moebius de Carvalho, filha de pai português e mãe alemã, casou-se jovem com Johan von Tess, também descendente de alemães, ainda nos anos 30. Mas o casamento durou apenas cinco anos, e terminou em “desquite amigável”, como se dizia na época. Já aí ela mostra sua personalidade: no Brasil fortemente machista da época, não era fácil para uma mulher separar-se do marido. Por isso, foi para a Alemanha com o único filho do primeiro casamento, Eduardo Tess, morar com uma tia. Falava bem alemão, inglês e francês, e conseguiu uma nomeação para o consulado brasileiro em Hamburgo. Entre outras atribuições, era encarregada da seção de vistos.
Já com fama de escritor, e conhecido por sua imensa erudição e pelo conhecimento de mais de uma dezena de línguas, Guimarães Rosa chega a Hamburgo para dar início ao período mais importante da sua vida. Uma vez estabelecido como diplomata de carreira, ele tinha tempo para fazer o que mais gostava: ler, escrever, aprender idiomas, e conhecer o mundo.
Já havia percorrido a cavalo o vasto sertão de Minas Gerais, trabalhando como médico. Mas agora começava a fase cosmopolita da sua carreira.
Por coincidência, foi no mesmo ano em que entrou em vigor a tristemente célebre Circular Secreta 1.127, que restringia a entrada de judeus no Brasil. Getúlio Vargas, agora investido de plenos poderes com o Estado Novo, fora convencido pela propaganda nazista de que judeus eram perigosos. Eram comunistas – como Olga Benário Prestes, que ele entregou à Gestapo – ou capitalistas, que manipulavam o poder econômico mundial. Em todo caso, indesejáveis na formação da nação brasileira.
Mas contrariando as ordens do Itamaraty, Aracy criou esquemas para burlar a atenção do cônsul geral, salvando assim a vida de centenas de judeus.
“Minha mãe resolveu ignorar a circular que proibia a concessão de vistos a judeus, achou aquilo um absurdo, e por sua conta e risco continuou a preparar os processos, à revelia das ordens do Itamaraty e de seus superiores no consulado”, conta o filho Eduardo Tess, hoje um advogado em São Paulo. “Como ela despachava outras coisas com o cônsul geral, no meio dos papéis enfiava os vistos. Muitos judeus vinham de outras cidades; mas para que os seus passaportes pudessem ser processados em Hamburgo, tinham que provar que moravam na região. Ela conseguia os atestados, e quando entravam com os papéis, já tinham esta dificuldade resolvida”.
Rosa sabia o que Aracy fazia, com grande risco. “Como cônsul adjunto, ele não era responsável pelos vistos, mas sabia o que minha mãe estava fazendo. E apoiava”, diz Eduardo. “Os vistos eram assinados pelo cônsul geral”, lembra.
E por que ela não acatou as ordens de Getúlio, abandonando os judeus à própria sorte? “Porque não era justo”, ouvi dela uma única vez, em seu estilo reservado, como se arriscar a vida por gente que ela nem conhecia pessoalmente fosse uma atitude óbvia.
Além de citada no Jardim dos Justos, no Museu do Holocausto, em Jerusalém, Aracy foi homenageada também com o nome de um bosque do Keren Kayemet nas cercanias da cidade sagrada. Ela mesma inaugurou a placa comemorativa com um discurso, em 1985, quando fez sua última viagem internacional. E é homenageada também no Museu do Holocausto, em Washington.
Maria Margareth Bertel Levy, ou dona Margarida, como prefere ser chamada, e seu marido, o cirurgião-dentista Hugo Levy, já falecido, são alguns entre os judeus que Aracy ajudou a salvar. “Ela me levou pessoalmente ao navio, usando seu passaporte diplomático”, lembra. Dona Margarida e seu marido, como muitos outros judeus que moravam em Hamburgo, subestimaram o perigo representado pela ascensão do nazismo. No Brasil, tornou-se amiga pessoal de Aracy.
Guimarães Rosa chegou a ser denunciado por suas posições anti-nazistas. É o que descobriram recentemente pesquisadoras brasileiras que reviraram os arquivos da polícia alemã, em Berlim. Encontraram queixas então encaminhadas ao Ministério das Relações Exteriores brasileiro, dando conta que o então cônsul adjunto Guimarães Rosa fizera declarações contrárias ao regime.
Ainda assim, permaneceu em seu posto até agosto de 1942, quando submarinos alemães torpedeiam o navio brasileiro Baependi. No dia 31 de agosto o Brasil declara guerra à Alemanha. Diplomatas brasileiros, entre eles Guimarães Rosa e Aracy, ficaram sob custódia por mais de quatro meses em Baden-Baden, e finalmente são trocados por diplomatas alemães. Guimarães Rosa e Aracy embarcam para o Brasil, via Stuttgart, Madri e Lisboa.
O casal instalou-se no Rio. Como não podem se unir legalmente – ainda não existe o divórcio no Brasil – casaram-se por procuração, no México, como era de praxe na época. Ele ainda ocuparia cargos diplomáticos de grande importância – foi nomeado, por exemplo, para a Conferência de Paz em Paris, e ganhou status de embaixador. Aracy abdicou da carreira diplomática e preferiu ficar ao lado do escritor. Rosa dedicava-se cada vez mais à literatura. Em 1946 publicou Sagarana. Em 1956, Corpo de Baile, e logo depois Grande Sertão: Veredas.
Rosa foi traduzido e publicado na França, Itália, Estados Unidos, Canadá e Alemanha. Depois Polônia, Holanda, Tchecoslováquia. No apartamento com vista para o mar, em Copacabana, onde ele continuava retocando interminável e obsessivamente seus livros, e colecionando as edições internacionais que se avolumavam, o casal recebia a elite intelectual da época: o crítico Paulo Rónai (cuja família haviam ajudado a salvar da Hungria); o tradutor para o alemão Curt Meyer-Clason; o crítico Willi Bolle; seu editor americano e também amigo pessoal, Alfred Knopf; o tradutor para o espanhol Angel Crespo; o crítico francês Renard Perez; com o tradutor para o italiano, Edoardo Bizzarri, manteve riquíssima correspondência, publicada no Brasil e na Itália... Enfim, a lista é interminável.
Domingo, 19 de novembro de 1967. Três dias após tomar posse na Academia Brasileira de Letras, o que vinha adiando há anos devido ao receio de não resistir à emoção, Guimarães Rosa brincava com a neta favorita, Vera Tess, no seu escritório.
Como fazia todo domingo, Vera saiu com a avó Aracy para ir à missa ao final da tarde, na igrejinha do Forte de Copacabana. “Na volta para casa, eu levava pipoca para ele”, lembra Vera, hoje uma psiquiatra em São Paulo, mãe de dois filhos, o primogênito chamado João.
“Naquele domingo, ao entrar no escritório, encontrei-o parado em frente à escrivaninha. Soube depois: estava tendo o enfarte”, recorda. Aos 59 anos, no auge da carreira, quando sua criatividade parecia ter alçado um novo patamar, Guimarães Rosa morreu do coração, deixando o mundo literário atônito. “E ficamos sem saber se João existiu, de se pegar”, escreveu Carlos Drummond de Andrade em sua inesquecível elegia “Um chamado João”.
Nos anos seguintes, Aracy recebeu dezenas de homenagens. Continuou a freqüentar e a receber os amigos do escritor, e a colecionar tudo o que era publicado sobre a obra do marido. “Até os anos 90 ela ainda estava muito ativa e cultivava o pessoal dos tempos do Itamaraty”, revela uma amiga. “Com o tempo, os amigos foram morrendo um a um. E Aracy foi se apagando.”
Hoje, dona Aracy, aos 98 anos, vive em São Paulo, com o filho Eduardo e a nora Beatriz Tess. Por ironia do destino, quem tem tanto para contar, devido à idade avançada, pouco se recorda. Mas para o judaísmo, quem salva uma vida salva a humanidade, e por isso a chama da sua memória não pode ser jamais apagada.
Nota do Editor
Texto gentilmente cedido pelo autor. Originalmente publicado na última edição da Revista 18.
terça-feira, 1 de abril de 2008
RESUMO III
ANTROPOMETRIA: Auxilia na identificação do ser humano. Não guarda precisão, mas da orientação para se fazer uma identificação positiva.
Podemos identificar, analisando o esqueleto:
Estatura: Medindo-se o fêmur, por uma tabela, se sabe a altura do dono daquele osso. É um valor aproximado.
Sexo: Através da textura óssea, podemos distinguir o sexo do “de cujus”.
O sexo masculino possui textura óssea mais densa na região frontal, mandíbula e bacia mais fechada.
O sexo feminino apresenta textura óssea menos densa, e bacia mais aberta.
IDADE: Através de certos ossos, podemos identificar a idade aproximada do esqueleto.
a) DENTIÇÃO: Ao redor do segundo mês a criança vai apresentando a erupção da decídua (dentes de leite em Carapicuíba!!) dos incisivos superiores. Pelo número de decíduas sabe-se aproximadamente a idade da criança.
a. DENTIÇÃO DEFINITIVA: Surge com 6 ou 7 anos. A decídua é substituída pela definitiva, que se completa com 13 anos.
b. TERCEIRO MOLAR (Dente do siso): Aparece com aproximadamente 18 anos. É um dente que não nos serve pois não nos auxilia na mastigação. É um dente vestigial (servia apenas aos nossos antepassados).
b) FONTANELAS (moleira em Carapicuíba): É uma cartilagem que ainda não se transformou em osso (cartilagem + cálcio). Os ossos da caixa craniana se sobrepõem para a saída do bebe no parto. Fecha ao redor dos dois anos.
c) PUNHO DIREITO: Todos os ossos crescem até uma certa idade + / - até os 21 anos em razão do hormônio do crescimento e através do raio-x do punho pode-se determinar a idade óssea do indivíduo antes de ter seu crescimento terminado.
a. NANISMO: É quando os hormônios do crescimento cessam antes da hora.
b. GIGANTISMO: É quando os hormônios do crescimento não cessam.
d) ALTERAÇÕES DO ESQUELETO: Surgem partir da 4a década de vida.
a. Osteoartrose (bico-de-papagaio em Carapicuíba): A ligação entre uma articulação e outra é feita por um tecido fibroso que calcifica e se parece com um “bico de papagaio”. É um processo degenerativo das articulações.
CENTRO DE OSSIFICAÇÃO: Ocorre mediante o hormônio do crescimento. Quem não tem este hormônio, para de crescer, fica anão. Esses hormônios atuam nos centros de calcificação. Todo osso tem um centro de calcificação. O osso é rígido porque possui cálcio. Se tirar, vira cartilagem.
• DIÁFISE = Centro do osso;
• EPÍFISE = As extremidades do osso.
Se houver calcificação total das extremidades pára de crescer. Nas extremidades há a produção de cartilagem.
No Raio X, vou verificar se as extremidades ainda estão produzindo cartilagem. Se não estiver mais produzindo cartilagem e estiver calcificado, o indivíduo é maior de 18 anos.
CONTRATURA DE VOLKMAN: É o apinçamento de nervos e artérias. Ocorre quando há fraturas ou luxações. Há perda de movimento, pois o nervo fica sem oxigenação.
ISQUEMIA: É a falta de sangue oxigenado.
NECROSE: Sinônimo de processo de morte.
REDUÇÃO DE FRATURA: É colocar o “osso no lugar” (em Carapicuíba).
FRATURA ABERTA: É sinônimo de fratura exposta.
OSTIOMIELITE: É a infecção do osso fraturado no caso de fratura aberta (vide nota anterior), causada por bactéria.
FRATURA EM BISEL: É a fratura em ângulo transversal (em Carapicuíba, seria na diagonal).
EQUIMOSE: “Sangue pisado” (naquela cidade do professor). É a não formação de coágulo. “Roxidão”. Lembre-se de uma pancada forte.
IDENTIDADE E IDENTIFICAÇÃO
Identificação é a ação de se estabelecer a identidade.
Identidade é a característica individual das pessoas. Existem 2 tipos de identidade:
a) Identidade subjetiva: É como a pessoa se vê. É o juízo que a pessoa tem de si mesma. É a personalidade.
b) Identidade Objetiva: É como a pessoa é vista externamente. É a aparência física. É determinada pelo:
a. Genótipo: NUNCA se altera. É a “composição” genética do indivíduo (DNA). É carga genética que o indivíduo possui.
b. Fenótipo: É a aparência externa do indivíduo, tal como, se possui ou não barba, cabelo, bigode, a cor do cabelo (tingido ou não), a cor dos olhos, a forma como se veste e é influenciado. É possível a modificação do fenótipo mudando a cor do cabelo, cortando a barba, alterando a face através de cirurgia plástica, entre outros meios.
MÉTODOS DE IDENTIFICAÇÃO
DATILOSCOPIA: É o sistema de identificação através da impressão digital. Esse sistema foi descoberto pelo uruguaio Vucetish.
Arcos (A): as linhas datilares formam-se em um lado e tendem a sair pelo outro lado. Não forma nenhum delta.
Verticilos(V): as linhas datilares tendem a apresentar um padrão concêntrico, espiralado, ovoidal ou sinuoso no centro da impressão. Formam dois deltas, um de cada lado da impressão digital.
Presilhas Externas (E): as linhas formam-se na direita do observador, curvam-se no centro da impressão e tendem a voltar para o mesmo lado. Forma delta do lado esquerdo do observador.
Presilhas Internas (I): as linhas formam-se à esquerda do observador, curvam-se, e tendem a voltar para o mesmo lado. Forma um delta do lado direito de quem observa.
No Brasil, são necessários pelo menos 12 pontos coincidentes para a identificação digital positiva.
PAPILAS MARGINAIS
PAPILAS NUCLEARES
PAPILAS BASILARES
FÓRMULA DATILOSCÓPICA
(DELTA) 1o DEDO OUTROS DEDOS
FD = -
-
VERTICILO 2 V 4
PRESILIA EXTERNA 1 E 3
PRESILIA INTERNA 1 I 2
ARCO 0 A 1
MAO DIREITA -
MAO ESQUERDA -
Letra referente ao primeiro dedo Números
No caso de perda da falange (ponta do dedo) coloca-se o 0 (ZERO). Caso a falange tenha sido queimada, mas ela existe ainda, coloca-se um X.
IDENTIDADE GENÉTICA: É a que se verifica com o exame do DNA. No Brasil, o órgão responsável pelos exames de DNA é o IMESP (Instituto de Medicina e Criminologia de São Paulo). É o órgão que mais faz exames genéticos no mundo. É possível fazer exames de DNA em laboratórios particulares. O IMESP faz gratuitamente. O índice de certeza dos exames de DNA é de 99,99%.
SETORES – Divide-se o dedo em 4 setores para pegar sinais distintivos. Ao confrontar estes setores (Quadrante, por exemplo), tenho que encontrar pelo menos 12 ou mais pontos coincidentes para poder dizer que aquela impressão digital pertence a um indivíduo.
• No Brasil – 12 pontos;
• No E.U.A. – 15 pontos;
• Na França – 20 pontos.
Nem sempre encontramos a impressão digital numa posição propícia, por isso a exigência de 12 ou mais pontos em comum é indispensável. Se a pessoa é menor de idade, é muito difícil (Se a pessoa nunca foi fichada), ou se não se encontrar nenhuma impressão digital.
Quando é possível lançar mão destes métodos, o melhor modo de cometer um crime perfeito é não cometê-lo.
No local do crime, podemos encontrar sangue, pegadas, etc. A impressão digital nunca é perfeita. Existem outros vestígios que o criminoso deixa no local do crime que possibilita a identificação (Modo de pisar, ou seja, o indivíduo pisa mais forte ou mais fraco, manca, calça tamanho 40, etc.).
No local do crime buscamos todos os dados que o criminoso deixou, inclusive as impressões papiloscópicas.
CRIMES SOB VIOLENTA EMOÇÃO – Geralmente, quando há crime consumado através de instrumento cortante ou por arma de fogo, há sangue e as impressões digitais ficam na parede.
MANCHAS E SECREÇÕES
Muitos RECURSOS BIOQUÍMICOS são utilizados para determinar manchas e secreções.Temos 2 tipos de reações :
1. REAÇÃO DE ORIENTAÇÃO – É aquela que quando positiva diz que determinada secreção ou mancha PODE SER uma determinada substância (Sangue, esperma, etc.).
2. REAÇÃO DE CERTEZA – Diz que sendo positiva, afirma (confirma) que aquilo é determinada substância (Sangue, esperma, etc.).
MANCHA DE ESPERMA
O esperma possui fóssil lípidis, açúcares, gordura, é um suco nutritivo. É o produto resultante da ejaculação, serve de veículo para o gameta masculino (espermatozóide). ESPERMATOZÓIDE – É a célula reprodutora masculina. Encontra-se dentro da vítima (vagina) ou fora (no tecido, Mancha na calcinha). É semelhante a “pano engomado ”.
DOSAGEM DE FOSFATOSE ÁCIDA (Reação de Florence-Barbério) – No Brasil quando encontrar a fosfatose ácida, eu vou achar que é esperma (É reação de orientação). Para os outros países, é a confirmação do que se achava (É certeza).
FOSFATOSE ÁCIDA é uma enzima que também é encontrada em FRUTAS, porém, nas frutas encontramos 5 unidades e no esperma encontramos 500 unidades.
CORIN STOKIS – É uma reação de certeza para identificar o espermatozóide através de uma reação química, que se obtém determinada coloração para certeza.
MANCHAS DE SANGUE
8% do peso do corpo é sangue.
LIPODIMIA: A pessoa passa-mal quando vê sangue.
O sangue é identificado em 3 fases:
1. TESTE DE ORIENTAÇÃO p/ SANGUE (Descobre se é sangue determinado mancha). São em 4 tipos:
a. ADLER: A reação é feita com base em água oxigenada e benzidina. Se for sangue, a mancha ficará azul.
b. AMADO FERREIRA: É feito com benzidina e Ácido Acético.
c. KASTLER-MEYER: Fica vermelho.
d. VAN-DEEN: Se positiva, pode ser sangue. Fica azul-claro.
NOTA: SE ALGUMA DESSAS REAÇÔES FOR NEGATIVAS, NÃO É SANGUE COM CERTEZA!
2. TESTE DE CERTEZA p/Sangue:
a. ESPECTROSCOPIA: Analisa o espectro da substância. Cada substância apresenta um espectro diferente. Incide-se um luz sobre o objeto de análise e estuda-se o comprimento das ondas de luz por ele emitidas.
b. CRISTAIS DE TEICHMANN: O corante utilizado tenta evidenciar a estrutura da hemoglobina, deixando vermelha a reação.
c. CRISTAIS DE HEMOCROMOGÊNIO: A reação fica com cor alaranjada. É técnica parecida anterior.
3. TESTE PARA IDENTIFICAR O SER VIVO:
a. UHLENHUTH: Reação de antígeno e anticorpo. Pega o sangue no local do crime com anticorpo humano. Quando houver o encontro POSITIVO, ocorre precipitação. Verifica-se uma linha branca. Com isso, o sangue é humano. Se a linha não for formada, o resultado humano é NEGATIVO. Pode ser qualquer outro animal.
b. PROVA DE COOMBS: Faz a leitura dos anticopos produzidos em cobaia. Se a cobaia apresentar anticorpos contra o sangue humano, será sangue humano. Se apresentar outro, será de outro ser. Se não apresentar, o animal está identificado.
TIPAGEM SANGUINEA
TIPO HEMACIA PLASMA
A A ANTI B
B B ANTI A
AB AB -
O - ANTI A e B
DOAÇÃO DE SANGUE:
O
(DOADOR UNIVERSAL)
A(RECEBE DE O E DOA PARA A) (RECEBE DE O E DOA PARA B) B
AB
(RECEPTOR UNIVERSAL)
Se o médico precisar de sangue plaquetado, ele não vai poder utilizar sangue que está há bastante tempo estocado em uma operação (Ele vai precisar de sangue recém colhido).
O mecanismo de transfusão não é longo. Porém se verificava até a pouco tempo atrás que muitas vezes na transfusão, o sangue coagulava.
Na superfície das hemácias, podemos ou não ter 2 proteínas :
• A;
• B.
A = Proteína do tipo A.
B = Proteína do tipo B.
O = Nenhuma proteína.
PLASMA – Substância semelhante à gema. Se deixarmos um copo de sangue parado, depois de um certo tempo ocorrerá o processo de decantação. Na superfície ficará boiando algo amarelo (Plasma). No plasma existem proteínas destes fatores (A e B).
Se encontrarmos proteína A com anti A – Elas vão combinar e se precipitam.
No tipo O não existe proteína na superfície.
No plasma vamos encontrar anti A e B.
No tipo AB – Vamos ter proteína A e B. No plasma, nós não vamos encontrar nem o anti A, nem o anti B.
O que reage é sempre a hemácia, que está presente no sangue de quem esta doando ou o plasma do receptor.
O = Doa para todos, porém só recebe de O.
B = Doa para si próprio e para AB.
A = Doa para si próprio e para AB.
AB = Doa apenas para AB e recebe de todos.
FATOR RH:
1 – Com proteína = RH POSITIVO (+).
2 – Sem proteína = RH NEGATIVO (-).
HIPÓTESE:
Mãe = Não tem a proteína (RH -).
Filho = Tem a proteína (RH +).
Sangue de ambos estão em contato.
Proteína = Corpo estranho. O corpo da mãe vai reagir (Vai produzir anticorpos contra esse corpo estranho e vai prejudicar o bebê) = ERITROBLASTOSE FETAL.
É possível descobrirmos o tipo sangüíneo de uma pessoa quando analisarmos a secreção do esperma, saliva, etc?
R: Essa proteína pode estar presente e pode ser identificada em secreções de saliva, esperma, etc., desde a pessoa tenha na sua constituição genética um GENE chamado SECRETOR.
60 % das pessoas possuem este GENE.
A mancha de sangue, de longe, é uma das mais encontradas no local do crime, Possui uma simbologia toda especial, religiosa, até o próprio Cristo morreu derramando seu próprio sangue. A mancha tem este aspecto de vida.
No local do crime, às vezes nós encontramos manchas na parede, no trinco da porta, etc.
Precisamos sempre verificar se é sangue humano mesmo, às vezes pode ser de animal, muitas pessoas costumam sacrificar animais em cultos satânicos.
MECÔNIO: É a primeira EVACUAÇÃO do bebê. Toda vez que a criança tem algum problema de oxigenação, há sofrimento fetal e isso é identificado quando o bebê solta essa secreção dentro da bolsa. Nesse momento, verifica-se a necessidade de realização da casaria.
ESTADO PUERPERAL: Período de 40 dias onde o útero volta ao estado normal. É um período fisiológico da mulher.
• OUTRAS MANCHAS E COISAS
URINA
FEZES (FREADA DE CAMINHÃO ou BICICLETA, em Carapicuíba)
SALIVA: Os açúcares são destruídos na boca, pela enzima pictialina. Açúcar Marcado: A enzima quebra as moléculas de açúcar. Da cor azul passa para branco. Tem-se a certeza de que é saliva.
LIQUIDO AMNIÓTICO: A 1a URINADA (sic do caderno) do bebê é feito nesse líquido.
PRIMEIRA ALIMENTAÇÃO DO BEBÊ: Água + açúcar (p/ cérebro)
EPILEPSIA: Todos os humanos possuem quadro epilético, porém, em diferentes intensidades.
PELO E CABELO: Estruturas cilíndricas. A medula do pelo humano é bem reduzida, enquanto no pêlo do animal essa medula é grande. O córtex do pelo humano (“recheio do cabelo”) é fino, dos animais, é grosso e a cutícula do pelo/cabelo humano é fina e em animais, é grosa.
LESÕES CORPORAIS
INSTRUMENTOS QUE CAUSAM LESÃO
São 3 os instrumentos básicos:
a. Instrumento de um ponto (perfurantes): Não basta o contato entre a superfície e o corpo, sendo necessário um mecanismo de ação que faz o instrumento penetrar no corpo. É necessária uma pressão, sendo que, quanto maior a pressão, maior será a lesão. Além disso, deve ser considerada a profundidade da lesão no corpo. FERIDA PUNCTÓRIA: É a ferida realizada com instrumentos desse tipo.
a. FERIDA PUNCTÓRIA TRANSFIXANTE: É aquela que atravessa o corpo
b. FERIDA PUNCTÓRIA PENETRANTE: É a que não atravessa o corpo.
São necessários 2 fatores para estes instrumentos:
• Energia de vibração: É o mecanismo de ação para provocar lesões, dependendo de sua intensidade.
• Profundidade: O instrumento tem maior área.
b. Instrumentos de uma linha (cortantes): A lesão depende de pressão e deslizamento entre o corpo e o instrumento. Nesta hipótese, teremos uma ferida INCISA. Em geral, na entrada do instrumento, a profundidade é maior (cauda de entrada) e na saída ela é menor (cauda de saída). Se a pessoa for destra (força motora no membro superior direito) o corte será da esquerda para a direita. Assim, do lado esquerdo, teremos uma incisão maior do que do lado direito. Se for sinistro, é o contrário.
• OUTROS TIPOS DE FERIMENTO:
a. ESGORJAMENTO: Cortar o pescoço na parte anterior (frente) ou lateral.
b. DEGOLA: Ferida incisa por instrumento cortante, com corto contundente na região posterior (nuca) do pescoço.
c. DECAPTAÇÃO: Ferimento causado por instrumento cortante, na região cervical que causará a separação da cabeça do tronco.
c. Instrumento de um plano (contundente): As feridas serão contusas sempre no plural, pois estas são sempre variadas. O mecanismo de ação é a massa do objeto em conjunto com a energia de vibração.
• FERIDAS CAUSADAS:
1. FRATURAS;
2. LUXAÇÃO: Os ossos deixam de se articular.
3. HEMATOMAS: Formação de bolsas de sangue no tecido, podendo ser interno ou externo. É visível.
4. EQUIMOSES: Vazamento de sangue no tecido, sem a formação de bolsas.
5. ESCORIAÇÔES: Retirada da epiderme com o atrito (“Esfolou”, em Carapicuíba).
6. LACERAÇÃO: Rasgar o tecido.
• CORPO CONTUNDENTE: É uma categoria onde o corpo possui grande massa e, mesmo com pouca energia de vibração, a lesão será considerável. É DIFERENTE DE INSTRUMENTO CONTUNDENTE.
INSTRUMENTOS MISTOS:
1. Instrumentos perfuro-cortantes: Pressão + Profundidade + deslizamento. Ex: Punhal. É possível tanto perfurar uma pessoa, quanto provocar uma incisão.
2. Instrumentos corto-contundentes: Massa x Velocidade de vibração + deslizamento. Ex: Guilhotina.
3. Instrumentos perfuro-contundentes: Energia de vibração + massa + profundidade. Ex: Aram de fogo, lança.
BALISTICA
Tipos de tiros:
1. TIRO ENCOSTADO: O orifício é grande e disforme e pólvora causa lesões. Efeito mina ou “blow-up”: A pólvora + gases provocam laceração no corpo.
2. TIRO A QUEIMA-ROUPA: É o tiro desferido numa distância de até 40cm. Causa tatuagem verdadeira (a pólvora atinge ao redor do alvo, penetrando na epiderme) e causa tatuagem falsa (a pólvora não penetra na epiderme, ficando apenas superficialmente). Causa depressão e queimadura.
3. TIRO A DISTÂNCIA: É o tiro desferido a uma distância superior a 40cm. Tem apenas a orla, não possuindo a tatuagem.
Todo tiro é estéril, não tem bactérias, devido a alta temperatura do projétil. A exceção é se perfurar a alça intestinal. Em virtude disso, o projétil pode ser deixado dentro do corpo. A exceção é a bala que fica alojada em uma articulação. Isso pode acarretar em uma doença chamado SATURNISMO (contato do chumbo e do líquido SINOVIAL – da articulação -), podendo levar a pessoa a óbito.
O tiro dado perpendicularmente ao corpo, a orla formada é circular. Caso contrario, a orla é sempre elíptica.
TESTE RESIDUOGRÁFICO/PARAFINA: Identifica se há pólvora na mão da pessoa que se supõe ser o atirador.
LESÃO CORPORAL
Art 129 do Código Penal. Dita critérios para classificar as lesões: Dano anatômico, funcional ou psíquico causado na pessoa por um agente químico, biológico ou físico.
1. LESÃO CORPORAL GRAVE: Produz incapacidade para exercer as ocupações habituais por 30 dias.
a. PERIGO DE VIDA: Definido no momento em que ocorre a lesão.
b. DEBILIDADE PERMANENTE: Sentido, função ou membro. É a perda parcial da capacidade
c. ACELERAÇÃO DO PARTO: Não caracteriza se a criança nascer com vida e ser viável.
2. LESÃO CORPORAL GRAVÍSSIMA:
a. INCAPACIDADE PERMANENTE PARA O TRABALHO
b. ENFERMIDADE INCURÁVEL
c. ABORTO
d. PERDA OU INULTILIZAÇÃO DE MEMBRO,SENTIDO OU FUNÇÃO: É a extinção da função.
3. DANO ESTÉTICO: Deformidade permanente. É uma lesão corporal apreciável. Tem que se avaliar a faixa etária, se é casada ou solteira, a profissão, o perfil religioso, a perspectiva de vida, entre outros.
a. MINIMO
b. GRAVE
c. MÁXIMO
4. LESÃO CORPORAL SEGUIDA DE MORTE: Avaliar o “animus necandi” do autor. Intenção de matar.
AGRADECEMOS:
1. Ao Exmo sr. CAMELÔ, por nos fornecer uma cópia pirata do Office e do Uíndous.
2. A prefeitura Municipal de Carapicuíba (http://www.carapicuiba.sp.gov.br/) e a seu povo, que nos proporcionou um vasto vocabulário.
3. Ao esse lentíssimo professor de Medicina Legal, que nos proporcionou tantas horas de estudo, para fazer este grande texto.
RESUMO II
Cesare Lombroso dizia : “ Não foi o homem que foi feito para a lei e sim a lei que foi feita para o homem ”.
Concluindo : Como instrumentos da justiça que somos, temos que conhecer o “ homem ” para aplicarmos a lei com justiça.
O homem sempre irá interagir com o meio, e é nesta interação que surgirá indivíduos com personalidades anti-sociais, pessoas que não podem assumir responsabilidades, são os chamados inimputáveis.
11/02/2000 – ORGÃOS DOS SENTIDOS.
O homem adquire conhecimentos através dos órgãos dos sentidos, levando informações até o cérebro, onde armazenará na memória e quando provocada “ jogará ” de volta o que está guardado, esta é a chamada memória de EVOCAÇÃO, trazendo para o presente o que aconteceu no passado, esta memória do presente chama-se memória COGNITIVA.
MEMÓRIA DE EVOCAÇÃO – Capacidade de lembrar (Pego as memórias do passado e jogo para o presente).
MEMÓRIA COGNITIVA – Memória do presente.
A memória é armazenada através de solução química.
Algumas doenças reforçam um tipo de memória e acabam com outras, por exemplo, a ARTERIOSCLEROSE, que aguça a memória de evocação e reduz a memória cognitiva.
ARTERIOSCLEROSE – Ex.: Uma senhora de 80 anos brincando de boneca.
O processo de memorização ocorre de várias maneiras, até por “ osmose ”, onde a mídia introduz idéias, mesmo que o receptor não as queira, onde tal monta ocorre também em alguém que vive entre a violência a vida toda e a perspectiva de vida é muito baixa ou quase nenhuma.
Ex.: Fome = Mac Donald’s.
O RECALL é o responsável a ensinar de forma agradável o cérebro, através dos órgãos dos sentidos para que respondam de maneira pré-determinada.
Existe também o “ recall ” negativo.
Ex.: Criança que sofreu violência física e abuso sexual, soldado que enfrentou uma guerra.
Aquelas memórias negativas ficam incutidas. Como esquecer um passado tão cruel ?
Cada pessoa tem sua idéia pessoal sobre cada coisa que lhe é apresentada (Temos particularidades para interpretar aquilo que nos é apresentado).
Ex.: Coxão = Açougueiro = Carne.
Os sentidos que adquirem as informações são : (5)
1 – Visão;
2 – Audição;
3 – Gustação (Paladar);
4 – Olfato;
5 – Tato.
PARTES DA COLUNA VERTEBRAL :
A coluna é dividida em 4 partes, que são :
1 – Cervical (7) - Pescoço;
2 – Toráxica (12) - Tórax;
3 – Lombar (5) – Acima do bumbum;
4 – Sacral (5) – “ Rabo ”.
Ela coordena os movimentos e são em número igual para todos os mamíferos. As curvaturas da coluna tem função amortecedora.
Função – Fixação da cabeça, tórax e cintura pélvica. Protege também a medula espinhal.
COLAR DE CHANTI - ...
TRONCO – Divide-se em :
1 – Tórax;
2 – Abdômen.
Atividade :
1 - Procurar artigos de jornais relacionados à matéria.
Questões :
1 – Qual a denominação correta de “ moleira ” ?
R.: O nome correto da chamada moleira é FONTANELAS.
2 – Quantos quilos a pessoa agüenta carregar ? (Ver na CLT).
R.: O artigo 198 da CLT especifica quantos quilos o homem pode suportar sem prejudicar-se (60 Kg).
3 – Por que só existem “ arcos costais ” (Costelas) em cima, e não embaixo ?
14/02/2000.
Questão referente à balística – Por que um tiro na cabeça e não na traquéia ?
R.: ...
FISIOLOGIA – Parte da biologia que trata das funções dos órgãos nos seres vivos, animais ou vegetais.
APARELHO DIGESTIVO
O aparelho digestivo extrai dos alimentos aquilo que o corpo necessita. Parte da digestão se inicia na boca (Inclusive a digestão química), desce pelo esôfago e chega ao estômago, onde começará o processo digestivo mais intenso, com a quebra das proteínas. O que é desnecessário para o ser humano é eliminado pelos intestinos.
O estômago possui 2 ácidos mais fortes que são :
1 - Ácido sulfúrico;
2 – Ácido clorídrico - Este irá ativar as enzimas para atacar os alimentos protéicos.
Existem diversos problemas no estômago, por exemplo : Gastrite, úlcera. Muitas vezes a gastrite ou a úlcera é psicossomática, ou seja, causada pelo stress (Gastrite nervosa). Se a ferida abrir em cima de um vaso sangüíneo, pode causar hemorragia.
Vegetarianos – Dizem que a carne apodrece no estômago. Mas não é bem assim.
Algumas gastrites são causadas por bactérias que são resistentes ao ácido clorídrico.
Ex.: A. Pilory.
No Japão é freqüente a gastrite e a úlcera. Inclusive inventaram o aparelho endoscópico (Foi criado e desenvolvido pelos japoneses).
ENDOSCOPIA = Exame para diagnostica a gastrite e a úlcera.
Os INTESTINOS se dividem em :
1 – Intestino delgado;
2 – Intestino grosso – Possui 7 metros de alças intestinais.
Glândulas – Algumas glândulas ajudam a digestão.
Vesícula biliar – Local onde encontramos o sal biliar produzido pelo fígado. É muito importante para a digestão dos alimentos gordurosos.
A alça intestinal pode se alargar, se estender.
* ERRUPTAÇÃO – Arroto.
* FLATUS – “ Peido ”.
Com o stress, além da gastrite e da úlcera, poderá surgir a ENTEROCOLITE (Diarréia), que é a defesa natural do corpo para limpar a inflamação que está acontecendo em decorrência do ataque de bactérias
* ENTEROCOLITE = Diarréia.
* STAFILOCOCUS – Presente em alimentos que contém açúcar (Batata, etc.).
DANO MORAL – Tem que achar a causa do dano moral. A pessoa começa a acordar suando frio, com problemas estomacais, intestinais, etc. Tem que provar que o dano moral causou todos estes problemas na pessoa.
No dano, o perito é questionado para verificar se tem nexo psicossomático, para demonstrar o nexo causal entre o fato e o resultado, para que se possa ganhar uma ação de dano onde caiba uma indenização.
COLITE – Manifestação psicossomática (De fundo emocional).
* DIARRÉIA TÓXICA – É limitante (Começa e acaba).
* DIARRÉIA PSICOSSOMÁTICA – Não interrompe (Não termina).
18/02/2000.
Somos condicionados em hábitos alimentares : Almoço e jantar em horários certos. Isto demonstra que o aparelho digestivo sofre influência psicossomáticas, podendo causar dano a este aparelho, ensejando nexo numa eventual ação de reparação de dano ao enfermo, principalmente no âmbito trabalhista, por isso é muito importante demonstrar a lesão sofrida com laudos médicos da pessoa que pleiteia o reparo ao dano sofrido.
* Aneurisma nervoso.
* Doenças profissionais – Tenossinovite, disacusia neurosensorial. As pessoas não estão incapacitadas para trabalhar, só não podem mais repetir o ato lesivo.
“ ITE ” – Tudo que termina com o sufixo “ ITE ” significa PROCESSO INFLAMATÓRIO.
ÓRGÃO DE CHOQUE – É o órgão do corpo humano em que descarregamos o stress do dia a dia. É o órgão mais sensível da pessoa.
PSORÍASE – Processo escamativo que provoca lesões nas mãos, cotovelos, etc. Não é contagioso (É um quadro psicossomático causado pelo stress).
Úlcera nervosa – Quadro psicossomático causado pelo stress.
APARELHO RESPIRATÓRIO
* Inspiração – Puxar o ar (Leva o oxigênio para as células).
* Expiração – Soltar (Retirar) o ar (Oxigênio).
Isto serve para levar o oxigênio ao corpo (Células), que por conseqüência liberamos gás carbônico (HEMATOSE).
“ HEMATOSE ” – Absorção de oxigênio e a eliminação de gás carbônico.
Pode ser também considerado um órgão do choque.
A crise asmática, bronquite, alergia, pode aparecer também por ações psicossomáticas, ou até mesmo pelo stress (Sintomas causados pelo stress – Quadro psicossomático).
Crise asmática – Edema (Processo inflamatório). É a defesa contra um corpo estranho.
ARCOS COSTAIS (Costelas) - ...
O ar que entra não gasta energia (Inspiração), só gastamos energia na expiração.
PULMÃO – Relacionado com agressões do meio externo (Poluição, etc.).
Muitas agressões externas causam problemas à saúde.
Ex.:
CINICOSE = Areia.
ANTRACOSE = Carvão.
Os grãos de carvão ou areia entram no pulmão e o lesionam. O pulmão cicatriza, porém em vez de ficar com o aspecto de uma esponja, fica rijo e começa a causar insuficiência respiratória.
* Projétil dentro da articulação – Precisa ser retirado.
* Projétil fora da articulação – Vai ser envolvido por uma fibrose e não sairá mais do lugar.
CIGARRO – Mal causado pelo homem em si mesmo.
PULMÃO – Estrutura elástica. Com o cigarro, o pulmão perde a elasticidade (Causa bronquite crônica. Forma uma secreção que causa a bronquite crônica).
SUFOCAÇÃO – Veremos em breve.
NECRÓPSIA :
* Abre-se o estômago;
* Verifica-se a arcada dentária (Verifica-se a mordedura);
* Etc.
BRAÇO - Divide-se em 3 partes :
1 – Proximal;
2 – Médio;
3 – Distal.
Antebraço Osso Ulna Braço Osso Úmero
Terço distal Terço médio Terço proximal Terço distal Terço médio Terço proximal
Terço distal Terço médio Terço proximal
Polegar Osso Rádio Coração
Anterior = Frente.
Posterior = Atrás.
Lateral externa = Frente.
Lateral interna = Atrás.
l – Eixo Antero-Posterior/Eixo Frontal (= de frente para trás). Divide o corpo em 2 partes : (Corta o corpo ao meio, passa exatamente no meio do ser humano) :
Eixo Frontal = Eixo Antero-Posterior - Divisão do Eixo Antero-Posterior.
2 - Eixo Sagital - Vai dividir o corpo em duas partes : direita e esquerda
Porção Ventral – Ao abrir (Estender) o braço, a pessoa o vê de frente para o espelho (Parte de dentro dobrada).
Porção dorsal – Ao colocar a mão sobre o peito, a pessoa o vê de frente para o espelho (Parte de fora dobrada).
21/02/2000.
Antebraço Osso Ulna Braço Osso Úmero
Terço distal Terço médio Terço proximal Terço distal Terço médio Terço proximal
Terço distal Terço médio Terço proximal
Polegar Osso Rádio Coração
Região metacárpica (Região metacarpiana)
Região cárpica (Região carpiana)
Osso escafóide (Próximo do punho)
Esta região contém 8 ossos
O polegar só tem as falanges proximal e média
Falange do terço distal
Falange do terço médio
Falange do terço proximal
MÃO :
1 – O polegar (1.º dedo da mão) só possui a falange proximal e média.
2 – Os outros 4 dedos possuem falanges proximal, média e distal.
1.º dedo da mão = Polegar;
2.º de do da mão = Indicador;
3.º dedo da mão = Médio;
4.º dedo da mão = Anular;
5.º dedo da mão = Mínimo.
O 1.º dedo da mão (Polegar) não possui uma falange, o que possibilita o movimento de pinça e especialmente o de apoio.
Caso haja mutilação, há a possibilidade de transplante do dedão do pé para a mão.
A região cárpica possui 8 ossos.
Osso escafóide (Próximo do punho) – Graças a esse osso podemos fazer os movimentos de extensão e flexão do punho. O abre e fecha da mão são devidos pela extensão e flexão dos músculos. O osso escafóide quase não possui vasos sangüíneos passando por ele (Irrigação sangüínea). Vive por “ embebidão ”, alimenta-se por osmose, pois não há vaso sangüíneo que leva alimento até ele.
Fatos de impedição – É um osso fraco, o sangue chega por “ osmose ”.
* SUPINAÇÃO – Movimento com a palma da mão para cima (Mão “ suplicando ”).
* PRONAÇÃO – Movimento com a palma da mão para baixo (Mão estendida).
* FLEXÃO – Mão para baixo.
Artrose do punho – Extração do escafóide (Lesão ocupacional). A pessoa perde o movimento da mão.
ARTRODESE = Operação para deixar alguma parte do corpo sem movimento.
A mão é ligada aos ossos rádio e ulna, através do canal do carpo, por onde passa os músculos, funcionando como uma roldana.
Canal do carpo – Serve como uma “ roldana ”. A bainha dos músculos ficam agrupadas. Neste canal passam tendões, músculos, etc.
Mão Flexionada >>>
Mão estendida >>>
Os movimentos repetitivos da mão e do punho causam uma doença que antes era conhecida como DOENÇA DE MOVIMENTO REPETITIVO, e hoje é conhecida como LER (Lesão por esforços repetitivos) – DORT – Doença ocupacional causada por movimentos repetitivos.
25/02/2000.
PROCESSO INFLAMATÓRIO
Processo Inflamatório = Processo Flogístico – Quem estabeleceu os parâmetros da inflamação foi Hipócrate, porque encontrava sempre os quatro sintomas característicos que definem o processo inflamatório :
1 – Tumor (= Crescimento de um edema);
2 – Calor;
3 – Rubor
4 – Dor.
Todo processo inflamatório é conhecido pelo sufixo ITE – Quando tiver este sufixo no final, é processo inflamatório.
Ex.: Gastrite, bursite, amigdalite, etc.
O processo inflamatório é um processo de defesa do corpo, não importando o que está atacando. Pode ser uma agressão biológica (Amigdalite), pode ser uma agressão química (Veneno sobre a pele), pode ser uma agressão física (LER).
Processo inflamatório (=) É como se fosse uma invasão estrangeira na cidade de Santos. É um processo de defesa do organismo. Se o corpo do ser humano for invadido por uma bactéria, este reagirá imediatamente.
Picada de inseto – O local da picada fica inchado (Edema), há a vermelhidão (Rubor), há o prurido (Coceira).
O processo inflamatório está presente enquanto o ser humano estiver vivo e sempre que houver lesão.
O que é reação vital ? = Serve para identificar um ferimento causado após a morte, onde não há reação por processo inflamatório (Mesmo que seja imediatamente após a morte).
É possível identificar o processo inflamatório depois que a pessoa estiver morta ?
R.: Sim. Pela reação vital. Por exemplo, eu aplico um veneno e esta morre. Depois da morte, o corpo é atropelado.
O vaso sangüíneo por onde passa a lesão dilata 4 ou 5 vezes o seu diâmetro (Rubor) e esquenta (Reações químicas). Quando o vaso sangüíneo não passa perto da lesão, abrem-se pequenos vasos e solta-se o plasma para liberar as células de defesa para que ataquem a lesão.
Vaso sangüíneo – Foi depositado o veneno do borrachudo. Devido ao veneno, o vaso vai dilatar 4 a 5 vezes.
Se estiver longe do vaso sangüíneo, como neutralizaremos o veneno ?
R.: O vaso vai se abrir e de dentro dele vai sair o plasma (Líquido branco), que vai para a pele (Crescimento).
O corpo humano é muito correto. O que é dele, é dele, o que não é, não é.
Transplante de coração - ...
SICROSTORINA – Faz com que o sistema imunológico fique um pouco GROGUE naquela região que foi transplantada.
TUMOR – Significa crescimento, que se libera através da presença do edema. (O tumor nada mais é do que o crescimento de um edema).
Processo inflamatório de garganta – AMIGDALITE.
Secreção purulenta – São as bactérias mortas.
Pele queimada de sol – Inflamação da pele devido ao sol.
Processo inflamatório – Vai produzir maior quantidade de melanina. Por isso a pele fica mais escura.
Radiação (Calor intenso) – Acaba com o sistema imunológico. Devemos ter cuidado com o câncer de pele. Quanto maior a exposição, maior o risco.
LUPUS – Sistema inflamatório intenso.
DISCROMIA – Alerta que a pele está sendo agredida.
TECIDO CICATRICIAL – É uma conseqüência do processo inflamatório. É um tecido fibroso para cicatrizar por exemplo, um corte profundo. Toda cicatriz é fibrosa, não se distende (Não muda com o tempo).
Sufixo ITE = Não é sinônimo de processo bacteriano inflamatório. Não quer dizer que terei um processo inflamatório sempre causada por bactéria.
INFECÇÃO é o processo inflamatório causado por bactéria (Agente biológico).
REAÇÃO VITAL serve para identificar ferimento pós morte, onde não há reação por processo inflamatório (Mesmo que seja imediatamente após a morte).
Quando o organismo não consegue expulsar o corpo estranho, o organismo necrosa em volta do corpo estranho, formando uma fibrose à sua volta para isolá-lo do resto do corpo, isto é feito através do processo inflamatório.
ARTRITE REMATÓIDE – Fibrose envolta das articulações ósseas (NECROSADA).
CRÂNIO :
* Dentro da caixa craniana fica o cérebro;
* O único osso móvel é a mandíbula;
* Pela arcada dentária é possível identificar o indivíduo.
Com o stress poderá surgir a ENTEROCOLITE (Diarréia), que é a defesa natural do corpo para limpar a inflamação que está acontecendo em decorrência do ataque de bactérias
Frontal (Testa)
Pariental (Direita/Esquerda)
Supraorbitária (Sombrancelha)
Orbitária (Olhos)
Infraorbitária (Perto do maxila)
Occiptal (Nuca = Atrás)
Temporal
Drenagem dos olhos
Maxila
Nasion (Osso do nariz/Cartilagem nasal)
Mandíbula
Cavidade nasal
Ponta do nariz – Cartilagem nasal.
NASION = Osso = É a região que recebeu o cálcio.
Arco zigomático – Curva do rosto.
* Canal oftálmico;
* Canal temporal (Artéria temporal);
* Canal lacrimal – Comunica a fossa orbitária com o nariz.
Laudo de necrópsia (Trecho do laudo do Presidente Kennedy, morto com um tiro em Dallas, no Texas) :
“ Perda da condição parientofrontal direita, comprometendo cavidade orbital, com explosão da massa encefálica, compatível com BLOW UP ”.
Frontal
Nasal zigomático
Maxila
Mandíbula
Pariental
Temporal
Occiptal
28/02/2000.
TRONCO :
1 – TÓRAX (Parte superior);
2 – ABDÔMEN (Parte inferior).
ARCOS COSTAIS – Conformação ao tórax.
DIAFRAGMA – Separa o tórax do abdômen.
Assoalho da caixa toráxica, é o teto do abdômen.
TÓRAX – Se divide em :
1 – Porção anterior (Frente);
2 – Porção posterior (Atrás);
3 – Porção lateral (Lado).
Parte superior do tórax – Encontramos um osso chamado CLAVÍCULA.
Fratura do osso da clavícula quando o bebê está nascendo (?).
Região acima da clavícula (“ SABONETEIRA ” – REGIÃO SUPRACLAVICULAR) = Acima da clavícula.
O que está embaixo da clavícula = REGIÃO INFRACLAVICULAR.
O osso da clavícula divide-se em :
1 – Proximal;
2 – Medial;
3 – Distal.
INFRA CLAVICULAR – Embaixo da região do osso da clavícula.
CENTRO DO TÓRAX – Na parte anterior. O osso chama-se EXTERNO. Serra-se o osso externo para operação de coração.
Como iremos unir o osso serrado ?
R.: Une-se com um fio metálico.
Na parte anterior do tórax (EXTERNAL = OSSO EXTERNO) – Divide-se em :
1 – Superior;
2 – Médio;
3 – Inferior.
No terço inferior = REGIÃO chamada PRECORDIAL.
HIPOCÔNDRIO – Embaixo da região mamária.
PARTE LATERAL DO TÓRAX :
REGIÃO AXILAR = Embaixo do braço.
REGIÃO SUPRA AXILAR = Acima da região axilar.
REGIÃO INFRA AXILAR = Embaixo da região axilar.
PARTE POSTERIOR DO TÓRAX :
AO REDOR DA COLUNA – Tanto do lado direito, como do lado esquerdo, nós chamamos a região de PARAVERTEBRAL (= Ao lado de = Para).
* Região Cervical (7);
* Região Toráxica (12);
* Região Lombar (5);
* Região Sacral (5).
ESCÁPULA – Antigo osso omoplata.
Importante para a articulação do ombro. Praticamente ele é a articulação do ombro.
ESCÁPULA UMERAL :
Úmero faz movimento articular da escápula.
Movimentação – Articular escápula umeral (= Cintura escapular = Movimentação do ombro).
* Região supra escapular.
* Região infra escapular.
Quando o osso (Umeral) perde o contato com a articulação (Com a escápula), chamamos de LUXAÇÃO. Não significa que ele quebrou ou trincou.
COXO FEMURAL = ...
REGIÃO ABDOMINAL – Nós podemos dividi-la em 9 partes :
Com a mão acima do umbigo vou delimitar a REGIÃO PERI UMBILICAL. Esta região tem outro nome (MESOGÁSTRICA). Se colocar a mão esquerda acima da mão direita, encontraremos a REGIÃO EPIGÁSTRICA.
Precordial (Coração)
Hipocôndrio direita Epigástrica Hipocôndrio esquerda
Lateral direita ou região dos flancos direta *
(Umbigo)
Periumbilical ou Mesogástrica Lateral esquerda ou região dos flancos esquerda
Região inguinal direita ou Ilíaco direito (Virilha) Infraumbilical
(Bexiga, Alças intestinais) Região inguinal esquerda ou Ilíaco esquerdo (Virilha)
03/03/2000.
REGIÃO DA BACIA
Parte inferior (Pequena bacia). Nela há :
* Bexiga e intestino (Parte final) e na mulher o útero.
CINTURA PÉLVICA – Articulação dos membros inferiores.
1 – Fossa Ilíaca (Direita e esquerda);
2 – Ossos pubianos (Vem abaixo da Ilíaca);
3 – Isquio = Osso do “ bumbum ”.
A região central é pequena e é onde ficam a bexiga, o útero e os intestinos.
Na mulher, a bacia óssea tem o ilíaco mais aberto, bem como os pubianos.
A bacia óssea é diferente entre o homem e a mulher. Na mulher é mais aberta. E é por meio dessa análise que se identifica o sexo de um esqueleto.
Fossas Ilíacas
Sacro
Ísquio
Cóccix
Ossos Pubianos
COXO FEMURAL (Ou Inguinal)– Contém os movimentos :
1 – Abdução;
2 – Adução;
3 – Flexão;
4 – Extensão.
PERNA – Está dividida em :
1 – Rótula (Patela);
2 – Tíbia;
3 – Perônio (Fíbula).
Perna – Movimentos :
* Flexão e extensão.
O PÉ é formado por :
1 – Tornozelo;
2 – Carpo tarso (Parte de cima do pé);
3 – Articulação (Tíbia e társica).
PÉ : (DEDOS)
Falanges (Proximal, médio e distal)
Região metatársica
Região társica
Arco plantar (Face ventral do pé)
Osso Exostose (Calcanhar)
Região inicial da coxa é composta :
1 – Virilha femural;
2 – Artéria femural.
* Cabeça do fêmur (Acima);
* Colo do fêmur (Ao lado).
Porção posterior :
* Espinha ilíaca antero superior (ANCAS);
* Região glútea (NÁDEGAS).
DIFERENÇA DE PRÓTESE E ÁRTESE :
PRÓTESE – Substituto ARTIFICIAL de parte do corpo, ou seja, toda vez que for colocada para substituir um membro.
Ex.: Válvula cardíaca.
ÁRTESE – Auxilia a função do membro em dificuldade.
Ex.: Marcapasso, óculos.
APARELHO CIRCULATÓRIO
CONTRAÇÃO = Cístole.
DILATAÇÃO = Diástole.
A única estrutura que pulsa são as artérias, pois as veias não pulsam . A artéria por receber mais pressão tem em sua estrutura 3 vezes mais músculos que uma veia.
ROMPIMENTO DE ARTÉRIAS = Aneurisma.
A coronária leva oxigênio para o coração.
ANOXI = Mais oxigênio no tecido.
HIPOXI = Pouco oxigênio no tecido.
06/03/2000 (Feriado).
10/03/2000.
APARELHO HIGIÊNICO URINÁRIO – Divide-se em :
1 – Rins;
2 – Bexiga.
Os rins filtram o sangue e retiram a uréia.
A urina é rica em anticorpos. A urina que não apresenta infecção é aquela que apresenta grande quantidade de anticorpos. Durante as guerras, muitos soldados urinavam nos próprios machucados (Feridas), para possibilitar que estas cicatrizassem.
Aparelho urinário é diferente no homem e na mulher. A uretra é maior no homem do que na mulher (PERÍNEO). O períneo é o assoalho do abdômen.
A uretra para o homem serve para eliminar a urina e o esperma (Sêmen).
Na mulher há 3 orifícios (Anal, vaginal e o períneo/uretra).
No homem há 2 orifícios (Anal e uretra).
PERINEOPLASTIA – Corrigir a abertura dos músculos do períneo.
Caso de bexiga caída – A mulher não consegue segurar mais a urina.
Bolsa escrotal – 2 testículos.
CARTIPECSIA – Trazer o saco escrotal para fora.
IMPOTÊNCIA GENERANDI – O homem tem ereção, mas não produz espermatozóide (Não anula o casamento).
PSICOSSOMATIZAÇÃO :
1 – Mulher :
1.1 – DISPAREUMIA – Dor na relação sexual.
1.2 – VAGINISMO – A mulher não sente prazer na relação sexual.
2 – Homem :
2.1 – IMPOTÊNCIA INSTRUMENTAL.
2.2 – EJACULAÇÃO PRECOCE.
INFECÇÕES :
1 – VAGINITE – Processo inflamatório (Edema) no interior da vagina provocado por um agente externo.
2 – CISTITE – Infecção urinária.
3 – URITRITE - (Infecção na uretra ?).
FERTILIZAÇÃO “ IN VITRO ” - ...
SOCIOLOGIA (Medicina Forense) – Ler “ A história da riqueza do homem ” (A. H. Maslow).
O ser humano age de acordo com as experiências que tem. As experiências não são iguais para todos, depende do meio em que nasceu (Maslow percebeu isso).
1.º DEGRAU – Necessidades fisiológicas.
Ex.: Fome.
2.º DEGRAU – Necessidade de segurança (Segurança física, patrimonial, da saúde, etc.).
Se eu não satisfazer estes 2 primeiros degraus, não chegarei aos outros.
3.º DEGRAU – Aceitação dentro do nosso ambiente de convivência de trabalho.
4.º DEGRAU – Aceitação em termos de comunidade (Ser aceito em sociedade).
5.º DEGRAU – Ápice (Onde todos as nossa necessidades foram satisfeitas) = AUTOREALIZAÇÃO.
No Brasil, a maioria está na base (No 1.º degrau). Muitos vão trabalhar com fome e não tem onde morar, etc. Poucos chegam ao topo, e esta minoria comanda a maioria.
Maslow fez essa descrição e portanto, influi na nossa realidade.
PESQUISAR – Balancete da empresa que fabrica a Pinga 51.
13/03/2000.
MASLOW = PIRÂMIDE.
1.º DEGRAU – Necessidades fisiológicas (Necessidades básicas). São necessidades mínimas que a pessoa precisa para viver. Ex.: Alimentos para matar a fome.
2.º DEGRAU – Necessidade de segurança (Segurança física, patrimonial, da saúde, etc.).
3.º DEGRAU – Aceitação dentro do nosso ambiente de convivência de trabalho.
4.º DEGRAU – Aceitação em termos de comunidade (Ser aceito em sociedade).
5.º DEGRAU - Ápice (Onde todos as nossa necessidades foram satisfeitas) = AUTOREALIZAÇÃO.
DOCUMENTAÇÃO MÉDICA
Por que é necessário estudar este capítulo ?
R.: Porque tudo aquilo que for pertinente à área de saúde deve ser documentado. Todos nós já ficamos doentes um dia. Estamos sempre lidando com agentes físicos (Calor, ruído, iluminação excessiva, etc.).
Ossos da orelha = Estribo, bigorna e martelo.
Envolve o direito sanitário e o direito ambiental.
Agentes químicos (Esgoto) – Coliformes fecais + H2O.
Esses agentes atacam e desequilibram nossa rigidez.
Toda vez que eu sofrer uma agressão contra a minha saúde, é feito um documento médico.
DOCUMENTOS MÉDICOS – Exemplos :
1 – Atestado médico;
2 – Atestado ocupacional;
3 – Ficha médica;
4 – Atestado demissional/Admissional;
5 – Parecer se a cirurgia foi bem feita.
Sempre que passamos pelo médico, ele registra nossa situação em uma ficha médica.
Esse tipo de documentação tem uma linguagem específica.
A documentação médica divide-se em 3 tipos :
1 – ATESTADO;
2 – PARECER;
3 – RELATÓRIO OU LAUDO.
Para que haja início a uma ação sucessória, é necessário o atestado de óbito, por exemplo.
O que é morrer ? O que chamamos de morte é a parada da atividade do cérebro. Nós sabemos que o cérebro parou através do eletroencefalograma. Se as linhas não acusarem nada, ele parou, se as linhas acusarem algo, ele não parou.
Parada da atividade eletrocerebral = Morte.
Morte encefálica – Parada da atividade elétrica do cérebro (Paralisia cerebral. O eletroencefalograma serve para averiguar a atividade cerebral (Isoelétrica). O aparelho demonstra a isoelétrica (Se tenho a morte encefálica ou não).
Ex.: Sena morreu na hora, na pista do autódromo. Só o coração e o pulmão estavam funcionando.
Morte clínica – Parada do pulmão e do coração.
17/03/2000.
Bem estar – Divide-se em :
* Físico;
* Psíquico;
* Social.
Não é só não ter doença. Deve também ter as necessidades físicas satisfeitas. O sujeito não pode trabalhar com fome.
O homem, individualmente, tem um modo de agir. Em sociedade, ele age de outra forma.
DOCUMENTAÇÃO MÉDICA
É o documento feito pelo médico (Conceito antigo).
Partículas de fligeres - ...
HISTÓRICO NATURAL DE UMA DOENÇA
Doente ou Sintomático
Horizonte Clínico
Agente agressor (Físico/Químico
Biológico)
Meio ambiente
Homem
Hígido ou assintomático
Ao ficar doente, a pessoa atravessa o horizonte clínico (Tudo que estiver acima é sintomático ou doente), e abaixo é assintomático (Ou hígido).
Medida curativa ou secundária – Tudo que se faz para curar a pessoa que ficou doente face a um agente físico, químico ou biológico.
Medida primária ou preventiva – No sentido de evitar que o vírus entre em contato, que o agente agressor e o homem entrem em contato.
Saúde = Deve estar voltada para a prevenção.
Para prevenir uma gripe = Vacina antigripal.
Para prevenir doenças de ouvido decorrentes de ruído = Protetores auriculares ou regulagem de máquina.
* Campanha de diabete;
* Campanha da febre amarela.
Documentação médica :
1 – Atestado;
2 – Relatório ou laudo;
3- Parecer.
Exame médico é um só.
Como é o documento médico ?
O prontuário médico pode ser feito por vários médicos.
Ficha médica – É aquele que o médico vai preencher na consulta.
Precisa ter :
* Qualificação (Nome, idade, estado civil);
* Trabalho/Profissão;
* R.G.
QUEIXA E DURAÇÃO – Alguns autores colocam junto com a 1.ª parte (Histórico do paciente). Coloca-se tudo que o paciente se queixar, dizer que está sentindo, como apareceram os sintomas, etc.
INTERROGATÓRIO SOBRE DIFERENTES APARELHOS (IDA) – Aparelho cardiovascular (Modo digno de nota) – Quando a pessoa não sente nada neste determinado aparelho. O médico deve perguntar em todos eles (É obrigatório).
Quando o paciente diz : Meu braço está duro ! Isto se chama sintoma. É aquela alteração que o paciente constata sozinho.
Sinal – Quando o médico nota uma mancha branca no braço. É a alteração que eu constato no exame.
Em alguns casos é sintoma e sinal = Mancha branca/Amarelo nos olhos.
Ex.: Micose = Hipótese/Diagnóstico.
Exame complementar para confirmar que o que acha que é, é aquilo mesmo.
Por exemplo, vários médicos fizeram o prontuário do paciente ou o atenderam e cada um escreveu uma coisa diferente, não conseguindo portanto chegar ao diagnóstico correto. O que cabe aqui ?
R.: Indenização.
Parecer - Documento que vale por quem assina. É como um parecer da área comercial, tributária. Este documento não obedece uma formalidade. Faz-se um histórico e coloca-se a conclusão no final.
Atestado :
* Medicinal;
* Saúde ocupacional;
* Óbito - Importante para a sucessão.
O médico só pode atestar o que ele viu. Só pode atestar quem possui o CRM.
Ex.: A é médico e atende B. B morre algumas horas depois. A pode atestar a morte de B ?
R.: Não.
* Se for morte violenta = IML;
* Se for morte NÃO violenta = Serviço de Verificação de Óbito (SVO).
Ex.: A está em casa (É médico). A tem um paciente muito velho (B). Vizinhos de B ligam para a casa de A, dizendo que B morreu, e que ele precisa assinar o atestado de óbito. Ele pode assinar o atestado de óbito ?
R.: Sim.
Boa fé - Se o paciente tem história, passou muitos e muitos anos com aquele médico e sabe-se que a morte é inevitável, ele pode estar assinando o atestado de óbito.
Boa fé da evolução da doença.
Ex.: A é médico da UTI. O plantão acaba às 19 : 00 horas. A tem um compromisso inadiável às 19 : 30 horas. A tem um paciente muito mal na UTI. A tem a “ brilhante ” idéia de fazer o atestado de óbito sem hora. Ele pede para a enfermeira colocar a hora quando o paciente morrer. Ele pode fazer isso ?
R.: NÃO. Nem se o coração estiver batendo e/ou a pessoa teve morte encefálica.
MANCHA BRANCA = Câncer.
20/03/2000.
EXAME MÉDICO PARA EMPRESAS
* Ficha médica.
* Receituário médico.
* Atestado de saúde ocupacional.
* Atestado de autorização para freqüentar a piscina.
* Atestado para autorização para voar.
Porém, existe apenas um exame médico.
Se a pessoa for participar do controle aéreo, ela deve ter a visão perfeita.
Se a pessoa tiver daltonismo, ela pode exercer a profissão de motorista ?
R.: Mesmo que a pessoa não saiba que cor é, ela sabe que a 1.ª luz é a vermelha e assim por diante. Porém precisa estar especificado na sua ficha médica
É de suma importância estabelecer o perfil do empregado, para que se possa desenvolver campanhas preventivas.
RELATÓRIO ou LAUDO – Os LAUDOS são relatórios escritos e pormenorizados de tudo quanto os peritos julgaram útil informar à autoridade judiciária.
AUTO e LAUDO – Há diferença entre eles, mas na prática tendem a desaparecer.
Exemplo de auto : Corpo de delito.
O auto é realizado perante a autoridade e o laudo é redigido pelo perito.
LAUDO DE NECRÓPSIA – São realizados pelo INSTITUTO MÉDICO LEGAL, fornecidos por escrito e respondendo a quesitos.
Um indivíduo morre com lesões aparentes, o médico legista está autorizado a examinar somente estas lesões. Caso não haja lesões aparentes, então estará autorizado a abrir 3 cavidades :
1 – Craniana;
2 – Abdominal;
3 – Tórax.
DOSIMÁSIA HIDROSTÁTICA DE GALENO – Exame realizado em recém-nascido, com o objetivo de averiguar se a morte ocorreu antes ou depois do seu nascimento. Se o pulmão tiver ar, significa que o bebê nasceu e posteriormente morreu.
Um atestado de óbito não poderá ser preenchido sem que a pessoa tenha ido à óbito.
O médico poderá receitar sem ter examinado pessoalmente o paciente ?
R.: Não, em hipótese alguma, mesmo que o médico tenha conhecimento de seu histórico. O que será tolerável é a hipótese de um médico que já trate desse paciente, por telefone converse com outro médico e o oriente na ministração do remédio.
DOENÇAS QUE O ESTADO TEM INTERESSE NO CONTROLE – Existem doenças que o Estado tem interesse. Por exemplo : Lepra, meningite, etc. O médico, ao comprovar essas doenças terá por obrigação de acionar um agente de saúde para que este faça um levantamento na região onde o indivíduo reside, trabalhe, com o objetivo de vacinar outras pessoas, prevenindo-os do contágio.
No caso do doente ser menor de idade, deverá, além da VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Por exemplo, no caso de sífilis), comunicar também os pais ou responsáveis.
Sífilis, lepra, meningite, hepatite, AIDS, etc. (São mais de 20 doenças).
Uma vez feito o diagnóstico, o médico é obrigado a informar às autoridades sanitárias. A pessoa que receber esta informação (Que também é médica), vai tomar todas as precauções para a doença não se espalhar.
O médico não pode dar atestado sem examinar, pois constitui crime.
24/03/2000.
IDENTIDADE E IDENTIFICAÇÃO
Existem coisas no direito que precisam de identificação.
Por exemplo : Há um crime de homicídio. A e B são acusados. Como eu vou identificar o culpado ? A e B estavam em cidades diferentes. Eu não posso dar 10 anos para um e 10 anos para o outro, só porque eles ameaçaram o “ de cujus ”.
As circunstâncias e depoimentos são importantes. A pena não pode ir além da pessoa, nem ir aquém. Eu devo identificar positivamente o culpado.
Até um fascínora tem direito à defesa e deve ser condenado a uma pena justa.
A identidade se divide em :
1 - Objetiva;
2 - Subjetiva.
1 - A identidade objetiva é a forma como nós nos descrevemos do ponto de vista físico, é chamado de FENOTIPIA ou FENÓTIPO.
Ex.: PROPOSIÇÃO PONDERO ESTATURAL = Relação entre o peso e a altura.
Ex.: A, branco, alto (1,80 metros), magro (70 Kg), olhos castanhos, cabelos loiros, etc. A, porém, pode colocar lentes azuis ou verdes, engordar, etc. Esses traços podem ser mudados. Para um processo de identificação não é bom. Pode ser bom para retrato falado.
GENÓTIPO - Esse ninguém muda. Mesmo fazendo plástica, o genótipo da pessoa não muda (GENES).
2 - A identidade subjetiva é aquilo que eu penso, vejo de mim mesmo.
Ex.: A é inteligente, chato, teimoso, prepotente, etc. (A acha isso de si mesmo).
É uma informação intrínseca da pessoa. Por exemplo, quando A se olha no espelho e se acha parecido com o Brad Pitt ou acredita piamente que é o famoso ator americano.
Ou às vezes pode até achar que é uma mitológica figura histórica, como Napoleão por exemplo.
Quando você assimila uma personalidade, você assimila tudo dessa pessoa.
Por exemplo, o assassino de John Lennon incorporou o personagem de tal forma, que acreditando que ele era o verdadeiro e o outro o falso, foi até o cantor e o matou.
Para estabelecer a identidade de uma pessoa (Tanto faz objetiva ou subjetiva), é complicado.
Pela “ Daisy ”, podemos identificar que ela é uma mulher pela bacia, a idade pela arcada dentária. Pelo osso do cárpio posso, pela calcificação, identificar a idade (Saber se ela é maior ou menor de idade).
Erupção do dente do juízo = Posso identificar a idade.
Tamanho do fêmur - Estabeleço a altura do “ de cujus ” pelo tamanho do fêmur (Eu meço o fêmur).
Sinal perene para identificar o indivíduo por toda a vida, imutável, deve ser fácil de ser obtido, prático.
CLASSIFICAÇÃO FÁCIL PARA IDENTIFICAR O INDIVÍDUO
Impressão digital - Eu colho as digitais da pessoa. Depois de um tempo, posso identificá-la por elas.
Em que é baseada a impressão digital ?
R.: Quando eu tiro o R.G., eu me identifico com todos os dedos.
Falange distal (?)
Polpa (?)
Sistema marginal
Sistema nuclear
Sistema basal
Temos que perceber o ângulo delta.
O encontro desses 3 sistemas pode ocorrer, como pode não ocorrer, mas tem que formar o ângulo delta.
Para cada dedo tem-se 4 possibilidades :
1 - 2 deltas;
2 - Nenhum delta;
3 - 1 delta à direita;
4 - 1 delta à esquerda.
1 - Quando houver 2 deltas = VERTICILO;
2 - Quando não houver nenhum delta = ARCO;
3 e 4 - Quando houver um delta = PRESILHA :
3 - Quando houver um delta à direita para quem vê = PRESILHA INTERNA;
4 - Quando houver um delta à esquerda para quem vê = PRESILHA EXTERNA.
3 (Numerador) - Mão direita
4 (Denominador) - Mão esquerda
DIREITA :
I 4 4 4 4
ESQUERDA :
A 1 1 3 2
CÓDIGOS :
4 = V = VERTICILO
3 = E = PRESILHA EXTERNA
2 = I = PRESILHA INTERNA
1 = A = ARCO
E se a pessoa perdeu a falange ? Como eu vou representar ?
R.: Coloca-se um 0 (Zero).
E se ela queimou o dedo, mas não perdeu a falange ?
R.: Coloca-se um X.
27/03/2000.
Identidade – Divide-se em :
1 – Objetiva;
2 – Subjetiva.
1 – Objetiva :
* Altura;
* Sexo;
* Idade (Artrose, etc.).
Como estabelecemos a idade aproximada através dos estudos do centro de calcificação ?
R.: Punho direito presta para esta análise.
Ex.: A diz que não pode ser preso alegando ser menor de idade. O delegado manda verificar a idade através do centro de ossificação.
CENTRO DE OSSIFICAÇÃO (Cai na prova) – O que é crescer ? Ocorre mediante o hormônio do crescimento. Quem não tem este hormônio, pára de crescer, fica anão. Esses hormônios atuam nos centros de calcificação. Todo osso tem um centro de calcificação. O osso é rígido porque possui cálcio. Se tirar, vira cartilagem.
* PIÁFISE = Centro do osso;
* EPÍFISE = As extremidades do osso (2).
Se houver calcificação total das extremidades pára de crescer. Nas extremidades há a produção de cartilagem.
No Raio X, vou verificar se as extremidades ainda estão produzindo cartilagem. Se não estiver mais produzindo cartilagem e estiver calcificado, o indivíduo é maior de 18 anos.
E quando uma criança apanha muito dos pais ? (O que acontece ? – Cai na prova).
R.: SÍNDROME DE CAFFEI. A criança não chora (Ela tem tanto medo que não chora). A criança fica “ cristalizada ”, não fala nada, não diz que doeu, mesmo tendo fratura exposta.
FÓRMULA PAPILOSCÓPICA (Cai na prova)
DIREITA :
I 2 2 2 2
ESQUERDA :
A 4 3 2 1
CÓDIGOS :
4 = V = VERTICILO
3 = E = PRESILHA EXTERNA
2 = I = PRESILHA INTERNA
1 = A = ARCO
E se a pessoa perdeu a falange ? Como eu vou representar ?
R.: Coloca-se um 0 (Zero).
E se ela queimou o dedo, mas não perdeu a falange ?
R.: Coloca-se um X.
Estudo mais detalhado :
1 – Perene;
2 – Imutável;
3 – Fácil;
4 – Prático.
7.º mês de vida intra-uterina – Quando se formam as impressões digitais.
Água de cal – Destrói a impressão digital. Vai destruir a pele, mas ela logo se restabelecerá.
31/03/2000.
TEXTURA ÓSSEA
* Quanto à bacia – Sabemos o sexo pelo tamanho da bacia (Posição da bacia);
* Quanto à dentição – Se é de leite ou definitivo.
FONTANELAS RESIDUAIS – As cartilagens vão calcificar.
BICO DE PAPAGAIO – Envelhecimento.
Estudo de alguns osso – Tabela que dá o padrão de altura. Medimos o fêmur para identificar o tamanho do “ de cujus ”.
FÓRMULA DATILOSCÓPICA
Será que é suficiente para identificar alguém ?
R.: NÃO. O que vai diferenciar ou permitir que eu pegue uma impressão digital e saber que pertence a A ?
SINAIS DISTINTIVOS
SETORES – Eu vou dividir o dedo e pegar sinais distintivos.
Ao confrontar estes setores (Quadrante por exemplo), eu vou ter que encontrar pelo menos 12 ou mais partes coincidentes para poder dizer que aquela impressão digital pertence a Fulano de Tal (Cai na prova).
* No E.U.A. – 15 pontos;
* Na França – 20 pontos.
Nem sempre encontramos a impressão digital numa posição propícia, por isso a exigência de 12 ou mais pontos em comum é indispensável.
Se a pessoa é menor é muito difícil (Se a pessoa nunca foi fichada), ou se não se encontrar nenhuma impressão digital.
Quando é possível lançar mão destes métodos, o melhor modo de cometer um crime perfeito é não cometê-lo.
No local do crime, podemos encontrar sangue, pegadas, etc. A impressão digital nunca é perfeita. Existem outros vestígios que o criminosos deixa no local do crime que possibilita a identificação (Modo de pisar, ou seja, o indivíduo pisa mais forte ou mais fraco, manca, calça tamanho 40, etc.).
No local do crime buscamos todos os dados que o criminoso deixou, inclusive as impressões papiloscópicas.
CRIMES SOB VIOLENTA EMOÇÃO – Geralmente quando há crime consumado através de instrumento cortante ou por arma de fogo, há sangue e as impressões digitais ficam na parede.
No local do crime muitas informações do crime são buscadas.
MANCHAS E SECREÇÕES
Muitos RECURSOS BIOQUÍMICOS são utilizados.
Temos 2 tipos de reações :
1 – REAÇÃO DE ORIENTAÇÃO – É aquela que quando positiva diz que determinada secreção ou mancha PODE SER uma determinada matéria (Sangue, esperma, etc.).
2 – REAÇÃO DE CERTEZA – Diz que sendo positiva, ela me afirma (Confirma) que aquilo é determinada matéria (Sangue, esperma, etc.).
MANCHA DE ESPERMA – O esperma possui fóssil lípidis, açúcares, gordura, é um suco nutritivo.
ESPERMATOZÓIDE – É a célula reprodutora masculina. Vai usar esse suco nutritivo para chegar até o óvulo.
Você pode encontrar dentro da vítima, no tecido (Mancha na calcinha). É semelhante a “ pano engomado ”.
DOSAGEM DE FOSFATOSE ÁCIDA – No Brasil quando encontrar a fostatose ácida, eu vou achar que é esperma (È reação de orientação).
Para os outros países, é a confirmação do que se achava (É certeza).
FOSFATOSE ÁCIDA também é encontrada em FRUTAS. Porém, nas frutas encontramos 5 unidades de arminstrons e no esperma encontramos 500 unidades de arminstrons.
CORIN STOKIS – É uma reação de certeza para identificar o espermatozóide (Vai, através de uma reação química, identificar o espermatozóide).
03/04/2000.
MANCHA DE ESPERMA
FLORENCE E BARBÉRIO –É uma reação de orientação para o esperma.
MANCHA DE SANGUE
Tipos sangüíneos :
1 – A;
2 – B;
3 – AB;
4 – O (Ou zero).
O
(Doador universal)
A B
AB
(Receptor universal)
Se o médico precisar de sangue plaquetado, ele não vai poder utilizar sangue que está há bastante tempo estocado em uma operação (Ele vai precisar de sangue recém colhido).
Doar sangue é um ato de cidadania.
O mecanismo de transfusão não é longo. Porém verificava-se até um tempo atrás que muitas vezes na transfusão, o sangue coagulava.
Na superfície das hemácias, podemos ou não ter 2 proteínas :
* A;
* B.
A = Proteína do tipo A.
B = Proteína do tipo B.
O = Nenhuma proteína.
PLASMA – Substância semelhante à gema. Se deixarmos um copo de sangue parado, depois de um certo tempo ocorrerá o processo de decantação. Na superfície ficará boiando algo amarelo (Plasma = De cor amarela). No plasma existem proteínas destes fatores (A e B).
Se eu encontrar proteína A com anti A – Elas vão combinar e se precipitam.
No tipo O não existe proteína na superfície.
No plasma vamos encontrar anti A e B.
No tipo AB – Vamos ter proteína A e B. No plasma, nós não vamos encontrar nem o anti A , nem o anti B.
O que reage é sempre a hemácia, que está presente no sangue de quem esta doando ou o plasma do receptor.
O = Doa para todos, porém só recebe de O.
B = Doa para si próprio e para AB.
A = Doa para si próprio e para AB.
AB = Doa apenas para AB e recebe de todos.
FATOR RH :
1 – Com proteína = RH POSITIVO (+).
2 – Sem proteína = RH NEGATIVO (-).
HIPÓTESE :
Mãe = Não tem a proteína (RH -).
Filho = Tem a proteína (RH +).
Sangue de ambos estão em contato.
Proteína = Corpo estranho. O corpo da mãe vai reagir (Vai produzir anticorpos contra esse corpo estranho e vai prejudicar o bebê) = ERITROBLASTOSE FETAL.
É possível nós descobrirmos o tipo sangüíneo de uma pessoa quando analisarmos a secreção do esperma, saliva, etc. ?
R.: Essa proteína pode estar presente e pode ser identificada em secreções de saliva, esperma, etc., desde a pessoa tenha na sua constituição genética um GENE chamado SECRETOR.
60 % das pessoas possuem este GENE.
A mancha de sangue, de longe, é uma das mais emcontradas no local do crime, Possui uma simbologia toda especial, religiosa, até o próprio Cristo morreu derramando seu próprio sangue. A mancha tem este aspecto de vida.
No local do crime, às vezes nós encontramos manchas na parede, no trinco da porta, etc.
Precisamos sempre verificar se é sangue humano mesmo, às vezes pode ser de animal, muitas pessoas costumam sacrificar animais em cultos satânicos.
FIM !!!
ITANHAÉM, MEU PARAÍSO
A vida existe para ser vivida, não adiada.
MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!
COMO NASCEU ESTE BLOG?
Cursei, de 2004 a 2008, a graduação em Direito na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo (FDSBC).
Registrava tudo o que os professores diziam – absolutamente tudo, incluindo piadas, indicações de livros e comentários (bons ou maus). Por essa razão, eram as anotações bastante procuradas.
Entretanto (e sempre existe um entretanto), escrevia no verso de folhas de rascunho, soltas e numeradas no canto superior direito, sem pautas, com abreviações terríveis e garranchos horrorosos que não consigo entender até hoje como pudessem ser decifradas senão por mim.
Para me organizar, digitava os apontamentos no dia seguinte, em um português sofrível –deveria inscrever sic, sic, sic, a cada meia página, porque os erros falados eram reproduzidos, quando não observados na oportunidade em que passava a limpo as matérias -, em virtude da falta de tempo, dado que cumulei o curso com o trabalho e, nos últimos anos, também estagiei.
Em julho de 2007 iniciei minhas postagens, a princípio no blog tudodireito. A transcrição de todas as matérias, postadas em um mesmo espaço, dificultava, sobremaneira, o acompanhamento das aulas.
Assim, criei, ao sabor do vento, mais e mais blogs: Anotações – Direito Administrativo, Pesquisas – Direito Administrativo; Anotações – Direito Constitucional I e II, Pesquisas – Direito Constitucional, Gramática e Questões Vernáculas e por aí vai, segundo as matérias da grade curricular (podem ser acompanhados no meu perfil completo).
Em novembro de 2007 iniciei a postagem de poemas, crônicas e artigos jurídicos noRecanto das Letras. Seguiram-se artigos jurídicos publicados noJurisway, no Jus Navigandi e mais poesias, na Sociedade dos Poetas Advogados.
Tomei gosto pela coisa e publiquei cursos e palestras a que assistia. Todos estão publicados, também, neste espaço.
Chegaram cartas (pelo correio) e postagens, em avalanche, com perguntas e agradecimentos. Meu mundo crescia, na medida em que passava a travar amizade com alunos de outras faculdades, advogados e escritores, do Brasil, da América e de além-mar.
Graças aos apontamentos, conseguia ultrapassar com facilidade, todos os anos, as médias exigidas para não me submeter aos exames finais. Não é coisa fácil, vez que a exigência para a aprovação antecipada é a média sete.
Bem, muitos daqueles que acompanharam os blogs também se salvaram dos exames e, assim como eu, passaram de primeira no temível exame da OAB, o primeiro de 2009 (mais espinhoso do que o exame atual). Tão mal-afamada prova revelou-se fácil, pois passei – assim como muitos colegas e amigos – com nota acima da necessária (além de sete, a mesma exigida pela faculdade para que nos eximíssemos dos exames finais) tanto na primeira fase como na segunda fases.
O mérito por cada vitória, por evidente, não é meu ou dos blogs: cada um é responsável por suas conquistas e a faculdade é de primeira linha, excelente. Todavia, fico feliz por ajudar e a felicidade é maior quando percebo que amigos tão caros estão presentes, são agradecidos (Lucia Helena Aparecida Rissi (minha sempre e querida amiga, a primeira da fila), João Mariano do Prado Filho e Silas Mariano dos Santos (adoráveis amigos guardados no coração), Renata Langone Marques (companheira, parceira de crônicas), Vinicius D´Agostini Y Pablos (rapaz de ouro, educado, gentil, amigo, inteligente, generoso: um cavalheiro), Sergio Tellini (presente, hábil, prático, inteligente), José Aparecido de Almeida (prezado por toda a turma, uma figura), entre tantos amigos inesquecíveis. Muitos deles contribuíram para as postagens, inclusive com narrativas para novas crônicas, publicadas no Recanto das Letras ou aqui, em“Causos”: colegas, amigos, professores, estagiando no Poupatempo, servindo no Judiciário.
Também me impulsionaram os professores, seja quando se descobriam em alguma postagem, com comentários abonadores, seja pela curiosidade de saber como suas aulas seriam traduzidas (naturalmente os comentários jocosos não estão incluídos nas anotações de sala de aula, pois foram ou descartados ou apartados para a publicação em crônicas).
O bonde anda: esta é muito velha. A fila anda cai melhor. Estudos e cursos vão passando. Ficaram lá atrás as aulas de Contabilidade, Economia e Arquitetura. Vieram, desta feita, os cursos de pós do professor Damásio e da Gama Filho, ainda mais palestras e cursos de curta duração, que ao todo somam algumas centenas, sempre atualizados, além da participação no Fórum, do Jus Navigandi.
O material é tanto e o tempo, tão pouco. Multiplico o tempo disponível para tornar possível o que seria quase impossível. Por gosto, para ajudar novos colegas, sejam estudantes de Direito, sejam advogados ou a quem mais servir.
Esteja servido, pois: comente, critique, pergunte. Será sempre bem-vindo.
Maria da Glória Perez Delgado Sanches