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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

PSICOPATIA

O caso Eloá, em Santo André.

Era um psicopata. Os policiais têm atiradores de elite. Na primeira oportunidade, explode-se a cabeça desse psicopata.
Mas vivemos no Brasil.
Diriam que não se deu uma chance para ele.


PSICOPATAS

(4º grupo de perturbações mentais)
1º - oligofrenia
2º - demência
3º - neurose (não há alteração na personalidade)




É o indivíduo que apresenta perturbação na sua personalidade.

Possui uma personalidade DESAGREGADA.

Regra geral está presente na adolescência.

O psicopata tem que ser afastado do convívio social.


PSICOPATIA COMO GÊNERO
O psicopata é, regra geral, inteligente.
Mas é egoísta.
A sua relação afetiva é pobre.
É um indivíduo que vive num mundo psicopata (dele).
É uma pessoa que não aprende com o sofrimento.
Não tem arrependimento.
Age como uma pessoa amoral.


amoral
a.mo.ral
adj m+f (a4+moral) 1 Que está fora da noção de moral ou de seus valores: O mundo físico é amoral. 2 V amoralista.

imoral
i.mo.ral
adj (i2+moral) 1 Que não é moral. 2 Contrário à moral ou aos bons costumes. 3 Devasso, libertino. s m+f Pessoa sem moral.


(fonte: michaelis)

Uma das características é a agressividade e a brutalidade com que comete seus ilícitos.

Os sintomas chamam a atenção do seu grupo familiar, social.

Uma pessoa introspectiva.
Se afasta do convívio com outras pessoas.
É uma pessoa impulsiva.


Um rapaz tem 27 anos e é metalúrgico.
Pela manhã, fica 15 minutos embaixo de uma árvore, recebendo energia da natureza.
Há 3 anos assina jornal, mas não abre porque só vai abrir depois da aposentadoria.
Joga fora o pedaço da bolacha que segurou.
Fica transtornado quando alguém muda algo que ele deixou de um jeito.
Uma vez por semana vai à São Paulo procurar moedinha na rua.
É um ESQUIZÓIDE => ESQUIZOFRENIA.


Mergulha no mundo esquizofrênico.
Com remédios, pode voltar.
Vai, volta.
Até que uma vez não volta mais.
Uma das características é a alucinação.
Escuta vozes.


O esquizóide pode degenerar.

O psicopata não sabe o que quer.
Não se negocia com psicopatas.

Em 24 horas o negociador deveria saber com quem tratava.
Pessoalmente – para o professor, precisava de um atirador.
É assim que se resolvem as coisas, nos EUA, no Canadá.
Se o diagnóstico tivesse sido feito precocemente, o resultado não teria acontecido.


O esquizofrênico não tem um pensamento estruturado.

Os primeiros sintomas da esquizofrenia ocorrem na adolescência.

O psicopata é ININPUTÁVEL.


FILME:
MELHOR, IMPOSSÍVEL => PERSONALIDADE ESQUIZÓIDE


Pode degenerar e se tornar ESQUIZOFRÊNICO.


O psicopata não pode se recuperar.
Não pode conviver com a outras pessoas.
É um animal violento.
E ser a próxima vítima é questão de tempo.

A esquizofrenia é um tipo de psicopatia.
Todo esquizofrênico é um assassino?
Não.



PERSONALIDADE
- herança genética
+
- meio ambiente.
Se tiver uma herança perfeita mas viver em um ambiente amoral, terá a personalidade alterada.




PARANÓIA PERSECUTÓRIA

BIPOLAR
Antigamente era chamada de maníaco-depressiva.

O pródigo
– na fase positiva, dá dinheiro para todo mundo.
- na fase negativa, fica em depressão.

O indivíduo bipolar tem uma tristeza sem nexo.
Muito intensa.
A ponto de ele querer se matar.
Você encontra o indivíduo chorando porque morreu o Papa. João XXIII. Que morreu há anos.

HISTERIA

Também chamada SOMATIZAÇÃO.


É uma espécie de neurose.

A pessoa somatiza no corpo.

É mais comum em mulheres.

É um circo.

Corta o pulso.
Fica paralisada.
Não enxerga.
Não responde ao medicamento.
Porque o circo a valoriza.

Precisa fazer uma psicoterapia.

Normalmente, transtorno da área afetiva a mulher somatiza.

NEUROSES

A neurose é, no nosso dia-a-dia, um copo pronto a transbordar.

Quem rói unha?
Quem tem tique nervoso?
Essa pessoa já passou do limite.
Existem neuroses coletivas e transitórias.

Quem tem medo de altura?
Quem tem medo do escuro?
Quem tem medo de lugares fechados?
Quem tem medo de cobra?
Quem tem medo de aranha?


Quem tem medo da prova da professora Rosa?
(a classe inteira levanta a mão)

- Porque tirei 4 na primeira.
- Mas vai tirar 10 na última.
- Se Deus quiser.

Se tivesse batido três vezes na madeira, seria um ato neurótico.
O sinal da cruz, idem.



Sobre neuroses. Aula de medicina legal.

A neurose é, no nosso dia-a-dia, um copo pronto a transbordar.

Quem rói unha?
Quem tem tique nervoso?
Essa pessoa já passou do limite.
Existem neuroses coletivas e transitórias.


O professor narra, então, um caso conhecido.
Um vendedor, muito bem sucedido, fez conhecido o seu hábito de persignar-se diante de uma cruz: toda e qualquer cruz.
Seus sinais não se reduziam apenas ao convencional, mas várias cruzes, como a fechar o corpo.
Passou a motivo de chacotas entre o pessoal da empresa.
Seus colegas lhe apresentavam uma cruz – uma cruz qualquer – e ele persignava-se, várias vezes.


Na neurose não temos perturbação da personalidade.
No toque, há.


FOBIAS
Quem tem medo de:
- pomba?
- rato?
- barata?
- locais altos?
- fechados?
- aranha?
- cachorro?
- cobra?
- de ficar doente? - hipocondria
- da morte? - necrofobia

Ter medo de cachorro é neurose?
Depende.

De um pit bull é bom senso. De um chiuaua é neurose.

NEUROSE É A DESPROPORÇÃO ENTRE O FATO E A REALIDADE.

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO
A vida existe para ser vivida, não adiada.

Quem sou eu

Minha foto

Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

COMO NASCEU ESTE BLOG?

Cursei, de 2004 a 2008, a graduação em Direito na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo (FDSBC).

Registrava tudo o que os professores diziam – absolutamente tudo, incluindo piadas, indicações de livros e comentários (bons ou maus). Por essa razão, eram as anotações bastante procuradas.

Entretanto (e sempre existe um entretanto), escrevia no verso de folhas de rascunho, soltas e numeradas no canto superior direito, sem pautas, com abreviações terríveis e garranchos horrorosos que não consigo entender até hoje como pudessem ser decifradas senão por mim.

Para me organizar, digitava os apontamentos no dia seguinte, em um português sofrível –deveria inscrever sic, sic, sic, a cada meia página, porque os erros falados eram reproduzidos, quando não observados na oportunidade em que passava a limpo as matérias -, em virtude da falta de tempo, dado que cumulei o curso com o trabalho e, nos últimos anos, também estagiei.

Em julho de 2007 iniciei minhas postagens, a princípio no blog tudodireito. A transcrição de todas as matérias, postadas em um mesmo espaço, dificultava, sobremaneira, o acompanhamento das aulas.

Assim, criei, ao sabor do vento, mais e mais blogs: Anotações – Direito Administrativo, Pesquisas – Direito Administrativo; Anotações – Direito Constitucional I e II, Pesquisas – Direito Constitucional, Gramática e Questões Vernáculas e por aí vai, segundo as matérias da grade curricular (podem ser acompanhados no meu perfil completo).

Em novembro de 2007 iniciei a postagem de poemas, crônicas e artigos jurídicos noRecanto das Letras. Seguiram-se artigos jurídicos publicados noJurisway, no Jus Navigandi e mais poesias, na Sociedade dos Poetas Advogados.

Tomei gosto pela coisa e publiquei cursos e palestras a que assistia. Todos estão publicados, também, neste espaço.

Chegaram cartas (pelo correio) e postagens, em avalanche, com perguntas e agradecimentos. Meu mundo crescia, na medida em que passava a travar amizade com alunos de outras faculdades, advogados e escritores, do Brasil, da América e de além-mar.

Graças aos apontamentos, conseguia ultrapassar com facilidade, todos os anos, as médias exigidas para não me submeter aos exames finais. Não é coisa fácil, vez que a exigência para a aprovação antecipada é a média sete.

Bem, muitos daqueles que acompanharam os blogs também se salvaram dos exames e, assim como eu, passaram de primeira no temível exame da OAB, o primeiro de 2009 (mais espinhoso do que o exame atual). Tão mal-afamada prova revelou-se fácil, pois passei – assim como muitos colegas e amigos – com nota acima da necessária (além de sete, a mesma exigida pela faculdade para que nos eximíssemos dos exames finais) tanto na primeira fase como na segunda fases.

O mérito por cada vitória, por evidente, não é meu ou dos blogs: cada um é responsável por suas conquistas e a faculdade é de primeira linha, excelente. Todavia, fico feliz por ajudar e a felicidade é maior quando percebo que amigos tão caros estão presentes, são agradecidos (Lucia Helena Aparecida Rissi (minha sempre e querida amiga, a primeira da fila), João Mariano do Prado Filho e Silas Mariano dos Santos (adoráveis amigos guardados no coração), Renata Langone Marques (companheira, parceira de crônicas), Vinicius D´Agostini Y Pablos (rapaz de ouro, educado, gentil, amigo, inteligente, generoso: um cavalheiro), Sergio Tellini (presente, hábil, prático, inteligente), José Aparecido de Almeida (prezado por toda a turma, uma figura), entre tantos amigos inesquecíveis. Muitos deles contribuíram para as postagens, inclusive com narrativas para novas crônicas, publicadas no Recanto das Letras ou aqui, em“Causos”: colegas, amigos, professores, estagiando no Poupatempo, servindo no Judiciário.

Também me impulsionaram os professores, seja quando se descobriam em alguma postagem, com comentários abonadores, seja pela curiosidade de saber como suas aulas seriam traduzidas (naturalmente os comentários jocosos não estão incluídos nas anotações de sala de aula, pois foram ou descartados ou apartados para a publicação em crônicas).

O bonde anda: esta é muito velha. A fila anda cai melhor. Estudos e cursos vão passando. Ficaram lá atrás as aulas de Contabilidade, Economia e Arquitetura. Vieram, desta feita, os cursos de pós do professor Damásio e da Gama Filho, ainda mais palestras e cursos de curta duração, que ao todo somam algumas centenas, sempre atualizados, além da participação no Fórum, do Jus Navigandi.

O material é tanto e o tempo, tão pouco. Multiplico o tempo disponível para tornar possível o que seria quase impossível. Por gosto, para ajudar novos colegas, sejam estudantes de Direito, sejam advogados ou a quem mais servir.

Esteja servido, pois: comente, critique, pergunte. Será sempre bem-vindo.

Maria da Glória Perez Delgado Sanches